COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Carlos Alberto Parreira, ex-técnico da Seleção, junto de Van Basten, Milutinovic, Amunike e Roxburgh, do TSG, da Fifa (Foto: Reprodução)

Carlos Alberto Parreira atualmente faz parte do grupo de estudos técnicos da Fifa (TSG, em inglês) e concedeu uma entrevista coletiva na manhã de quinta-feira. Técnico no tetracampeonato em 1994, ele apontou a falta de experiência, tanto de jogadores quanto da comissão técnica, em um Mundial, e que a equipe não soube lidar com alguns detalhes importantes para conseguir seguir em frente na Copa da Rússia. Além disso, Parreira defendeu Neymar quando ele foi criticado pelo ex-jogador e agora técnico Van Basten, também da comissão.

“Faltou experiência de Copa, tínhamos bons jogadores, mas poucos com Copa (no currículo), assim como o estafe técnico. O Brasil poderia ter ido mais longe… Fomos melhores no segundo tempo, controlamos o jogo, tivemos chance de marcar, mas a Copa é decidida no detalhe”, iniciou Parreira. “Continuamos sonhando em ganhar no Catar. Estamos sempre em busca de ganhar uma Copa do Mundo, é como uma religião para nós”.

“O Brasil poderia ter ido mais longe…”

Além disso, o ex-técnico disse que é preciso resolver o problema que assombra a Seleção Brasileira, que não chega a uma final desde 2002, quando sagrou-se pentacampeã contra a Alemanha. Também falou sobre a necessária permanência de Tite no comando e que não é só o talento que alimenta um time vencedor: vai muito além disso.

“Não é só saber que há um problema, mas como resolvê-lo também. Vamos para 20 anos sem título, não é fácil ser um campeão do mundo. Não precisa ser só talentoso, se não ganharíamos todas as Copas. Precisa ter fome, ter paixão, ter organização. É muito diferente quando isso tudo está lá, quando há organização e talento, vamos ganhar. Quando falta algo, falhamos. Em 2006 não tínhamos a mesma fome, porque ganhamos em 2002. Os melhores jogadores não foram em sua melhor forma”, observou.

“Vamos continuar com o trabalho de Tite. Quero que ele continue. É o melhor caminho para o hexa. Precisamos dos dois: Tite e Neymar”

Falando no camisa 10, ao lado de Parreira estavam os outros membros do TSG, sendo que o holandês Van Basten resolveu criticar o brasileiro por suas encenações. “Eu acho que simular não é uma boa atitude. Você tem que ter espírito e isso não vai te ajudar. Eu acho que ele pessoalmente deveria entender essa situação”, disparou.

Parreira, entretanto, saiu em defesa do craque. “Ele é muito agredido também. Ele atrai essa mídia toda contra ele. O importante é que ele pode nos ajudar”, finalizou.



Após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo nas quartas de final contra a Bélgica, o craque Neymar não foi visto sequer no desembarque da Seleção em solo brasileiro. Na última quarta-feira, no entanto, ele fez sua primeira aparição pública desde o confronto em um bar da capital paulista, onde jogou pôquer com amigos e alguns jogadores, como o volante Moisés, do Palmeiras.

Imagem publicada por internauta onde é possível ver Neymar jogando pôquer em bar (Foto: Reprodução)

Neymar não deu nenhuma entrevista após a eliminação do Brasil e não foi visto junto da delegação no desembarque, que aconteceu há quatro dias, no Rio de Janeiro. Desde então, ele não havia aparecido nem nas redes sociais, onde frequentemente é visto, e restou a dúvida se ele teria vindo com o restante dos jogadores no mesmo voo e se teria descido mesmo na capital carioca.

Confira a opinião de Michelle Giannella no blog Bela Jogada.

Desde o início do Mundial, o camisa 10 sofreu com algumas brincadeiras devido à fama de “cai cai”, no entanto, ele realmente foi um dos jogadores que mais recebeu falta na competição. Mesmo assim, questionado e cobrado, ele somente falou com a imprensa após ter conquistado o prêmio de melhor da partida contra o México, dia 2 de julho.

Mais cedo na quarta-feira, o atacante Gabriel Jesus também havia publicado que Neymar e outros amigos estavam jogando Counter-Strike, jogo que marcou os períodos de descanso durante a concentração da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

Gabriel Jesus marcou Neymar em jogo na internet. “Vício” (Foto: Reprodução)



O futebol não voltou para casa. A Inglaterra surpreendeu a muitos chegando à semifinal da Copa do Mundo, mas espantou a muitos outros sofrendo a virada para a Croácia. Abatido, Kane comentou a queda na semifinal do Mundial da Rússia.

“Estamos arrasados porque não chegamos onde queríamos hoje. Ficamos decepcionados. Mas a gente tem que sacudir a poeira e dar a volta por cima”, afirmou o centroavante.

A história poderia ser diferente se o principal jogador da seleção inglesa tivesse caprichado um pouco mais na finalização. Antes de Perisic e Mandzukic marcarem, quando os Lions ainda venciam por 1 a 0, Kane desperdiçou grande chance de ampliar e acertou a trave.

“Na Inglaterra, vão falar muito daquela oportunidade perdida. Eles jogaram bem e fizeram um bonito jogo. É difícil dizer exatamente o que aconteceu. Foi excelente ter chegado até esta fase, mas claro que a gente queria continuar e ganhar”.

“Até eles marcarem o gol, a gente estava ali esperando. Depois que eles fizeram o gol, eles voltaram para a partida. Podíamos ter feito muita coisa melhor. Mas faltou esse pouquinho. Dói. Eu não sei mais o que dizer”, finalizou.



Nesta quarta-feira a Croácia cravou seu lugar na grande final da Copa do Mundo da Rússia, após vencer a Inglaterra por 2 a 1. Agora, os croatas encaram a França, que eliminou a Bélgica pelo placar de 1 a 0. A partida marcará o reencontro das seleções que protagonizaram um eletrizante jogo na semifinal da Copa de 98.

Anfitriã daquela edição, a seleção francesa passou na liderança do Grupo A, com 9 pontos, após derrotar Dinamarca, África do Sul e Arábia Saudita. Já a equipe croata avançou na vice-liderança do Grupo H, com 6 pontos, depois de vencer Jamaica e Japão, e perder para a Argentina.

Nas oitavas, a França eliminou o Paraguai depois de vencer por 1 a 0, com gol de ouro de Laurent Blanc na prorrogação, enquanto a Croácia derrotou a Romênia pelo mesmo placar, mas no tempo regulamentar. Na fase seguinte, os franceses venceram a Itália nos pênaltis por 4 a 3, após empatarem por 0 a 0 no tempo normal. Já os croatas venceram tranquilamente a Alemanha por 3 a 0. Com isso, as duas seleções se encontraram nas semifinais da competição.

A partida foi disputada no Stade de France, em Saint-Denis, no dia 8 de julho de 1998. Com um elenco recheado de craques como Zinedize Zidane, Didier Deschamps (atual treinador dos Bleus), Petit, Laurent Blanc, Desailly, a França foi surpreendida e começou a partida perdendo. Os croatas marcaram no primeiro minuto da segunda etapa, com o artilheiro da competição Davou Suker. Entretanto um herói improvável apareceu para definir o jogo: Lilian Thuram. O jovem lateral direito de 26 anos marcou no minuto seguinte e empatou a partida. Aos 25 minutos o defensor acertou uma linda finalização de fora da área e deu número finais a partida: 2 a 1.

Os Bleus conseguiram uma vaga para as finais, enquanto os Vatreni disputaram o terceiro lugar, mas conquistaram, até então, a sua melhor campanha em uma Copa do Mundo.

Em seguida, a dona da casa se sagrou campeã do Mundial ao derrotar o Brasil por 3 a 0. A seleção croata terminou na terceira colocação depois de vencer a Holanda por 2 a 1.

A decisão, e reencontro de Croácia e França, da Copa do Mundo de 2018 será disputada neste domingo, às 12h (de Brasília), no Estádio Luzhniki. A disputa do terceiro lugar, entre Bélgica e Inglaterra, será neste sábado, às 11h (de Brasília), no Estádio de São Petersburgo.




O melhor em campo no resultado mais expressivo da Croácia em Copa do Mundo vive um sonho. Autor de um dos gols na virada dos croatas sobre a Inglaterra, que garantiu o país na final da Copa do Mundo pela primeira vez, Ivan Perisic vibra com o que já é uma conquista, mas mira ainda mais.

“Há vinte anos, estava na minha cidade, torcendo para a Croácia. Eu só poderia sonhar em jogar futebol e um dia marcar um gol tão importante”, afirmou o atleta da Internazionale.

“Agora temos a chance de fazer história pela segunda vez. Não temos nada a perder e eles são favoritos na final. Será difícil, todos nós estamos extenuados, mas temos três dias para nos recuperar e finalmente não precisaremos viajar”, completou.

Até a Rússia, o melhor resultado da Croácia, independente desde 1991, em Mundiais havia sido em 1998, quando perdeu da França na semifinal disputada em Paris. Na sequência, o país ficou com o terceiro lugar.

O novo duelo com a França, porém, é uma surpresa, ao menos para Perisic. O atacante admitiu supresa em ter que enfrentar Mbappé e companhia, já que esperava uma classificação da Bélgica para a decisão, após os Diabos Vermelhos terem eliminado o Brasil.

“A França sabia que Bélgica era muito forte. Eles bloquearam a defesa. Todo mundo esperava que a Bélgica avançasse depois de vencer o Brasil, mas a França ganhou. Não quero falar de nenhum jogador em especial, porque eles são muito bons como time”, finalizou.



A Croácia precisou da prorrogação pela terceira vez, mas está na final da Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, a seleção croata fez a maior partida de sua história ao dominar e derrotar a Inglaterra, por 2 a 1, e garantir a primeira decisão de Mundial do país nos seus 27 anos de existência, já que conseguiu independência da Iugoslávia em 1991.

Com um meio de campo de ótimo toque de bola, formado por Modric, Rakitic e Brozovic, a Croácia dominou a posse (54% a 46%) e teve um aproveitamento de 79% nos passes, contabilizado no acerto de 496 das 627 tentativas. A seleção inglesa, por sua vez, não contava com tamanha qualidade de seus meio-campistas para cadenciar o jogo, mas teve eficiência semelhante no fundamento, uma vez que teve êxito em 377 das 481 tentativas, que resultam em 78% de aproveitamento.

No entanto, o toque de bola croata foi mais incisivo, o que resultou em um número maior de finalizações. A equipe de Zlatko Dalic arrematou duas vezes mais que os ingleses (22 a 11). Dessas, sete foram ao gol, 11 para fora e quatro sofreram bloqueios. Já os comandados de Gareth Southgate chutaram apenas uma bola em direção à meta adversária no jogo, justamente a de Trippier, que culminou no tento aos cinco minutos. Portanto, o “English Team”, mesmo com Harry Kane na referência do ataque, ficou 105 minutos sem arrematar sequer uma bola ao gol defendido por Subasic.

Os números defensivos da Croácia ajudam a responder a dificuldade inglesa no ataque. Mesmo jogando com uma linha de cinco defensores, a Inglaterra recuperou menos bolas que o rival (51 a 48). Como de costume, os croatas pressionaram na marcação e desarmaram quatro vezes mais (16 a 4). Superiores ofensivamente, o vencedor fez com que o adversário tivesse mais rebatidas (51 a 32).

A adversária da Croácia na final das 12 horas (de Brasília) de domingo, no Estádio Luzhnikí, será a França, campeão mundial de 1998, que superou a Bélgica por 1 a 0 na outra semifinal. Ingleses e belgas disputarão o terceiro lugar às 11 horas (de Brasília) de sábado, em São Petersburgo.