COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A Suécia segue viva e entre as oito melhores seleções da Copa do Mundo da Rússia. Nesta terça-feira, na Arena São Petersburgo, a seleção sueca voltou a mostrar o futebol que lhe colocou como líder de seu grupo, criou as melhores chances, perdeu muitas, mas viu brilhar a estrela de Forsberg, que aos 20 minutos do segundo tempo marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre a Suíça, pelas oitavas de final.

Classificada, a Suécia aguarda o vencedor do duelo entre Colômbia e Inglaterra para conhecer seu adversário nas quartas de final. A partida está programada para o próximo sábado, dia 7, às 11h (de Brasília), em Samara.

Os primeiros 45 minutos tiveram momentos distintos, mas a seleção da Suécia mais eficiente dentro da sua proposta de jogo. Sem necessitar da posse da bola, que ficava com a Suíça, os suecos encontravam facilidades para realizar a transição rápida e infiltrar na defesa adversária, que sofreu mudanças em relação as últimas partidas. Ainda assim, as chances acabaram não sendo transferidas em finalizações.

Aos poucos, os comandados de Vladimir Petkovic pareciam ter se encontrado no duelo e tinham a bola, mas sem efetividade no último terço do campo. Quem aproveitou isso foi justamente a Suécia, que usou dos erros para criar suas melhores chances. Na principal delas, Ekdal teve muito tempo para escolher o que fazer e, mesmo assim, isolou o chute.

O segundo tempo seguiu o mesmo cenário do primeiro, com a Suíça encontrando amplas dificuldades de infiltrar no forte sistema defensivo adversário e a Suécia se aproveitando dos erros e da transição rápida para chegar a meta de Sommer. Depois de tantas chances perdidas na primeira metade, coube ao camisa 10, “craque” do time, chamar a responsabilidade e resolver. Aos 20 minutos, Forsberg fez tudo sozinho, arriscou de fora da área e o chute encontro o pé do zagueiro suíço Arkanji, morrendo a bola no fundo da rede e dando a vitória para Suécia.

O JOGO

Início movimentado com Suécia mais incisiva no ataque 

Quem esperava um jogo de duas seleções com propostas defensivas e o ataque deixando em segundo plano acabou vendo um cenário completamente diferente logo nos primeiros minutos de jogo. Apesar de suas duas consistentes linhas de quatro, a Suécia encontrava facilidade para chegar na área da Suíça, tanto que criou duas boas chances nos primeiros minutos.

Já que não encontravam espaços para infiltrar no sistema adversário, os suíços tinham como alternativa os arremates de longa distância, mas sem muita precisão. Enquanto isso, a Suécia, aos sete minutos, esteve perto de marcar, não fosse a falta de pontaria de Berg, responsável por arrematar uma grande jogada coletiva, mas isolou. Na sequência, Ekdal soltou tentou de fora da área e a bola passou rente a trave.

Times sem objetividade e goleiros meros espectadores

Depois de um início até empolgante, apesar das poucas chances, a partida, a partir de seus 15 minutos, entrou em um aspecto que deixou a desejar aos espectadores. Com a bola, a Suíça não encontrava espaços nem pelo lado e muito menos pelo meio do campo. “Cabeça pensante” do setor suíço, Xhaka não conseguia se sobressair diante da marcação sueca e, quando tinha a bola, arriscava de fora da área, porém, sem precisão.

Reta final de encher os olhos pela chances, não pelas conclusões 

A partida voltou a ficar franca nos últimos 15 minutos da primeira etapa. Pelo lado esquerdo, a Suíça conseguiu uma boa jogada aos 38. Dzemaili tabelou bonito com Zuber e recebeu de frente para o gol. Entretanto, o chute saiu por cima da meta defendida por Olsen. A resposta sueca veio no minuto seguinte, em cobrança de falta de Forsbeg, que desviou na barreira e por pouco não surpreendeu Sommer.

Ainda deu tempo da oportunidade mais clara do lado da Suécia. Aos 41 minutos do primeiro tempo, Lustig conseguiu chegar a linha de fundo e descolou um ótimo cruzamento que caiu no pé de Ekdal. O meia teve tempo de ajeitar o corpo e escolher entre o chute ou cabeceio. Decidiu pelo pé e, livre de marcação, isolou completamente a bola, desperdiçando uma grande chance.

Segunda etapa com Suécia “letal” para abrir o placar

A segunda etapa seguiu o mesmo cenário dos primeiros 45 minutos, com a Suécia equilibrada e “sabendo sofrer” para manter o placar em igualdade. Na transição rápida, entretanto, criava muito perigo para a Suíça. De tanto assustar e pecar na precisão, coube ao “craque” do time, Forsberg, abrir o placar.

Aos 20 minutos, o meia decidiu tomar para si a responsabilidade e fazer tudo sozinho. Com liberdade, carregou a bola do lado esquerdo para o meio e arriscou de fora da área sem muita força. O arremate que se encaminhava para uma defesa fácil de Sommer, porém, encontrou o pé de Akanji no meio do caminho. O desvio foi “letal” e Forsberg abriu o o placar em São Patersburgo para Suécia.

Vantagem da Suécia e “ferrolho” para garantir a classificação

O tão esperado “ferrolho” sueco apareceu apenas depois de adquirida a vantagem no placar. Com todos os jogadores do adversário ajudando na recomposição defensiva, a Suíça tentou algumas vezes, muitas dessas por meio da bola aérea, mas não conseguiu de maneira alguma furar o bloqueio dirigido pelo treinador Janne Andersson.

No último lance da partida, a Suécia ainda teve tempo de um contra-ataque para consagrar a classificação, mas Lang derrubou Olsson e o árbitro assinalou, inicialmente, o pênalti. Sob a revisão do VAR, foi marcada a falta, que Tiovonen cobrou nas mãos de Sommer.

FICHA TÉCNICA
SUÉCIA 1 X 0 SUÍÇA

Local: Estádio Krestovsky, em São Petersburgo (Rússia)
Data: 3 de julho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Damir Skomina (Eslovênia)
Assistentes: Jure Praprotnik (Eslovênia) e Robert Vukan (Eslovênia)

GOL: Forsberg (Suécia), aos 20 minutos 2T

Cartão vermelho:
Suíça:
Lang

Cartões amarelos:
Suécia: Lustig
Suíça: Behrami, Xhaka

SUÉCIA: Robin Olsen, Mikael Lustig (Krafht), Victor Lindelof, Andreas Granqvist e Ludwig Augustinsson; Viktor Claesson, Gustav Svensson, Albin Ekdal e Emil Forsberg (Olsson); Marcus Berg e Ola Toivonen
Técnico: Janne Andersson

SUÍÇA: Yann Sommer, Michael Lang, Johan Djourou, Manuel Akanji e Ricardo Rodríguez; Valon Behrami, Granit Xhaka, Xherdan Shaqiri, Blerim Dzemaili (Seferovic) e Steven Zuber (Embolo); Josip Drmic

Técnico: Vladimir Petkovic

(Arte: AFP)


A Seleção Brasileira mal teve tempo para descansar após a vitória por 2 a 0 sobre o México e já voltou aos trabalhos em Sochi, onde está hospedada. Nesta terça-feira, os titulares permanecerem na academia fazendo uma atividade regenerativa, enquanto os jogadores reservas e aqueles acionados no decorrer do último jogo foram a campo para um treinamento leve. O grande destaque ficou por conta de Douglas Costa, liberado pelo departamento médico.

Douglas Costa sentiu o músculo posterior da coxa direita no duelo com a Costa Rica, pela segunda rodada do Grupo E. De lá para cá, o atacante se limitou à fisioterapia e sequer viajou para Moscou, onde o Brasil enfrentou a Sérvia. Na última segunda-feira, ele esteve presente em Samara junto com o restante da delegação para o compromisso válido pelas oitavas de final contra os mexicanos, mas não foi relacionado pelo técnico Tite, uma vez que ainda não reunia condições de jogo, continuando sua recuperação.

Veja mais: O Outro Lado da Bola – Bélgica

O departamento médico da Seleção Brasileira já havia assegurado que Douglas Costa tinha chances de voltar a jogar na Copa do Mundo mesmo com a infeliz lesão. Se preparando para enfrentar a Bélgica nas quartas de final, a equipe pode ganhar na sexta-feira um repouso de peso, uma vez que o camisa 7 não mostrou qualquer limitação de movimento na atividade desta terça.

Douglas Costa treinou normalmente nesta terça e pode reforçar Seleção contra a Bélgica (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Marcelo, que também ficou de fora do último jogo por conta de um problema físico, treinou normalmente e deve voltar ao time titular contra a Bélgica. O jogador já tinha condições de jogo no duelo com os mexicanos, mas a comissão técnica preferiu poupá-lo pelo fato de não poder usar o lateral-esquerdo por mais de 60 minutos.

Nesta terça-feira, os jogadores trabalharam em campo reduzido e inicialmente participaram de uma atividade em que tinham a missão de mandar a bola entre as estacas distribuídas ao longo do perímetro ao fazer o passe para seus companheiros. A cada vez que a bola passava entre as estacas, a equipe ganhava um ponto.

Depois, em outra parte do gramado e sob os olhares de Matheus Bachi, auxiliar técnico e filho de Tite, os atletas fizeram um trabalho de dois toques com Douglas Costa, Taison e Alisson atuando como coringas. Posteriormente, os jogadores foram se revezando no time azul, o encarregado de ajudar as outas duas equipes a manter a posse de bola.

Antes do fim do treinamento, os atletas ainda aproveitaram para calibrar as finalizações, alternando chutes de fora da área e arremates de cabeça. Nas ocasiões em que havia cruzamentos, Geromel e Marquinhos se revezavam na área para tentar rebater a bola, enquanto os goleiros também se alternavam na meta.

O Brasil volta a treinar nesta quarta-feira, quando Tite contará com o elenco completo à sua disposição. Será a última atividade da Seleção Brasileira em Sochi antes de viajar a Kazan na próxima quinta, dia em que fará o treino no palco da partida decisiva válida pelas quartas de final da Copa do Mundo.




Luis Suárez questionou a ‘identificação’ de Griezmann com o Uruguai (Foto: MARTIN BERNETTI/AFP)

Antecedendo o confronto válido pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia, Antoine Griezmann revelou ter um grande carinho pelo Uruguai, muito em função de amizades como a do zagueiro Diego Godín, companheiro de Atlético de Madrid e padrinho de sua filha. Porém, toda essa simpatia com o país sul-americano foi contestada pelo adversário Luís Suárez, que garantiu, nesta terça, que o francês não compartilha do mesmo sentimento que os jogadores uruguaios.

“Ainda que Antoine (Griezmann) diga que é meio uruguaio, ele é francês e não sabe na realidade o que é o sentimento uruguaio, a entrega e esforço que fazemos desde pequenos para triunfar no futebol com tão poucas pessoas que somos. Isso nós sentimos. Ele tem o costume, forma de falar, mas sentimos de outra maneira”, afirmou o camisa nove, em coletiva de imprensa.

Outro tema abordado por Luisito foi o possível desfalque do companheiro Edison Cavani para o duelo contra a França. Após lesionar a panturrilha contra Portugal, pelas oitavas de final, o atacante do Paris Saint-Germain ainda é dúvida para a partida. Sua dupla de ataque fez questão de ressaltar a importância que tem para a Celeste, ainda mais em um mata-mata de Copa, na qual o camisa 21 já conta com três gols anotados.

“O que ele significa, tanto para meu jogo, tanto para a equipe, é essencial, pela classe de jogador que é, pelo que demonstrou em todos os jogos que fez pela seleção. Sem falar do momento atual, do que fez outro dia, da colaboração em geral, desgaste físico. Todos veem a ajuda que ele dá para o time”, apontou. “Eu sou mais um na espera (para saber se o Cavani jogará). Sei que é complicado, pois não é nada fácil ter uma lesão. São poucos dias, isso pode ser um pouco difícil para a recuperação, mas sei que a vontade, atitude e esforço ele vai fazer”, completou.

Suárez e Cavani formam uma das duplas mais badaladas desta Copa (Foto: EMMANUEL DUNAND/AFP)

Suárez, porém, tratou de reforçar que, mesmo com uma eventual ausência de Cavani, o jeito de jogar uruguaio não será alterado e a aposta pelo jogo coletivo continuará sendo o grande trunfo da equipe comandada por Óscar Tabárez. Para o camisa nove, quem entrar no lugar do artilheiro irá corresponder da mesma maneira, ou até melhor que o próprio.

“É uma Copa, obviamente que se sente, mas também há jogadores que possam fazer da mesma maneira, esperemos que até melhor. Não depende só de um jogador, nós já demonstramos que o Uruguai depende muito do coletivo e do trabalho que fazemos dentro de campo”, finalizou.

França e Uruguai se enfrentam na próxima sexta-feira, a partir das 11h (no horário de Brasília), valendo vaga na semifinal da Copa do Mundo da Rússia. Quem perder dá adeus ao torneio. Quem passar, disputará a classificação para a grande final contra o vencedor de Brasil x Bélgica, que ocorre no mesmo dia, às 15h.

 



Nigeriano jogou mesmo sabendo que seu pai estava nas mãos de bandidos (Foto: Olga Matseva/AFP)

John Obi Mikel, capitão e um dos principais jogadores da Nigéria, revelou que entrou em campo diante da Argentina, na última partida da sua seleção na Copa do Mundo da Rússia, com uma preocupação a mais. Quatro horas antes do apito inicial, o camisa 10 recebeu uma ligação dizendo que seu pai, Michael Obi, havia sido sequestrado, e que seria morto caso alguma autoridade ficasse sabendo do ocorrido.

“Eu joguei enquanto meu pai estava nas mãos de bandidos, e tive de superar esse trauma. Recebi uma ligação quatro horas antes do pontapé inicial para me dizer o que tinha acontecido. Eu estava emocionalmente perturbado e tive que decidir se estava mentalmente pronto para jogar. Estava confuso, não sabia o que fazer, mas, no final, sabia que não poderia deixar 180 milhões de nigerianos para baixo…Tive que ir e representar a minha nação primeiro. Eu não podia sequer informar os treinadores ou o pessoal da federação, e apenas um círculo muito restrito de meus amigos sabia”, revelou Mikel em entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Além disso, o jogador disse que optou por colocar o objetivo da equipe em primeiro lugar, por isso não contou para o treinador da Nigéria, Gernot Rohr, o que estava acontecendo.

“Disseram-me que eles atirariam no meu pai instantaneamente se eu denunciasse às autoridades ou contasse a alguém. Eu também não queria discutir isso com o treinador, porque eu não queria que meu problema se tornasse uma distração para ele ou para o resto da equipe no dia de um jogo tão importante”, disse.

Infelizmente, para Mikel e todos os torcedores nigerianos, a seleção africana acabou derrotada para a Argentina pelo placar de 2 a 1, e foi eliminada ainda na fase de grupos. Por outro lado, o pai do jogador acabou sendo libertado mediante, de acordo com a AFP, o pagamento de 21 mil libras (cerca de R$107 mil). Agora, Michael Obi está no hospital, em processo de recuperação.

“Felizmente, meu pai foi libertado em segurança na segunda-feira à tarde. Agradeço às autoridades policiais por seus esforços de resgate e pelo apoio que recebi de amigos e familiares. Infelizmente, meu pai está no hospital recebendo tratamento de emergência como resultado do tortura que ele recebeu durante sua captura”, completou.



Depois do Barcelona, foi a vez de Iniesta dar adeus à seleção espanhola (Foto: Kirill KUDRYAVTSEV/AFP)

Andrés Iniesta anunciou sua aposentadoria da seleção espanhola nesta terça-feira. Através de um comunicado divulgado em suas redes sociais, o jogador agradeceu à federação de seu país e se disse honrado por ter feito parte de uma das maiores gerações do futebol espanhol de todos os tempos.

Aos 34 anos, Iniesta já havia se despedido do Barcelona, clube pelo qual jogou ao longo de toda a sua carreira como profissional, ao final da última temporada. Tido para muitos como o maior jogador da história da Espanha, o meia foi o autor do gol do único título mundial do país, conquistado em 2010, na África do Sul, contra a Holanda.

“Não foi uma decisão fácil, ao contrário. Levei muitos meses pensando nisso. A ilusão e a vontade para continuar são totais, mas sempre disse que terminaria fazendo o melhor para a seleção. O futuro é apaixonante, com um grupo de jogadores que são incríveis e que a partir de agora me terão como um torcedor, os apoiando incondicionalmente. Não tenho nenhuma dúvida de que o que vem pela frente é maravilhoso e que serão conquistados grandes êxitos. O grupo que existe é impressionante”, escreveu Iniesta.

Na seleção espanhola desde os 15 anos, Iniesta também participou dos títulos da Eurocopa de 2008 e 2012, quando se encerrou o ciclo mais vitorioso do futebol do país. Em 2014, a Fúria, como é apelidada, não conseguiu repetir as últimas campanhas em torneios internacionais e deu adeus à Copa do Mundo no Brasil na primeira fase. Já na Rússia, com o treinador demitido a dois dias do início do torneio, a equipe se despediu nas oitavas de final, sendo eliminada pelos donos da casa.

“Gostaria de agradecer a todos da Federação pelo apoio e tratamento que me deram sempre durante esses últimos 19 anos, a todos os presidentes, diretores e funcionários com quem pude conviver durante esses anos. Tive a sorte de ter grandes treinadores durante toda essa etapa, com um carinho especial a Luis Aragonés, que me permitiu estrear no Albacete e com quem conquistei a primeira Eurocopa, um torneio que sonhávamos. A todos eles obrigado por contar comigo, por sua confiança e por mudar o sentido do futebol espanhol: Luis, Vicente, Julen, Fernando e também a Juan Santiesteban, Iñaki Sáez, Ufarte e Ginés”, completou o ex-jogador do Barcelona.

Leia a carta de despedida de Iniesta na íntegra:

Olá a todos,

Há 14 anos que vesti pela primeira vez a camiseta da nossa seleção, tinha 15 anos e nunca vou esquecer esse momento. Era o sonho da minha vida poder defender as cores do meu país. É algo muito especial, não apenas um sonho, mas também uma grande responsabilidade. Durante todos esses anos tentei ser consciente do que significa e dar o máximo para que vocês se sentissem orgulhosos.

Creio que tive a sorte de poder viver uma das melhores etapas do futebol espanhol, com uma geração de jogadores que foram e são excepcionais em todos os sentidos. Tivemos grandes êxitos, coisas com as quais todos sonhávamos quando éramos pequenos, mas também tivemos grandes decepções e vivemos momentos muitos difíceis. A todos, muito obrigado por me fazer melhor companheiro e melhor futebolista. Foi um orgulho poder compartilhar com vocês todos esses anos.

Não foi uma decisão fácil, ao contrário. Levei muitos meses pensando nisso. A ilusão e a vontade para continuar são totais, mas sempre disse que terminaria fazendo o melhor para a seleção. O futuro é apaixonante, com um grupo de jogadores que são incríveis e que a partir de agora me terão como um torcedor, os apoiando incondicionalmente. Não tenho nenhuma dúvida de que o que vem pela frente é maravilhoso e que serão conquistados grandes êxitos. O grupo que existe é impressionante.

Gostaria de agradecer a todos da Federação pelo apoio e tratamento que me deram sempre durante esses últimos 19 anos, a todos os presidentes, diretores e funcionários com quem pude conviver durante esses anos. Tive a sorte de ter grandes treinadores durante toda essa etapa, com um carinho especial a Luis Aragonés, que me permitiu estrear no Albacete e com quem conquistei a primeira Eurocopa, um torneio que sonhávamos. A todos eles obrigado por contar comigo, por sua confiança e por mudar o sentido do futebol espanhol: Luis, Vicente, Julen, Fernando e também a Juan Santiesteban, Iñaki Sáez, Ufarte e Ginés.

A todos vocês, torcedores, obrigado, muito obrigado pelo apoio e carinho. Sempre com a Roja!

Por último, gostaria de agradecer especialmente à minha família, obrigado pelo apoio incondicional e por estar sempre ao meu lado. Perseguimos um sonho e o alcançamos.

Um abraço muito especial,

Andrés Iniesta.



Neymar espera atendimento na beira do campo após pisão de mexicano Layún. Craque foi criticado por exagero (Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP)

Neymar não foi apenas eleito o melhor em campo na vitória do Brasil diante do México, nas oitavas de final da Copa do Mundo, na última segunda-feira. O camisa 10 também protagonizou uma cena que dividiu opiniões e obrigou grandes craques, como Maradona, a comentarem o episódio. O argentino ainda elogiou o técnico Tite.

“Ou ele nos faz chorar ou nos faz rir, porque quando o mexicano pisou nele, era para chorar, mas vê-lo correr (pouco tempo depois) era pra rir. Como é essa história? Ou é punição para o mexicano ou é simulação de Neymar”, disse Maradona ao seu programa na Telesur, La Mano del Diez. “Ou seja, eu creio que tenha que começar a ver bem agora esse lance dos cartões porque passaram a contar – e muito”, finalizou sobre o assunto.

O episódio em questão aconteceu quando a partida estava parada após lance em Neymar, que estava caído na lateral e pedia falta. Então, o camisa 7 mexicano, Layún, foi até lá para pegar a bola, mas propositalmente deu um pisão no tornozelo do brasileiro, que se contorceu de dor por alguns instantes. O árbitro da partida até ouviu o árbitro de vídeo, mas não puniu nenhum dos envolvidos.

Já sobre Tite, o ex-craque argentino foi direto. “Vi uma equipe muito sólida, a caminho do título. O Tite me agrada muito”. O Brasil venceu o México por 2 a 0, com gols de Neymar e Roberto Firmino, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Na próxima sexta-feira, às 15h (de Brasília), a Seleção de Tite encara a Bélgica, que eliminou o Japão por 3 a 2.



A programação dos bares e restaurantes de São Paulo para o jogo da próxima sexta-feira entre Brasil e Bélgica já começou. O Chez Vous, especializado em culinária belga e localizado na Zona Sul da cidade, oferecerá aos seus clientes uma rodada de chope por conta da casa a cada gol que o Brasil sofrer na partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo.

Além da cortesia, o restaurante também disponibilizará chope em dobro para quem for acompanhar o confronto decisivo no local. Caso a partida se encaminhe para a prorrogação, os clientes poderão aproveitar ainda mais a “promoção”.

Veja mais: O Outro Lado da Bola – Bélgica

Nas oitavas de final, o estabelecimento já havia feito promoção semelhante. Na partida entre Brasil e México, durante os 90 minutos os clientes tinham direito a chope em dobro. Já no confronto entre Bélgica e Japão, a casa ofereceu uma rodada de chope por conta da casa a cada gol dos belgas, o que foi acontecer somente no final da partida, quando De Bruyne e companhia marcaram dois gols em cinco minutos e viraram a partida no último lance do jogo.



O técnico Joachim Löw permanecerá à frente da seleção alemã apesar da campanha vexatória dos atuais campeões mundiais na Rússia, onde foram eliminados na primeira fase da Copa do Mundo. Nesta terça-feira, a federação de futebol do país assegurou a continuidade do treinador, que se disse estar muito “grato pela confiança”.

Desde 2006 à frente da Alemanha, Löw jamais teve um resultado tão ruim como neste Mundial. Em 2010, levou a seleção até a semifinal, tendo de se contentar com o terceiro lugar na África do Sul ao perder para a Espanha. Já em 2014 veio a consagração, superando o Brasil por 7 a 1 em Belo Horizonte e se sagrando campeão mundial em pleno Maracanã, contra a Argentina.

“Estou muito grato pela confiança que a DFB (Federação Alemã de Futebol) continua depositando em mim. Em me sinto, apesar das justas críticas, muito encorajado. Foi importante para mim, depois de alguns dias, em que tenho pensado muito, entrar em contato pessoalmente com a liderança da DFB. Minha decepção ainda é enorme, mas agora quero projetar a reconstrução da equipe com total comprometimento”, disse Löw.

Após eliminação, Löw teve de prestar mais esclarecimentos no desembarque da equipe em Frankfurt (Foto: Yann Schreiber/AFP)

O primeiro compromisso da seleção alemã após a Copa do Mundo acontecerá em setembro, quando inicia as disputas na Liga das Nações, novo torneio da Uefa. A equipe caiu no Grupo A, que conta também com França, adversário da estreia, e Holanda.

“Vou fazer análises em conjunto com a minha equipe, manter conversas e tirar as conclusões certas no início da nova temporada. Tudo leva tempo, mas tudo vai acontecer a tempo do início da nova temporada internacional em setembro”, prosseguiu o treinador da seleção alemã.

O diretor da seleção alemã, Oliver Bierhoff, também se mostrou satisfeito pela continuidade de Joachim Löw. Depois de renovar o contrato do treinador antes da Copa do Mundo da Rússia até 2022, ele espera que a confiança possa ser recompensada nos próximos anos.

“Estou muito satisfeito pelo fato de Joachim Löw continuar a liderar a nossa seleção nacional. Nós estivemos juntos por um longo tempo ontem e eu o senti bastante energizado. Após 14 anos de trabalho bem-sucedido, agora temos que começar uma reconstrução e estaremos pensando sobre isso e outras mudanças estruturais”, finalizou.



A Federação Dinamarquesa encaminhou o caso de Jorgensen à polícia (Foto: Martin BERNETTI/AFP)

Para além da frustração de perder um pênalti decisivo em pleno mata-mata de Copa do Mundo e ver sua seleção ser eliminada do torneio, Nikolai Jorgensen, da Dinamarca, teve de lidar com uma situação extremamente desagradável nos últimos dias. O atacante teve suas redes sociais tomadas por um discurso de ódio, que contou, inclusive, com ameaças de morte por parte de alguns internautas.

As agressões virtuais começaram quando o jogador desperdiçou sua cobrança na disputa de pênaltis diante da Croácia, após empate em 1 a 1 ao fim do tempo regulamentar no último domingo, que originou a eliminação da Dinamarca nas oitavas de final do Mundial da Rússia. Nesta terça-feira, a Federação Dinamarquesa de Futebol foi obrigada a se manifestar em seu perfil oficial, repudiando a atitude dos agressores e revelando ter acionado a polícia para resolver questão.

“Nossa sociedade nunca deve aceitar ameaças de morte, nem contra estrelas da Copa do Mundo, políticos ou outros. É completamente inaceitável e obsceno. Nós relatamos o assunto à polícia para acabar com essa loucura”, escreveu a FDF.

 

Jorgensen, que esteve em campo em três oportunidades nesta Copa do Mundo, não foi o único a errar a cobrança – Eriksen e Schöne também desperdiçaram, todos parando nas mãos do goleiro Subasic. A Dinamarca, portanto, deixa o torneio sem perder um jogo sequer com bola rolando. Na primeira fase, foram dois empates e uma vitória para a seleção, que dividiu o Grupo C com França, Austrália e Peru.

Classificada, a Croácia enfrenta a anfitriã Rússia nas quartas de final, em duelo previsto para o próximo sábado, às 15h (no horário de Brasília).