COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Eric Davis não se mostrou muito confiante com a seleção do Panamá contra a Bélgica (Foto: JUAN BARRETO

Estreante em Copas do Mundo, o Panamá teve suas ambições minimizadas logo no sorteio, que colocou adversários como Inglaterra e Bélgica, além da Tunísia, no caminho para a tentativa de uma inédita, histórica e improvável classificação. Cientes das chances, os jogadores e a comissão técnica definiram objetivos pontuais e o primeiro deles já foi anunciado: não sofrer goleada na estreia.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, o lateral Eric Davis lembrou do placar elástico aplicado pela Rússia sobre a Arábia Saudita para corroborar o discurso de pouca empolgação e, primordialmente, a missão de correr o menor risco possível. Para isso, a proposta será jogar fechado e apostar nos contra-ataques.

“Copa do Mundo tem características peculiares. Assim como as equipes pequenas podem surpreender, elas também podem sofrer goleadas. Temos que tomar muito cuidado contra a Bélgica, porque é uma equipe de qualidade extrema e com ótimos destaques individuais”, disse Davis, que teve o discurso complementado pelo companheiro.

“Buscaremos fazer o nosso jogo. A Bélgica deve tentar fechar os espaços, então temos que ser eficientes no contra-ataque para tentar surpreender. Temos que acreditar”, analisou o atacante Abdiel Arroyo.

No Grupo G do Mundial, o Panamá estreia na próxima segunda-feira, em Sochi, contra os belgas, que tentam confirmar o favoritismo de sua geração. Cinco dias depois, o duelo é em Moscou, contra a Inglaterra. O último dos três confrontos da primeira fase é diante da Tunísia, partida que pode consagrar possivelmente um primeiro triunfo panamenho na Copa. As duas seleções se enfrentam dia 28, em Saransk.



Antoine Griezmann deu fim à novela nesta quinta-feira e anunciou sua permanência no Atlético de Madrid na próxima temporada, frustrando os planos do Barcelona em contratá-lo. A decisão foi confirmada apenas dois dias antes da estreia da França na Copa do Mundo da Rússia, contra Austrália, neste sábado. Para o técnico Didier Deschamps, a definição da situação do atacante, antes do Mundial, será proveitosa para a seleção.

“Duas coisas que me veem em mente: a lealdade com o Atlético de Madrid. E, o mais importante para nós, é que ele está bem tranquilo para disputar essa Copa do Mundo. E isso é algo muito positivo para nossa equipe”, afirmou o comandante da Les Bleus. “O mais importante é que ele se sentir bem, se sentir livre da pressão das últimas semanas”, completou.

Para Deschamps, Griezmann não jogará a Copa pressionado (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

Sobre o fato ter sido noticiado por meio de um documentário na televisão francesa, o técnico se absteve. Para ele, a definição da situação é o que realmente importa. “O conteúdo foi o mais importante. Foi muito bom para nós. Foi bom para seu clube, claro, mas para nós também. Sobre o programa, não tenho a nada a ver com isso. Já tenho muito com que me preocupar”, finalizou.

França e Austrália se enfrentam às 7h (no horário de Brasília) deste sábado, em Kazan. O outro confronto de estreia do Grupo C será entre Peru e Dinamarca, às 13h, na Arena Mordovia, em Saransk.

 



Óscar Tabárez criticou a atuação da seleção uruguaia nesta sexta-feira, em sua estreia na Copa do Mundo da Rússia, contra o Egito, em Ecaterimburgo. Com pouca criatividade e dependendo exclusivamente de Cavani e Suárez, o time celeste só conseguiu chegar ao gol da vitória no apagar das luzes, mais precisamente aos 44 minutos do segundo tempo, com Giménez, de cabeça.

A partida também foi marcada pela péssima atuação de Luis Suárez. Principal nome do time uruguaio, o atacante do Barcelona desperdiçou ao menos três oportunidades claras de gol e acabou passando em branco. Cavani, embora tenha sido melhor que seu companheiro, também não conseguiu fazer a diferença.

“A experiência de hoje nos ajudará a crescer, mas não podemos repetir o que fizemos hoje. Se Mo Salah estivesse em campo, tenho certeza que o Egito seria beneficiado. Mas tivemos jogos nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo sem Suárez e Cavani. As coisas são assim”, afirmou Óscar Tabárez, que está no comando do Uruguai desde 2006.

Apesar de reconhecer a necessidade de melhora da seleção uruguaia, o treinador também procurou fazer um contraponto, exaltando a grande capacidade de impulsão de seus zagueiros e comparando o gol de Giménez com o de Godín, no Mundial do Brasil, contra a Itália.

“Egito é uma equipe que também trabalha bem a bola, bom defensivamente. Não podemos superá-lo, mas trabalhamos muito no meio e os reforços que temos que fazer. A foto do gol de Godín com a Itália é parecida com a foto de Gimenez de hoje. Ninguém subiu mais alto que ele. Isso é treinamento. Às vezes a bola entra, em outras, não. A realidade é que ganhamos por essa jogada, buscando o gol permanentemente. Os caminhos ao gol são infinitos e creio que todos são válidos. Estou satisfeito com a atitude da equipe.

Em segundo lugar do Grupo A com os mesmos três pontos da líder Rússia, à frente por conta do saldo de gols, o Uruguai volta a entrar em campo na próxima quarta-feira, contra a Arábia Saudita, em Rostov. Desta vez, os torcedores esperam que a longevidade do treinador no cargo e o talento de Suárez e Cavani, enfim, possam surtir efeito e facilitar o caminho da equipe celeste até as oitavas de final.

Arte: AFP

 



O técnico da seleção egípcia, Hector Cuper, explicou a ausência de Mohamed Salah, principal jogador do país, na partida de estreia na Copa do Mundo, nesta sexta-feira, contra o Uruguai, em Ecaterimburgo. Segundo o treinador argentino, o craque do Liverpool acabou sendo poupado justamente para que ele tenha melhores condições nas duas próximas partidas da equipe no Grupo A.

“Mo Salah é um jogador importante para nós, mas você precisa ter um bom time, e nós temos um bom time. Salah terá um papel importante para nós nos jogos futuros”, afirmou Hector Cuper em coletiva de imprensa após a derrota por 1 a 0 para o Uruguai.

Antes da estreia na Copa do Mundo, Hector Cuper havia garantido que Salah não possuía qualquer limitação e estava pronto para voltar aos gramados. Nesta sexta, porém, a realidade foi um pouco diferente de seu discurso. O camisa 10 ficou no banco de reservas durante todo o jogo e ainda teve de amargar de fora das quatro linhas o gol de Giménez aos 44 minutos do segundo tempo.

“Nós quisemos evitar riscos nestes jogos, mas eu acredito que ele estará bem para a próxima partida”, completou o treinador da seleção egípcia, que terá pela frente na próxima terça-feira a Rússia, dona da casa, em São Petersburgo.

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Aos 24 anos, Ederson vive o sonho de participar de uma Copa do Mundo (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Ederson é atualmente um dos principais goleiros de sua geração. Titular absoluto no Manchester City de Pep Guardiola, o jovem de Osasco recordou o último título mundial da Seleção Brasileira, em 2002. Entretanto, os lances mais vivos daquela Copa não são os gols de Ronaldo na final contra a Alemanha, mas a defesa de Marcos em cobrança de falta de Neuville.

“Lembro no jogo da final da Copa do Mundo de 2002 que o jogo estava 0 a 0, teve uma falta no meio da rua, não me lembro bem quem cobrou a falta, mas o Marcos fez uma defesa muito difícil, foi um chute muito forte, em um momento crucial do jogo, em que estava 0 a 0. Essa é a principal lembrança que eu tenho da Copa do Mundo”, afirmou Ederson à CBFTV.

Após a vitória, Ederson e seus vizinhos não moderaram nas comemorações. Sobrou até mesmo para o dono de um caminhão, que acabou cedendo o veículo para que o pessoal pudesse festejar no bairro em que o hoje goleiro da Seleção Brasileira cresceu.

“Tinha um botecozinho quase em frente à minha casa, o pessoal da rua se reunia para ver o jogo. Vimos o jogo ali, e o Brasil acabou se sagrando pentacampeão. Depois, tinha um rapaz que tinha um caminhão com um baú aberto. Ele ligou o caminhão, os vizinhos subiram em cima do caminhão e saímos comemorando no meio da rua, buzinando. Me lembro bem. Tinha oito anos na época, mas tenho boas recordações deste momento”, completou.

A Seleção Brasileira dá o pontapé inicial em sua campanha na Copa do Mundo no próximo domingo, às 15h (de Brasília), contra a Suíça, em Rostov, pelo Grupo E do torneio.




Depois de uma partida de abertura em que pouco se esperava e muito aconteceu, principalmente em relação a gols, o segundo jogo do Grupo A da Copa do Mundo foi bem mais comedido nesse quesito. Em Ecaterimburgo, o Uruguai venceu o Egito por 1 a 0 com um gol marcado já na reta final, de cabeça, pelo zagueiro Giménez, em um duelo no qual os atacantes eram as grandes sensações.

Em um cenário que se apresentou de muita disputa e pouca qualidade técnica, os números do jogo podem dizer muito a respeito das duas posturas. Vencedor, o Uruguai foi superior nas estatísticas, assim como em grande parte dos 90 minutos, mas tendo pela frente um time que, abdicando em certos momentos da posse da bola, se organizava tanto para atacar, quanto para defender.

Com 57% de posse de bola, contra 43% dos adversários, a seleção Celeste teve também uma disparidade grande no número de passes trocados. Foram 579 toques, dos quais 490 certos para o time de Suárez e Cavani, representando uma precisão de 84%. Enquanto isso, o Egito, que não pode contar com Salah, poupado, trocou 392 passes, mas quase 100 desses errados. O aproveitamento final acabou de sendo de 76%.

Esse alto percentual, porém, reflete algo que não está descrito nos números: os tipos de passe. A maioria deles foram laterais, de pouca exigência técnica e exigindo pouco dos sistemas de marcação no desarme. Foi dessa forma que o jogo se encaminhou, de meio-campistas que tocaram muito na bola, mas em sua maioria “rodando” a bola em busca de espaços.

Quanto as finalizações, a Celeste também teve mais, mas um baixo aproveitamento. Das 13 tentativas, apenas quatro chegaram definitivamente a meta do arqueiro egípcio, sendo uma delas o gol de Giménez. Do outro lado, a seleção comandada Héctor Cúper arrematou oito vezes, duas delas bloqueadas, três para fora e outras três no alvo, defendidas por Muslera.

Na questão disciplinar, os egípcios terminaram mais faltosos. Foram 12 infrações, que renderam um cartão amarelo, contra apenas seis dos uruguaios que, por sinal, não deixaram de lado sua característica bola aérea. Foram cinco escanteios celestes, enquanto o Egito não teve nenhum a seu favor.

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El-Shenawy conseguiu frear o ímpeto de Suárez e Cavani, mas não evitou o gol de Giménez (Foto: HECTOR RETAMAL/AFP)

O Egito pode até ter saído de campo com a derrota em seu retorno à Copa do Mundo após 28 anos, porém, o elenco comandado pelo técnico Hector Cuper não tem do que se envergonhar. Em partida extremamente difícil, o Uruguai só conseguiu o gol da vitória aos 44 minutos do segundo tempo, muito por conta de Mohamed El-Shenawy, destaque da seleção egípcia em Ecaterimburgo.

O goleiro do Egito teve atuação elementar para que sua equipe pudesse oferecer grande resistência aos uruguaios, favoritos do Grupo A, que ainda conta com Rússia e Arábia Saudita. Após um primeiro tempo seguro, El-Shenawy manteve o bom desempenho na etapa complementar, quando foi realmente testado.

Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Suárez saiu na cara do gol após ótimo passe de Cavani, porém, El-Shenawy foi cirúrgico no lance, conseguindo ficar com a bola na tentativa de drible do camisa 9. Depois, foi a vez de o goleiro egípcio “voar” para mandar para escanteio a bomba de Cavani de fora da área.

Aos 27 anos de idade, El-Shenawy atua na Primeira Divisão do Egito, no Zamalek Sports Club. O goleiro de 1,88m também tem passagens pelo Masry, clube onde foi revelado para o futebol profissional.

O Egito volta a campo na próxima terça-feira, quando tentará correr atrás do prejuízo contra a Rússia, às 15h (de Brasília), em São Petersburgo.

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Acusado por quatro delitos fiscais cometidos entre 2011 e 2014, referentes à não-declaração de grande parte do dinheiro ganho com patrocínios, Cristiano Ronaldo enfim entrou em acordo com a Fazenda espanhola para resolver suas pendências. Segundo o jornal El Mundo, o português reconheceu as infrações e terá sua pena reduzida pela Justiça.

As fraudes fiscais do atacante lhe implicariam dois anos de prisão e o pagamento de uma multa avaliada em 18,8 milhões de euros (mais de R$ 81 milhões). Restaria apenas uma assinatura do diretor da Agência Tributária do Estado para que o acordo se confirme e o jogador tenha sua multa abonada.

CR7, porém, não pretende cumprir com os dois anos de cárcere, e espera poder quitá-los mediante pagamento de fiança. Caso a pena seja suspensa, o gajo se veria diante de um risco futuro, caso se envolva em qualquer problema de natureza criminal.

CR7 foi condenado a dois anos de prisão e uma multa de R$ 80 milhões (Foto: BENJAMIN CREMEL/AFP)

Inicialmente, a Fazenda estipulou a cifra de 14,4 milhões de euros como a quantia total fraudada por Cristiano. Após o pacto, a dívida cairia para ‘apenas’ 5,7 milhões (quase R$ 25 milhões).

O atacante do Real Madrid faz sua estreia na Copa do Mundo da Rússia nesta sexta-feira. Portugal enfrenta a Espanha em um dos jogos mais aguardados da fase de grupos do torneio. A bola rola a partir das 15h (no horário de Brasília), no Estádio Olímpico de Sochi.