COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

O técnico Joachim Löw permanecerá à frente da seleção alemã apesar da campanha vexatória dos atuais campeões mundiais na Rússia, onde foram eliminados na primeira fase da Copa do Mundo. Nesta terça-feira, a federação de futebol do país assegurou a continuidade do treinador, que se disse estar muito “grato pela confiança”.

Desde 2006 à frente da Alemanha, Löw jamais teve um resultado tão ruim como neste Mundial. Em 2010, levou a seleção até a semifinal, tendo de se contentar com o terceiro lugar na África do Sul ao perder para a Espanha. Já em 2014 veio a consagração, superando o Brasil por 7 a 1 em Belo Horizonte e se sagrando campeão mundial em pleno Maracanã, contra a Argentina.

“Estou muito grato pela confiança que a DFB (Federação Alemã de Futebol) continua depositando em mim. Em me sinto, apesar das justas críticas, muito encorajado. Foi importante para mim, depois de alguns dias, em que tenho pensado muito, entrar em contato pessoalmente com a liderança da DFB. Minha decepção ainda é enorme, mas agora quero projetar a reconstrução da equipe com total comprometimento”, disse Löw.

Após eliminação, Löw teve de prestar mais esclarecimentos no desembarque da equipe em Frankfurt (Foto: Yann Schreiber/AFP)

O primeiro compromisso da seleção alemã após a Copa do Mundo acontecerá em setembro, quando inicia as disputas na Liga das Nações, novo torneio da Uefa. A equipe caiu no Grupo A, que conta também com França, adversário da estreia, e Holanda.

“Vou fazer análises em conjunto com a minha equipe, manter conversas e tirar as conclusões certas no início da nova temporada. Tudo leva tempo, mas tudo vai acontecer a tempo do início da nova temporada internacional em setembro”, prosseguiu o treinador da seleção alemã.

O diretor da seleção alemã, Oliver Bierhoff, também se mostrou satisfeito pela continuidade de Joachim Löw. Depois de renovar o contrato do treinador antes da Copa do Mundo da Rússia até 2022, ele espera que a confiança possa ser recompensada nos próximos anos.

“Estou muito satisfeito pelo fato de Joachim Löw continuar a liderar a nossa seleção nacional. Nós estivemos juntos por um longo tempo ontem e eu o senti bastante energizado. Após 14 anos de trabalho bem-sucedido, agora temos que começar uma reconstrução e estaremos pensando sobre isso e outras mudanças estruturais”, finalizou.



A Federação Dinamarquesa encaminhou o caso de Jorgensen à polícia (Foto: Martin BERNETTI/AFP)

Para além da frustração de perder um pênalti decisivo em pleno mata-mata de Copa do Mundo e ver sua seleção ser eliminada do torneio, Nikolai Jorgensen, da Dinamarca, teve de lidar com uma situação extremamente desagradável nos últimos dias. O atacante teve suas redes sociais tomadas por um discurso de ódio, que contou, inclusive, com ameaças de morte por parte de alguns internautas.

As agressões virtuais começaram quando o jogador desperdiçou sua cobrança na disputa de pênaltis diante da Croácia, após empate em 1 a 1 ao fim do tempo regulamentar no último domingo, que originou a eliminação da Dinamarca nas oitavas de final do Mundial da Rússia. Nesta terça-feira, a Federação Dinamarquesa de Futebol foi obrigada a se manifestar em seu perfil oficial, repudiando a atitude dos agressores e revelando ter acionado a polícia para resolver questão.

“Nossa sociedade nunca deve aceitar ameaças de morte, nem contra estrelas da Copa do Mundo, políticos ou outros. É completamente inaceitável e obsceno. Nós relatamos o assunto à polícia para acabar com essa loucura”, escreveu a FDF.

 

Jorgensen, que esteve em campo em três oportunidades nesta Copa do Mundo, não foi o único a errar a cobrança – Eriksen e Schöne também desperdiçaram, todos parando nas mãos do goleiro Subasic. A Dinamarca, portanto, deixa o torneio sem perder um jogo sequer com bola rolando. Na primeira fase, foram dois empates e uma vitória para a seleção, que dividiu o Grupo C com França, Austrália e Peru.

Classificada, a Croácia enfrenta a anfitriã Rússia nas quartas de final, em duelo previsto para o próximo sábado, às 15h (no horário de Brasília).

 



Às 15 horas (de Brasília) desta sexta-feira, Brasil e Bélgica disputam uma vaga na semifinal da Copa do Mundo da Rússia. Com uma das defesas menos vazadas do torneio, o time comandado pelo técnico Tite encontrará em Kazan o ataque mais positivo.

Brasil e Uruguai são as únicas seleções com apenas um gol sofrido em quatro partidas na Copa do Mundo. Na visão da Seleção, o tento marcado pelo suíço Zuber no empate por 1 a 1 registrado na estreia foi ilegal, já que ele empurrou levemente o zagueiro Miranda antes de cabecear.

A Bélgica, por sua vez, anotou 12 gols em quatro partidas, incluindo o triunfo por 5 a 2 contra a Tunísia. Romelu Lukaku, autor de quatro tentos, é superado apenas pelo britânico Harry Kane (cinco) na lista de artilheiros. A Inglaterra, aliás, balançou as redes oito vezes no torneio e enfrenta a Colômbia às 15 horas desta terça-feira.

A solidez defensiva é uma das marcas de Tite no comando da Seleção Brasileira. Com uma campanha de 20 vitórias, quatro empates e uma derrota, o técnico acumula 54 gols marcados e apenas seis sofridos – dos 25 jogos, o time saiu em 19 com a retaguarda intacta.

Além de manter uma defesa consistente, a Seleção Brasileira marca gols regularmente, o que faz Tite considerar o “equilíbrio” como a característica mais forte de sua equipe. Com o tento marcado sobre o México, Neymar chegou aos 11 na atual gestão e assumiu o posto de artilheiro, superando Gabriel Jesus.

“Primeiramente, fico feliz por conseguirmos fazer gols, porque a gente sabe do poderio ofensivo que a Seleção tem. Nosso objetivo é vencer o jogo, independentemente de sofrer gols ou não. O sistema defensivo é muito sólido, porque todos participam. Assim como nós participamos das ações ofensivas”, definiu o zagueiro Miranda.



Para Meunier, Seleção Brasileira é o melhor time do mundo (Foto: JUAN BARRETO/AFP)

O confronto entre Brasil e Bélgica pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia colocará frente a frente alguns companheiros de time. Dentre os quais estão Neymar e Thomas Meunier, que dividem vestiário no Paris Saint-Germain e travarão um duelo interessante na próxima sexta-feira. O belga, que atua pelo lado direito da defesa de sua seleção, terá a missão de parar o camisa 10 brasileiro, que, por sua vez, atua pelo lado esquerdo do ataque verde e amarelo. Como o próprio defensor admite, porém, a tarefa não será menos difícil pelo fato de já se conhecerem.

“Não sei como pará-lo. Ele é muito imprevisível. O Neymar é provavelmente o melhor jogador com quem já joguei. Contra também (em tempos de Barcelona). De qualquer forma, vou fazer meu melhor. Sei que tenho minha chance, sei também que é muito complicado pará-los, não somente o Neymar. Coutinho, Firmino, Jesus, Marcelo… O time todo. Eles têm muitas qualidades. É complicado, vamos enfrentar o melhor time do mundo. Temos chance, mas será bastante complicado”, apontou, em entrevista ao Globoesporte.com ao passar pela zona mista.

Falando a respeito de suas expectativas para o jogo, Meunier também ressaltou a importância da partida para a história do futebol belga. Segundo ele, trata-se da partida mais importante para todo o plantel dos Diabos Vermelhos, que é tratado como uma das gerações mais qualificadas da história do país.

“Espero um jogo difícil. Não somos os favoritos à Copa do Mundo. Para vencer o Brasil, você tem que estar 100%, 120% de sua capacidade mental e física. Já é uma final para nós. Sabemos que temos qualidade e coletividade para vencê-los, mas também sabemos que não será fácil”, afirmou. “Maior desafio da minha carreira? (Risos) Não sei. Com a seleção, provavelmente é o jogo mais importante até agora, não só para mim, mas para todos no geral”, completou.

Na próxima sexta-feira, portanto, a Bélgica de Meunier desafia o Brasil de Neymar por uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo da Rússia. Na Arena Kazan, a bola rola a partir das 15h (no horário de Brasília). Quem perder dá adeus ao torneio, enquanto que quem vencer enfrenta o vencedor do confronto entre França e Uruguai para avançar à grande decisão.



Neymar foi o grande destaque na vitória da Seleção Brasileira sobre o México (Foto: Fabrice COFFRINI/AFP)

Passada a grande atuação de Neymar na vitória da Seleção Brasileira sobre o México, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o Real Madrid fez questão de negar informações de que teria feito uma proposta para tirar o jogador do Paris Saint-Germain, conforme noticiou a emissora espanhola TVE.

“Diante da informação emitida esta noite pela TVE sobre uma suposta oferta do Real Madrid ao PSG e ao jogador Neymar, o Real Madrid manifesta que a informação é falsa. O Real Madrid não realizou nenhum tipo de oferta ao PSG ou ao jogador”, publicou o clube merengue em seu site oficial.

Neymar, que possui uma forte ligação com o Barcelona e até hoje costuma rever seus antigos companheiros na cidadã catalã, assinou com o Paris Saint-Germain na última temporada depois de o clube francês aceitar pagar a multa rescisória do camisa 10, no valor de R$ 822 milhões. Porém, apesar do grande investimento do PSG e da história que o jogador brasileiro possui com o Barça, seu nome vem sendo ligado ao Real desde que a janela de transferências europeia se abriu.

“O Real Madrid se surpreende que a televisão pública espanhola pôde emitir uma informação absolutamente falsa sem que alguém deste veículo de comunicação tenha entrado em contato com nenhuma das partes para confirmar a suposta informação, que facilmente se desmentiu”, completou o Real Madrid.

Com a chance de perder Cristiano Ronaldo, que já deu indícios de que pode mudar de ares, o Real Madrid terá de preencher a possível grande lacuna deixada pelo craque português. Neymar seria o substituto perfeito para o camisa 7, uma vez que é considerado o grande nome do futebol mundial para os próximos anos, porém, o Paris Saint-Germain não deverá facilitar a saída de seu principal atleta.



Colômbia e Inglaterra duelam nesta terça-feira, às 15h(de Brasília), na Arena Spartak, em Moscou, na Rússia, no jogo que fecha as oitavas de final da Copa do Mundo de 2018. Os colombianos conquistaram a primeira colocação do Grupo H após triunfo de 1 a 0 sobre Senegal e chegam embalados, tentando repetir o feito de quatro anos atrás, quando chegaram às quartas de final e foram eliminados pela Seleção Brasileira. Os ingleses ficaram na segunda posição do Grupo G, pois preservaram os titulares contra a Bélgica sendo derrotados por 1 a 0.

A Colômbia pode chegar às quartas de final pela segunda vez consecutiva (Foto: Francisco LEONG/AFP)

José Pékerman, técnico da Colômbia, conversou com seus jogadores sobre a importância de valorizar a posse de bola e tomar cuidado com as jogadas aéreas da Inglaterra.

“Nós sabemos que precisamos manter o nosso estilo de jogo contra a Inglaterra, pois foi ele que nos fez chegar a bons resultados nos últimos anos. É importante valorizarmos a posse de bola e jogarmos em velocidade na descida ao ataque. Mas apenas isso não basta para batermos um rival de grande qualidade como os ingleses. É fundamental termos atenção redobrada nas jogadas de bola aérea, pois isso também é nosso forte e eles não podem levar vantagem”, disse Pékerman.

Gareth Southgate promete a Inglaterra no ataque (Foto: Francisco Leong/AFP)

Pelo lado da Inglaterra, o técnico Gareth Southgate promete uma postura ousada, como a vista nos primeiros jogos da fase de grupos.

“Agora é uma outra competição, pois quem perder volta para casa e apenas um resultado interessa. A Colômbia tem, um futebol envolvente, com o melhor da técnica sul-americana e velocidade. Isso precisa ser trabalhado por nós para não sermos surpreendidos. Mas temos que atacar porque é preciso gols. Fomos bem na primeira fase quando nos impomos e temos que agir dessa maneira”, disse Gareth.

Para este jogo a grande incógnita na Colômbia é a presença do meia James Rodríguez, o craque do time, que vem sofrendo com uma lesão no músculo da panturrilha direita. Ele vai se submeter a um teste de vestiário e se for vetado, é possível de Luis Muriel assuma o posto, a exemplo do que aconteceu contra Senegal.

Já a Inglaterra vai manter o time que jogou a maior parte da primeira fase. A principal esperança recai nas costas do artilheiro Harry Kane, que já anotou cinco gols até aqui no Mundial.

Caso a partida termine empatada após noventa minutos, acontecerá uma prorrogação de trinta minutos. Persistindo a igualdade no tempo extra, o classificado será conhecido apenas na disputa de pênaltis.

FICHA TÉCNICA
COLÔMBIA X INGLATERRA

Local: Arena Spartak, em Moscou (Rússia)
Data: 3 de julho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 15h(de Brasília)
Árbitro: Mark Geiger (Estados Unidos)
Assistentes: Joe Fletcher (Canadá) e Frank Anderson (Estados Unidos)

COLÔMBIA: David Ospina, Santiago Arias, Yerry Mina, Davinson Sánchez e Johan Mojica; Carlos Sánchez, Mateus Uribe, Juan Cuadrado, James Rodríguez (Luis Muriel) e Juan Quintero; Falcao García
Técnico: José Pékerman

INGLATERRA: Jordan Pickford, Kyle Walker, John Stones e Harry Maguire; Kieran Trippier, Jordan Henderson, Ruben Loftus-Cheek, Jesse Lingard e Ashley Young; Raheem Sterling e Harry Kane
Técnico: Gareth Southgate



Suécia venceu o México por 3 a 0 em seu último jogo na fase de grupos (Foto: Christophe Simon/AFP)

Duas seleções jogando em clima retrô para tentarem repetir boas campanhas do passado. Assim pode ser definido o confronto entre Suécia e Suíça, que se enfrentam nesta terça-feira, às 11 horas (de Brasília), no Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, na Rússia, em choque válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Os suecos têm a melhor sua seleção desde o Mundial de 1994, disputado nos Estados Unidos, quando ficaram com a terceira colocação. Os suíços não alcançam as quartas de final desde 1954, quando sediaram o evento e viram a Alemanha dar a volta olímpica. Esta geração, porém, é tida como a mais talentosa da história.

O peso histórico é diminuído por Vladimir Petkovic. “Se valorizam a nossa seleção por sua qualidade é algo que devemos agradecer, porém, não somos obrigados a conquistar nada. Nossa obrigação é lutar em cada partida como se fosse uma decisão. Passamos pelo primeiro objetivo e agora vamos em busca de algo a mais”, disse o técnico da Suíça.

A Suíça ficou na segunda posição no grupo vencido pelo Brasil, com quem empatou por 1 a 1 na estreia. O time ainda derrotou a Sérvia por 2 a 1 e ficou no 2 a 2 com a Costa Rica. Já a Suécia derrotou Coréia do Sul por 1 a 0, perdeu de 2 a 1 para a Alemanha e atropelou o México por 3 a 0, resultado que lhe garantiu a primeira colocação do Grupo E e o embalo para tentar chegar às quartas de final.

“Nós conseguimos um grande resultado contra o México e agora podemos pensar em algo a mais. Porém, o caráter eliminatório torna o confronto ainda mais complicado. Não vamos encontrar facilidades”, disse o técnico Janne Andersson, que ressaltou o favoritismo suíço no confronto.

Suíça passou em segundo lugar no grupo do Brasil (Foto: Christophe Simon/AFP)

“Sabemos que a Suíça é favorita para este confronto, está jogando muito bem há muito tempo. Eles ganharam nove dos dez jogos das Eliminatórias (sem contar a repescagem). Vamos lutar da melhor maneira possível, faremos o possível para avançar. O que nos trouxe até aqui é a nossa força defensiva e a agressividade na hora de atacar”, destacou o treinador da Suécia

O melhor resultado da história da Suécia aconteceu em 1958, quando sediaram o evento e chegaram até a grande decisão. Na ocasião, os suecos não conseguiram o inédito título já que o Brasil, comandado pela genialidade de Pelé, venceu por 5 a 2 e colocou a primeira das cinco estrelas que ostenta nos dias atuais.

Este será o primeiro encontro das duas seleções em Copas do Mundo. Na história, os dois países já se enfrentaram 28 vezes em partidas internacionais, sendo que a Suíça venceu 11 vezes, ficaram empatadas em sete oportunidades e a Suécia ganhou 10.

Em termos de escalação, a Suécia terá apenas uma mudança em relação ao time que bateu o México. Gustav Svensson entrará no lugar de Sebastian Larsson, suspenso por ter tomado dois cartões amarelos na fase de grupos.

A Suíça tem dois desfalques. O lateral-direito Stephan Lichststeiner e o zagueiro Fabian Schär, ambos suspensos por acúmulo de cartões amarelos, ficam de fora. Assim, Michael Lang assume a lateral, enquanto que Johan Djourou foi o escolhido para a zaga.

Caso a partida termine empatada após noventa minutos, acontecerá uma prorrogação de trinta minutos. Persistindo a igualdade no tempo extra, o classificado será conhecido apenas na disputa de pênaltis.

FICHA TÉCNICA
SUÉCIA X SUÍÇA

Local: Estádio Krestovsky, em São Petersburgo (Rússia)
Data: 3 de julho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Damir Skomina (Eslovênia)
Assistentes: Jure Praprotnik (Eslovênia) e Robert Vukan (Eslovênia)

SUÉCIA: Robin Olsen, Mikael Lustig, Victor Lindelof, Andreas Granqvist e Ludwig Augustinsson; Viktor Claesson, Oscar Hiljemark (Gustav Svensson), Albin Ekdal e Emil Forsberg; Marcus Berg e Ola Toivonen
Técnico: Janne Andersson

SUÍÇA: Yann Sommer, Michael Lang, Johan Djourou, Manuel Akanji e Ricardo Rodríguez; Valon Behrami, Granit Xhaka, Xherdan Shaqiri, Blerim Dzemaili e Steven Zuber (Breel Embolo); Mario Gavranovic
Técnico: Vladimir Petkovic



E agora, Harry Kane? Será que o artilheiro da competição ajudará a Inglaterra a passar por cima da Colômbia e a quebrar retrospecto ruim diante de países sul-americanos? (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)

Nesta terça-feira, a partida entre Inglaterra e Colômbia, às 15h (de Brasília), fecha as oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. Para os ingleses, no entanto, é muito mais que a disputa de uma vaga para a próxima fase da competição: em cinco edições da Copa, a seleção foi eliminada justamente por um país sul-americano. Para piorar, já são 12 anos sem vencer em mata-mata.

Apesar de o maior nome da equipe colombiana, Falcão García, ter afirmado que os ingleses possuem leve favoritismo, a Inglaterra precisa passar por cima do tabu que a acompanha em suas participações em Copas do Mundo, sendo que o Brasil colaborou em duas ocasiões para isso.

Nas edições de 1962 e 2002, quando a Seleção se sagraria campeã mais tarde, a Inglaterra foi eliminada por 3 a 1 e 2 a 1, respectivamente. A Argentina também já despachou os ingleses mais cedo: nos anos de 1986, quando foi campeã, vencendo por 2 a 1 (no episódio com “La Mano de Diós”, de Maradona), e em 1998, por 2 a 2 nas oitavas, com vitória nos pênaltis.

O Uruguai, que está classificado para as quartas e enfrenta a França na próxima sexta-feira, fecha a conta. O ano foi 1954 e, nas quartas de final, fez 4 a 2. No entanto, foi justamente contra um país sul-americano a sua última vitória em mata-mata: Equador, em 2006, nas oitavas de final, ou seja, já são 12 anos sem vitória nesse sistema.



Mbappé e Pelé dividiram a capa da renomada revista francesa France Football (foto: reprodução)

O atacante francês Kylian Mbappé continua colhendo os frutos da sua grande atuação na vitória por 4 a 3 sobre a Argentina, nas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. Para a revista France Football que chega às bancas nesta terça-feira, o atleta de 19 anos do Paris Saint-Germain já figura como “o herdeiro” de Pelé.

Foi essa a capa da última edição da conceituada publicação francesa, que lembrou um recorde do Rei do Futebol igualado por Mbappé. Tal qual Pelé, o único que havia conseguido o feito até então, a jovem revelação francesa anotou dois gols em uma mesma partida de Mundial tendo menos de 20 anos.

“Mbappé assumiu as rédeas dos tricolores de modo tão espetacular que não há ninguém no elenco francês capaz de contestá-lo”, assegurou a France Football. “Em 18 meses, passou de reserva do Monaco a titular incontestável da seleção francesa. É Mbappé e mais 10, como aconteceu com Michel Platini nos tempos de Michel Hidalgo e Zidane com Aimé Jacquet. Não se joga mais com Mbappé, e sim para Mbappé”, decretou.

Mbappé e os seus companheiros de seleção francesa terão pela frente o Uruguai nas quartas de final da Copa do Mundo, às 11 horas (de Brasília) de sexta-feira, em Níjni Novgorod. O atacante Edinson Cavani, recuperando-se de lesão, ainda é dúvida para a partida, mas a France Football acredita que o astro francês já foi beneficiado pelo companheiro de PSG.

“Uma das vantagens é ter visto de perto às criancices de Cavani e Neymar – assim, consegue evitar problemas ligados à guerra de egos”, apontou a revista, recordando a disputa das duas estrelas pelo direito de cobrar pênaltis a serviço do time francês.

Não é apenas a imprensa francesa que está ao lado de Mbappé. Os seus colegas de seleção também demonstram entusiasmo com a ascensão do atleta. “O foguete está lançado”, disse o lateral esquerdo Lucas Hernández. “É como se tivesse uma passagem de bastão entre Messi e ele”, exaltou, falando sobre quem está “a caminho de se transformar em um dos melhores jogadores do mundo”.

Se a França passar pelo Uruguai, Kylian Mbappé poderá cruzar o caminho da Seleção Brasileira, que enfrentará a Bélgica em outro duelo de quartas de final, às 15 horas (de Brasília) de sexta-feira, em Kazan. “Boa sorte no resto da competição. Exceto contra o Brasil”, escreveu Pelé ao novato.



Tite é cauteloso ao lidar com as expectativas dos brasileiros na Copa do Mundo (foto: Saeed Khan/AFP)

Tite fez questão de manter a prudência após a Seleção Brasileira derrotar o México e assegurar presença nas quartas de final da Copa do Mundo. O técnico não quer ouvir falar em favoritismo absoluto, mesmo após as quedas das potências Alemanha, Argentina e Espanha.

“O nível que atingimos é de quartas de final. A equipe tem que se consolidar e crescer. Não me atenho a favoritismo ou a nomes. O time que vencemos hoje é o mesmo que venceu bem a Alemanha e a Coreia – Coreia, que ganhou da Alemanha. Contra a Suécia, estava melhor até sofrer o gol”, comentou Tite.

O técnico tinha em mente a vitória por 2 a 0 sobre o México, que, no grupo F, surpreendeu a Alemanha com uma vitória por 1 a 0, superou também a Coreia do Sul por 2 a 1 e caiu por 3 a 0 diante da Suécia.

Com o México derrotado neste domingo, em Samara, o Brasil terá pela frente a Bélgica às 15 horas (de Brasília) de sexta-feira, em Kazan. O time europeu tem o melhor ataque do Mundial, com 12 gols marcados, e está com 100% de aproveitamento – passou por Panamá (3 a 0), Tunísia (5 a 2), Inglaterra (1 a 0) e Japão (3 a 2).

“Todas as equipes têm alto nível, com uma pressão psicológica forte”, equiparou Tite, antes de citar uma das surpresas da Copa do Mundo. “A Rússia jogou bem, controlando a Espanha, sem correr maiores perigos. Passou com méritos. Está muito aberto” respeitou.