COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Nesta segunda-feira, venceu quem jogou melhor em Nizhny Novgorod. Mesmo com placar apertado, 1 a 0 com gol de pênalti, a Suécia tomou mais a iniciativa do jogo e conquistou os três pontos de forma merecida diante da Coreia do Sul, pelo Grupo F da Copa do Mundo da Rússia. As estatísticas do jogo comprovam o fato, evidenciando o domínio nórdico frente à limitada seleção asiática.

Os suecos tiveram 15 tentativas de chute a gol. Seis delas foram bloqueadas, quatro foram para fora e apenas cinco acertaram a meta defendida por Cho Hyun-woo. Os sul-coreanos, por outro lado, tentaram apenas cinco finalizações no gol de Robin Olsen, sem obter um bom aproveitamento. Três delas foram bloqueadas, enquanto as outras duas acabaram saindo em tiro de meta.

Em termos de posse de bola, a partida mostrou um equilíbrio maior. Dominante durante boa parte do jogo, a Suécia acabou com apenas 52% da posse, tendo um aproveitamento de 83% com os 351 passes certos que deu. A Coreia foi um pouco mais discreta, acertando 78% dos passes, que foram 277 até o apito final.

Um número que chama atenção diz respeito à grande quantidade de faltas marcadas ao longo dos 90 minutos. Foram 43 no total, sendo 20 cometidas pelos suecos e 23 pelos coreanos.

Ambas as seleções voltam a campo no próximo sábado. Às 12h (no horário de Brasília), a Coreia do Sul enfrentará o México, em partida que será disputada em Rostov. Às 15h, a Suécia pega a Alemanha, em Sochi. A liderança da chave é dividida entre suecos e mexicanos, com três pontos para cada e o mesmo saldo de gols.



Cueva é consolado por Paolo Guerrero após perder pênalti no duelo entre Peru e Dinamarca (Foto: Juan Barreto/AFP)

O meia Christian Cueva tenta seguir em frente após ter desperdiçado um pênalti na primeira partida do Peru na Copa do Mundo em 36 anos. Contando com o apoio dos torcedores e de seus companheiros, o jogador do São Paulo já parece conformado com o erro na derrota por 1 a 0 para a Dinamarca no último sábado e projeta sua recuperação no torneio.

“O que eu posso dizer? Eu cometi um erro. Futebol é assim mesmo”, resignou-se o camisa 8 da seleção peruana. “Eu tenho que manter minha cabeça erguida. É triste, natural”, acrescentou.

Após sofrer o pênalti nos últimos minutos do primeiro tempo, o próprio Cueva partiu para a cobrança, mas pegou mal na bola e a isolou por cima do gol. Na ida para o vestiário, o peruano não conseguiu esconder sua frustração pelo erro cometido e foi às lagrimas.

“Eu fui para o segundo tempo com raiva, mas também com responsabilidade e desejo de vencer o jogo. Não foi possível, infelizmente. Tudo o que eu posso fazer agora é trabalhar dobrado. Mas uma coisa eu quero deixar claro: eu sempre dei tudo pelo meu país”, bradou.

Ainda em campo, Cueva foi consolado por seus companheiros, entre eles o atacante e talismã peruano Paolo Guerrero, que começou a partida no banco de reservas.

“Ele me disse para continuar. Poderia ter sido ele ou outro qualquer. Apenas nós sabemos o que isso significa. Este é um grupo que permaneceu muito unido e é por isso que estamos aqui”, ressaltou.

Na etapa complementar, em jogada de contra-ataque, Poulsen marcou o gol da vitória dinamarquesa. Após o apito final, a despeito do revés e do pênalti desperdiçado, Cueva teve o nome gritado pela torcida peruana, que compareceu massivamente em Saransk.

“Isso me enche de felicidade”, celebrou, antes de lembrar que horas antes Lionel Messi havia desperdiçado um pênalti no empate entre Argentina e Islândia.

“Um dos melhores jogadores do mundo (errou também), eu vi. Eu tive a personalidade de bater o pênalti contra a Dinamarca, tive a responsabilidade. Tudo o que eu posso fazer é tentar corrigir isso. Eu continuarei trabalhando. Isso ainda não está acabado”, concluiu.

Cueva pode começar a reescrever sua história na Copa do Mundo da Rússia no duelo com a França, previsto para a próxima quinta-feira, às 12 horas (de Brasília), em Ecaterimburgo. Uma derrota diante dos “Bleus”, no entanto, pode inviabilizar a classificação do Peru às oitavas de final do torneio. No mesmo dia, também pelo Grupo C, Dinamarca e Austrália se enfrentam em Samara, às 9 horas.



Quem acordou cedo para acompanhar o confronto entre suecos e sul-coreanos em Níjni Novgorod não viu um espetáculo ao nível de alguns dos jogos já disputados nesta Copa do Mundo, mas presenciou a tecnologia novamente agindo em prol do acerto no futebol. Depois de um primeiro tempo que nem de longe encheu os olhos, um pênalti marcado com o auxílio do VAR determinou a vitória da Suécia por 1 a 0.

Dois momentos distintos marcaram os primeiros 45 minutos da partida. Na metade inicial, os sul-coreanos tiveram um domínio falso da partida. Apesar do controle, pouco assustavam efetivamente e Olssen não fez nenhuma grande intervenção. Inicialmente reativa, a Suécia mudou a postura defensiva para ter a posse da bola e criou boas chances, a maioria delas com Berg, mas que acabaram minadas na má pontaria ou na inspiração de Cho Hyun-woo.

O segundo tempo foi bem mais empolgante que a metade inicial. Logo nos 10 primeiros minutos, uma chance para cada lado por pouco não tiraram o zero do placar. Essa missão coube ao capitão Granqvist, que converteu a penalidade marcada apenas com o auxílio do VAR (árbitro de vídeo). Atrás no marcador, a Coréia do Sul até esboçou uma reação, chegou a criar lances de perigo, mas saiu de campo derrotada.

Com o triunfo, a Suécia assumiu a liderança do Grupo F, que possui México e Alemanha empatados com um ponto e a Coréia na lanterna. No próximo sábado, em Sochi, o clássico europeu pode definir o futuro da atual campeã mundial na Rússia, enquanto a seleção comandada por Shin Tae-Yong tenta manter viva as chances de classificação e conter a empolgação de Juan Carlos Osorio e seus jogadores.

O JOGO

Coréia começa melhor, mas goleiros são meros espectadores 

Desde o início da partida ficou evidente a eficiência e o poder de marcação da seleção sueca, que nos primeiros minutos deixou a Coréia do Sul tomar iniciativa e ter a bola. Porém, os europeus seguiam firmes em sua proposta e conseguiam conter as ações no último terço do campo, às vezes até com faltas, obrigando as adversários a abusar da bola aérea, na qual sempre levavam vantagem.

Suécia toma a iniciativa, mas para no goleiro sul-coreano

Depois dos 15 primeiros minutos, a partida ganhou um cenário completamente diferente do inicial. Até então reativa, a Suécia passou a buscar mais o jogo, com a bola nos pés, e usar da qualidade de seus meio-campistas para furar as linhas sul-coreanas. As melhores jogadas acabaram saindo das roubadas de bola no meio-campo e transições rápidas que culminaram em boas jogadas, mas pararam no inspirado goleiro Cho Hyun-woo.

A primeira chance clara da Suécia aconteceu aos 19 minutos. Atuando pelo lado do campo, Olsson recebeu e cruzou para área, mas bola passou por todo mundo e sobrou do outro lado com Lustig. Em novo chuveirinho, Toivonen tocou para Berg, que dentro da pequena área chutou à queima-roupa para defesa espetacular de Cho Hyun-Woo. No lance seguinte, no escanteio, Jansson testou rente à trave, mas para fora.

A bola aérea passou a ser uma alternativa que causava muito perigo para defesa da Coréia. Aos 28, em nova sobra do escanteio, Berg teve seu arremate travado na hora exata por Kim Young-Gwon. Todas essas chances, enfim, poderiam ser minimizadas se aos 43 minutos o árbitro de El Salvador tivesse assinalado o pênalti sobre Toivonem, que foi derrubado pelo defensor sul-coreano. Joel Aguilar preferiu não recorrer ao VAR e mandou seguir o lance.

Segundo tempo mais animado, de VAR atuante e determinante

Os primeiros lances do segundo tempo já davam pressentimentos de que o primeiro tempo ruim não seria repetido na parte final. Logo aos nove minutos, Koo Ja-Cheol completou de cabeça o cruzamento e por muito pouco não abriu o placar. A resposta sueca veio no minuto seguinte, novamente em bola alçada na área, que Toivonen testou firme para mais uma grande defesa do arqueiro sul-coreano.

Coube ao minuto 17 o lance que mudaria toda a história da partida, mas com o auxílio da tecnologia. Claesson antecipou a jogada e acabou tocado por Kim Min-Woo. Inicialmente o lance seguiu, mas quando a Coréia esboçou o contra-ataque Joel Aguilar voltou atrás e recorreu ao VAR, que confirmou a marca da cal. Na cobrança, Granqvist deslocou o goleiro e abriu o marcador.

Na frente do placar, a Suécia se dispôs a segurar a vantagem e deu campo para a Coréia, que esboçou uma reação. Porém, pouco assustou o goleiro Olsen, que saiu de campo sem ser vazado e com a vitória de sua seleção.

FICHA TÉCNICA
SUÉCIA 1 X 0 CORÉIA DO SUL

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Níjni Novgorod (Rússia)
Data: 18 de junho de 2018 (segunda-feira)
Horário: 9h (de Brasília)
Árbitro: Joel Aguilar (SLV)
Assistentes: 
Juan Zumba (ESA) e Juan Carlos Mora (COS)

GOL: Granqvist, aos 19 minutos 2T

Cartões amarelos:
Suécia: Viktor Claesson
Coréia do Sul: Kim Shin-Wook, Hwang Hee-chan

SUÉCIA: Robin Olsen; Mikael Lustig, Andreas Granqvist, Pontus Jansson e Ludwig Augustinsson; Emil Forsberg, Sebastian Larsson (Svensson), Albin Ekdal (Hiljemark) e Viktor Claesson; Marcus Berg e Ola Toivonen (Thelin)
Técnico: Jan Andersson

CORÉIA DO SUL: Cho Hyun-woo; Lee Yong, Jang Hyun-soo, Kim Young-gwon, Park Joo-ho (Kim Min-woo); Ki Sung-yueng, Lee Jae-Sung, Koo Ja-cheol (Lee Seung-woo); Hwang Hee-chan, Son Heung-min e Kim Shin-Wook
Técnico: Shin Tae-Yong



México, de Osório, deu nó tático na atual campeã do mundo Alemanha (Foto: Kirill KUDRYAVTSEV/AFP)

O México foi responsável, sem dúvidas, pela maior surpresa da Copa do Mundo da Rússia até o momento. Com uma atuação tática de dar inveja, o time bateu a atual campeã mundial Alemanha por 1 a 0 neste domingo. Muito disso se deve ao trabalho realizado pelo técnico Juan Carlos Osório, ex-São Paulo, que já recebeu diversas críticas desde que assumiu a seleção, mas foi muito elogiado por seus jogadores em coletiva de imprensa nesta segunda-feira.

“Nunca entendemos as críticas ao técnico, e nunca entenderei. Quando se tem alguém como ele, que se entrega tanto ao time, ao grupo, é difícil alguém de fora, sem conhecer nosso dia a dia, ser tão radical e duro nas críticas. Me parece sem fundamentos. Para mim, ele é um gênio, faz coisas diferentes. Tomara que no final receba o mérito pelo trabalho que tem feito”, disse Miguel Layún, jogador do Porto e titular contra os alemães.

“Também não entendo essas críticas, temos pouquíssimas derrotas com ele. O professor sabe muito de futebol, sabe o que faz, o que espera de cada jogador. Agora, já está pensando no próximo treinamento”, completou Jonathan dos Santos, que esteve entre os suplentes do México.

São 32 vitórias, nove empates e oito derrotas para Osório à frente da seleção mexicana, a qual comanda desde 2015. No entanto, o treinador foi alvo de muitas condenações em função de dois resultados negativos em específico. O primeiro deles foi a goleada por 7 a 0 sofrida para o Chile, na Copa América de 2016. O segundo foi na Copa das Confederações do ano passado, contra a mesma Alemanha, que venceu por 4 a 1 e passou à final da competição.

Um ano depois, a redenção. Os mexicanos podem até não ganhar a Copa, mas a vitória contra a Mannschaft com certeza tem um gosto especial para o técnico colombiano. Acima de tudo, premiou seu jeito de pensar o jogo, algo que é bastante contestado desde os tempos de São Paulo. Sua equipe esteve bem postada na defesa e levou muito perigo nos contra-golpes, que só não proporcionaram um resultado mais elástico em função de erros técnicos dos atacantes.

“Taticamente, foi muito claro. Jogamos um 4-2-1-3, comigo mais à frente. Foi um jogo que trabalhamos há muito tempo. O professor fez muitas análises, vendo as possibilidades que poderíamos ter para conseguir o resultado que tivemos. Foi muito claro nas orientações, seguimos ao pé da letra”, finalizou Layún.

Os comandados de Osório voltam a campo no próximo sábado, quando enfrentam a Coreia do Sul, em Rostov. Pelo Grupo F, o México ainda terá a Suécia como adversária, em Ecaterimburgo, na terceira e última rodada da primeira fase da Copa do Mundo.

 

 

 

 

 

 





PSG pode desembolsar mais de R$ 1 bilhão para tirar Cristiano Ronaldo do Real Madrid (Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP)

O Paris Saint-Germain está disposto a ser protagonista mais uma vez na janela de transferências. Após investir pesado em Neymar e Mbappé, o clube francês pode desembolsar uma nova fortuna para tirar Cristiano Ronaldo do Real Madrid.

A informação, divulgada originariamente pelo site italiano SportMediaset, ganhou repercussão no diário As, da Espanha, nesta segunda-feira. Fala-se em uma futura proposta de 300 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhão, na cotação atual), valor que superaria em larga escala os 222 milhões de euros despendidos na compra de Neymar junto ao Barcelona.

O PSG, que visa se reforçar ainda mais na busca obstinada pelo inédito título da Liga dos Campeões, faria uma oferta salarial de 45 milhões de euros (cerca de R$ 195 milhões) por ano ao craque português.

Ainda de acordo com a publicação espanhola, o Manchester United seria outra possibilidade de futuro ao jogador cinco vezes eleito como melhor do mundo pela Fifa. O passado ajudaria na contratação do atacante de 33 anos, que fez história no clube inglês entre 2003 e 2009.

No entanto, apesar dos recorrentes elogios ao compatriota, o técnico José Mourinho sabe que o United não poderia competir de igual para igual com o PSG em uma disputa direta pela contratação.

Seja como for, neste momento, Cristiano Ronaldo está focado apenas na Copa do Mundo. Na última sexta-feira, em uma de suas melhores atuações com a camisa da seleção portuguesa, o astro anotou três gols no empate por 3 a 3 com a Espanha. Ele volta a campo para o duelo com Marrocos, previsto para esta quarta-feira, às 9 horas (de Brasília), em Moscou.



Depois de estrear contra o adversário mais renomado do grupo e sair de campo com um ponto, Portugal terá pela frente os dois franco-atiradores nas rodadas derradeiras da primeira fase da Copa do Mundo: Marrocos e Irã, respectivamente. Para o primeiro desses dois jogos, Fernando Santos deve mudar algumas peças em relação ao duelo contra a Espanha e o principal candidato a entrar no time é André Silva.

Nesta segunda-feira, o camisa nove foi o jogador luso convocado para entrevista coletiva e, como de costume, se viu obrigado a responder questões sobre Cristiano Ronaldo. Na mesma linha da maioria de seus companheiros, o atacante exaltou o craque e admitiu que conviver ao lado “do melhor do mundo é um sonho”.

André Silva iniciou no banco de reservas a campanha de Portugal na Copa do Mundo (Foto: Francisco LEONG/AFP)

“Jogar ao lado do Cristiano (Ronaldo) é um sonho. Posso dizer que ele torna as coisas mais fáceis e naturais, já que é o melhor do mundo. Os passes que, em teoria, seriam mais difíceis para alguns jogadores, Cristiano faz de uma forma facilitadora que até impressiona. Nos entendemos muito bem e fico muito feliz de jogar com ele”, disse André Silva.

A última frase do jogador do Milan ajuda a explicar bastante sobre as grandes perspectivas para ser promovido ao time titular. Opção no banco de reservas durante o clássico ibérico, o atacante teve temporada apagada no futebol italiano, mas é um dos fortes candidatos a “suceder” Cristiano Ronaldo na seleção. Quando escalados um ao lado do outro, aliás, a dupla possui bons números, algo que André Silva considera um trunfo.

“Cristiano é o nosso capitão. Quando ele precisa que eu faça algo, estrei lá, e vice-versa. Quando o Ronaldo está mais à frente, eu defendo e ocupo os espaços que me cabem. Quando estamos juntos no setor ofensivo, conseguimos abrir espaços um para o outro”, ressaltou o camisa nove, que aproveitou para qualificar o adversário da próxima quarta-feira.

“Não há favoritos. Todos nós conhecemos Marrocos e sabemos que o duelo contra o Irã poderia ter um resultado diferente. Não considero que Portugal seja um dos favoritos para o Mundial, mas pensamos em vencer um jogo de cada vez. Temos possibilidade de ganhar, mas isso não tira o mérito da equipe do Marrocos”, finalizou André Silva.



Apontada por muitos como a grande possibilidade de surpresa na busca pelo título, a Bélgica encara o Panamá nesta segunda-feira, às 12h(de Brasília), no Estádio Fisht, em Sochi, na Rússia, na estreia dos dois times no Grupo G, que tem ainda Inglaterra e Tunísia, que jogam às 15h(de Brasília). Os belgas montaram uma geração de jogadores qualificados e por isso mesmo estão sendo reconhecidos como um time capaz de desbancar favoritos.

O técnico Roberto Martinez acredita que a Bélgica pode fazer um jogo bonito e manter seu estilo de jogo mesmo em uma competição tão complicada como é a Copa do Mundo. Ele promete um futebol ofensivo diante dos panamenhos. “Vamos jogar o nosso jogo, com alegria e eficiência, mas sem perder a essência que tem feito o nosso time ser bem reconhecido”, afirmou Roberto Martinez.

A Bélgica goleou por 4 a 1 a Costa Rica em seu último amistoso antes da estreia. Por acaso, o Panamá, que vai para a sua primeira Copa do Mundo, sonha em repetir o feito dos costarriquenhos, que no Mundial passado, no Brasil, surpreenderam ao chegar às quartas de final, sendo eliminados nos pênaltis pela Holanda após empate sem gols. A Costa Rica, na fase de grupos, desbancou ainda Uruguai, Itália e Inglaterra.

“Logicamente que a gente sempre sonha com o melhor, mas meu pensamento neste momento é tentar passar pela Bélgica”, disse Hernán Darío Gomez, treinador do Panamá.

Belgas tentam largar na frente do Grupo jjá na primeira partida (Foto: Nelson Almeida/ AFP)

Em termos de escalação a Bélgica tem um problema. O zagueiro Laurent Ciman entra na vaga do experiente Vincent Kompany, vetado por conta de uma lesão na coxs direita. Kevin De Bruyne do Manchester City dá ponto de equilíbrio ao meio-de-campo que municia um trio de ataque de muito respeito, composto por Eden Hazard, Romelu Lukaku e Dries Mertens.

Do lado do Panamá, o time aposta na força do conjunto e não tem grandes astros. O principal jogador é o zagueiro Felipe Baloy, que mesmo com 37 anos, segue como titular absoluto. O jogador já defendeu as cores do Grêmio no Brasil.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA

BÉLGICA X PANAMÁ

Local: Estádio Fisht, em Sochi (Rússia)
Data: 18 de junho de 2018 (Segunda-feira)
Horário: 12h (de Brasília)
Árbitro: não divulgado pela organização

BÉLGICA: Thibaut Courtois, Toby Alderweireld, Laurent Ciman e Jan Vertonghen; Thomas Meunier, Kevin De Bruyne, Axel Witsel e Yannick Carrasco; Eden Hazard, Romelu Lukaku e Dries Mertens
Técnico: Roberto Martinez

PANAMÁ: Jaime Penedo, Adolfo Machado, Ramón Torres, Felipe Baloy e Luis Ovalle; Aníbal Godoy, Gabriel Gómez, Édgar Bárcenas e Alberto Quintero; Gabriel Torres e Blas Pérez
Técnico: Hernán Darío Gomez



A Inglaterra estreia na Copa do Mundo de 2018 nesta segunda-feira, às 15h(de Brasília), medindo forças com a Tunísia na Volgograd Arena, em Volgogrado, na Rússia, pelo Grupo G. Por esta chave, um pouco mais cedo, duelam Bélgica e Panamá. Os ingleses, que conquistaram o Mundial apenas uma vez, em 1966, estão longe de serem favoritos, mas apresentam uma boa renovação, principalmente por conta das categorias de base, responsáveis pelos títulos dos Mundiais Sub-17 e Sub-20.

Gareth Southgate, comandante da Inglaterra, pediu cuidado com o adversário, apesar do favoritismo britânico. “Não podemos desmerecer nenhum adversário em uma Copa do Mundo, pois este é um erro que normalmente acaba muito mal. Temos que trabalhar de maneira eficiente e fazer o jogo ficar a nosso feitio”, disse Gareth Southgate.

Para este compromisso a Inglaterra terá força máxima, já que o meia Jordan Henderson, que chegou a ser dúvida por conta de desgaste muscular, se recuperou e vai a campo. O destaque do time é o artilheiro Harry Kane, que vem se destacando pelo Tottenham. Ele tem a companhia de um Raheem Sterling, que também não pode ser desprezado pelos adversários da Seleção da Rainha.

Jogadores da Inglaterra treinam antes da estreia na Copa (Foto: PAUL ELLIS / AFP)

A Tunísia é que perdeu seus craques antes mesmo da Copa. O meia Youssef Msakni foi cortado por conta de uma lesão no joelho direito. Era o mais habilidoso de uma equipe que ainda sofreu as baixas dos atacantes Taha Yassine Khenissi, do ES Tunis, e Wahbi Khazri, do Rennes da França, ambos por lesão no joelho esquerdo.

Assim, os destaques do time tunisiano são o meia Naim Sliti e o artilheiro Wahbi Khazri. O técnico Nabil Maaloul admite que terá que impor um estilo defensivo nesta estreia para não ser derrotado com facilidade. “Temos que jogar dentro das nossas limitações e com obediência tática”, analisou o comandante da Tunísia.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA

TUNÍSIA X INGLATERRA

Local: Volgograd Arena, em Volgogrado (Rússia)
Data: 18 de junho de 2018 (Segunda-feira)
Horário: 15h(de Brasília)
Árbitro: não divulgado pela organização

TUNÍSIA: Aymen Mathlouthi, Hamdi Naguez, Syam Ben Youssef, Yassine Meriah e Ali Maaloul; Mohamed Ben Amor, Ferjani Sassi e Anice Badri; Naim Sliti, Saifeddine Khaoui e Wahbi Khazri

Técnico: Nabil Maaloul

INGLATERRA: Jordan Pickford, John Stones, Kyle Walker e Gary Cahill; Kieran Trippier, Eric Dier, Jorna Henderson, Dele Alli e Ashley Young; Raheem Sterling e Harry Kane

Técnico: Gareth Southgate