COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

O Brasil enfrenta a Sérvia nesta quarta-feira, às 15h (de Brasília), e toda torcida é bem-vinda. O lateral-direito Daniel Alves, que seria titular e um dos líderes da equipe, resolveu visitar a Seleção antes da partida e até almoçou com os jogadores no hotel em Moscou.

“É diferente, visitar os companheiros, fazia tempo que eu queria vir, só que não estava permitido ainda. Eu precisava também sentir essa energia deles, trocar essa boa vibe com eles e espero que hoje seja um grande dia para a gente”, disse o jogador, que está em tratamento de uma lesão no joelho. “Vai ser diferente, vai ser a primeira vez que verei a Seleção Brasileira jogar”, revelou aos risos em um vídeo oficial da CBF.

Daniel Alves ainda disse para os torcedores focarem na vitória do Brasil e mandou um recado. “A Seleção Brasileira não é coisa dos jogadores que estão aqui, eles estão representando vocês, o nosso país, colocando tudo que está ao alcance deles para que o nosso Brasil seja bem representado. Então, galera, o nosso país precisa da gente! Vamos juntar nossas forças, nossas boas energias e mandar para cá!”.

O Brasil enfrenta a Sérvia nesta quarta-feira, às 15h (de Brasília), pela terceira e última rodada da primeira fase, pelo Grupo E. A amarelinha precisa de um empate para avançar às oitavas, mas uma vitória aumenta as chances de uma possível liderança. Se perder, o Brasil estará eliminado, a não ser que a Suíça também perca da Costa Rica no mesmo horário.



A Argentina passou por momentos de tensão durante a vitória contra a Nigéria, pelo Grupo D da Copa do Mundo, na última terça-feira. Maradona, ex-craque da seleção, estava mais uma vez no camarote acompanhando a partida e passou mal no intervalo, tendo sido atendido por médicos do local. Nas redes sociais, ele tranquilizou fãs e torcedores, enquanto em áudio para a namorada, ele afirma não ter se envolvido em nenhum problema com álcool.

Maradona desmentiu boatos de que foi internado após passar mal no jogo entre Argentina e Nigéria (Foto: Reprodução)

“Quero dizer que estou bem, que não estou e nem estive internado. No intervalo da partida contra a Nigéria, senti uma dor muito forte na nuca e sofri uma descompensação. Um médico me atendeu e recomendou que eu fosse para casa antes do segundo tempo, mas quis ficar porque estávamos jogando ainda. Como eu iria embora? Mando um beijo a todos, perdão pelo susto e obrigado pela preocupação. Teremos Diego por um tempo”, diz a publicação em sua conta oficial no Instagram.

Além da foto com a legenda, um áudio de Maradona enviado para sua namorada também caiu nas redes. “Não sei de onde tiraram que eu estava com problema cardíaco, que tiveram que me dar injeção de adrenalina. Isso me parece muito louco, muito estúpido”, disse El Pibe em mensagem de áudio pelo celular e repassada por pessoas próximas à imprensa argentina. “São três da manhã e estamos chegando em Moscou novamente. Sem nenhum problema, sem álcool e nenhuma outra história relevante”.



Farouk Ben Mustapha durante o confronto diante da Bélgica (Foto: Mladen ANTONOV / AFP)

Depois da alegria de conseguir a classificação para mais uma Copa do Mundo, a Tunísia vive um drama na Rússia. Depois de perder o goleiro titular Mouez Hassen logo na estreia, diante da Inglaterra, os tunisianos não contarão mais com Farouk Ben Mustapha, substituto que entrou durante a derrota por 2 a 1 diante dos ingleses, já que o atleta sofreu uma lesão em um dos joelhos durante o treino desta terça-feira.

Após passar por exames, os médicos diagnosticaram que o arqueiro ficará sem condições de jogo entre sete e dez dias e, com isso, não poderá atuar no último jogo da Tunísia neste Mundial, diante do Panamá. Como a equipe está seis pontos da Bélgica, segunda colocada do Grupo G, os tunisianos não tem mais possibilidade de avançar para á próxima fase da competição.

Para evitar a situação de ter apenas Aymen Mathlouthi como goleiro disponível durante o confronto desta quinta-feira, a delegação tunisiana chamou imediatamente Moez Ben Cherifia, arqueiro de 27 anos que atua no ES Tunis, da Tunísia. A Fifa ainda não pronunciou se aceitará a chegada do novo jogador, porém o time africano se baseia no artigo 54 do regulamento da Copa do Mundo para tentar fazer a troca, já que nela abre possibilidade do Comitê Organizador resolver assuntos de força maior não previstos no texto.

Apesar de já estarem eliminados, a partida diante do Panamá é muito importante para a Tunísia. Apesar de jamais ter passado da fase de grupos em cinco participações em Mundiais (incluindo de 2018), os tunisianos venceram apenas uma vez em toda história na Copa do Mundo, em 1978, e, caso vençam, terão o melhor resultado em 40 anos, quando se tornou a primeira equipe africana a triunfar em uma partida neste nível de competição.



Cristiano Ronaldo foi criticado pelo atual técnico do Irã, Carlos Queiroz, com quem trabalhou na seleção portuguesa em 2010 (Foto: Jack Guez/AFP)

Carlos Queiroz, atual técnico do Irã, e Cristiano Ronaldo não tiveram uma boa relação quando o moçambicano comandou a seleção portuguesa, na Copa de 2010. Mesmo assim, ele disse que não gostou da postura de CR7 após o empate que classificou os portugueses para as oitavas.

“Não cumprimentar um treinador que serviu 12 anos nas seleções portuguesas… Conquistei títulos europeus e mundiais, com reformas e ideias. A história da Federação Portuguesa de Futebol não começou na ilha da Madeira com Cristiano Ronaldo. Começou muito antes. E os valores que eu recebi do José Augusto, do Simões, do Eusébio, do Torres, do Jaime Graça, do Humberto Coelho, do Toni não foram estes”, iniciou o treinador ao jornal Público. 

Ainda foi adiante. “Não estou a dizer que estão errados, apenas que não são os meus e não são os de muita gente. Já tive a minha conta na África do Sul (Mundial de 2010). Algumas das pessoas que tentaram me destruir nessa altura a minha vida pessoal e profissional, hoje até são arguidos e alguns estão na cadeia ou irão para lá”.

Carlos Queiroz foi técnico da seleção portuguesa e trabalhou com CR7, com quem não possui uma boa relação (Foto: Filippo Monteforte/AFP)

Em 2010, Portugal foi eliminado pela Espanha, que seria campeã mais tarde naquela edição. Questionado pelos jornalistas sobre qual o motivo da queda, Cristiano Ronaldo respondeu na ocasião: “Quer que eu explique? Fale com Carlos Queiroz”.

Além de falar do não cumprimento trocado com o atual melhor do mundo, Queiroz também comentou a declaração de Quaresma, que se irritou com o comportamento do técnico na beira do campo.

“O Quaresma ainda vai ter de jogar pela minha seleção e não vou tecer muitos comentários, mas se todos os treinadores que teve falassem dele ficariam alguns anos a falar. Todos, desde o Sporting ao Porto. É melhor ficarmos por aqui. Se tiver de dizer alguma coisa sobre mim, que tenha coragem e diga agora. Dizer que eu não respeitei os jogadores portugueses… Como é que eu não os respeitei? Mesmo assim fiquei feliz por três me terem cumprimentado no final, o Adrien, o Bruno Alves e o Beto”, finalizou. Quaresma não foi convocado por ele na Copa de 2010.



(Foto: Jonathan NACKSTRAND/AFP)

Longe de repetir o bom desempenho que o levou ao título há quatro anos, a Alemanha busca a classificação para as oitavas de final nesta quarta-feira, às 11h(de Brasília), quando encara a Coréia do Sul na Kazan Arena, em Kazan, na Rússia, pela última rodada do Grupo F. Os alemães dividem a segunda posição com a Suécia, ambos com três pontos, enquanto que o México lidera com seis pontos. Os sul-coreanos seguram a lanterna sem terem pontuado, mas ainda estão no páreo.

Para se classificar a Alemanha, que virou e ganhou da Suécia por 2 a 1 na rodada passada, precisa vencer seu jogo e torcer por um tropeço dos suecos, que no mesmo horário enfrentam o México em Ekaterimburgo. Outra possibilidade para os atuais campeões é ganhar por uma diferença de gols maior do que à dos suecos.

Joachim Löw, treinador da Alemanha, orientou seus jogadores a pressionarem desde o começo. Porém, com muita segurança defensiva para não repetir os erros contra México e Suécia, quando o adversário abriu o placar. Diante dos mexicanos não foi possível mudar o placar.

“É importante sermos constantes, como sempre aconteceu em nossas grandes campanhas. Porém, não podemos ceder campo e cometer erros, como aconteceu nas duas primeiras partidas”, disse o treinador da Alemanha.

Os alemães admitem que estão surpresos com as dificuldades geradas para obterem a classificação. Nos últimos anos o desempenho do time tem sido acima da média da maioria dos concorrentes. Além do título da Copa do Mundo de 2014, com direito a uma goleada de 7 a 1 sobre a Seleção Brasileira, eles conquistaram a Copa das Confederações e se classificaram sem sustos para o Mundial da Rússia.

“Para nós incomoda esta situação, mas ela retrata o equilíbrio maior. Não podemos lutar contra isso. Temos apenas que nos impor ao longo dos noventa minutos, com equilíbrio e eficiência “, analisou o meia Marco Reus.

A Alemanha terá uma mudança certa nesta partida. Recuperado de uma lesão na cervical, o zagueiro Matt Hummels reaparece na vaga de Jérôme Boateng. suspenso por ter sido expulso diante da Suécia. Após se submeter a uma cirurgia no nariz por conta de fratura, o volante Sebastian Rudy foi liberado para jogar com uma máscara de proteção. Porém, Ilkay Gündogan está de sobreaviso.

(Foto: PASCAL GUYOT/AFP)

Para a Coréia do Sul a vaga é um sonho. O time precisa ganhar por dois ou mais gols de diferença e ainda torcer por uma derrota da Suécia. Apesar disso, o técnico Shin Tae-yong parece mais preocupado em tirar pontos do time alemão.

“O nosso objetivo é fazer um grande jogo e conseguir parar a grande Alemanha, porém, sei que isso é complicado. Mas não pode ser considerado impossível. Temos que fazer um jogo de entrega coletiva e obediência tática”, disse Shin Tae-yong.

O treinador da Coréia do Sul não quis antecipar a escalação que pretende mandar a campo, mas deverá manter a base do duelo com os mexicanos, quando os asiáticos foram derrotados por 2 a 1 no fim de semana.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
CORÉIA DO SUL X ALEMANHA

Local: Kazan Arena, em Kazan (Rússia)
Data: 27 de junho de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Mark Geiger (Estados Unidos)
Assistentes: Joe Fletcher (Estados Unidos) e Frank Anderson (Estados Unidos)

CORÉIA DO SUL: Kim Seung-gyu, Yong Lee, Jang Hyun-soo, Kim Young-gwon e Kim Min-woo; Ki Sung-Yueng, Ju Se-jong, Koo ja-cheol e Hwang Hee-chan; Lee Jae-sung e Son Heung-min
Técnico: Shin Tae-yong

ALEMANHA: Manuel Neuer, Joshua Kimmich, Niklas Sule e Jonas Hector; Ilkay Gündogan, Toni Kroos, Thomas Müller, Mesut Ozil e Marco Reus; Timo Werner
Técnico: Joachim Löw



A Seleção Brasileira volta a campo pelo Copa do Mundo nesta quarta-feira, às 15 horas (de Brasília), para medir forças com a Sérvia no Estádio Spartak, em Moscou, na Rússia, em confronto válido pela última rodada do Grupo E. O Brasil, que vem de triunfo de 2 a 0 sobre a Costa Rica, lidera com os mesmos quatro pontos da Suíça, que leva desvantagem nos critérios de desempate. Os sérvios, que tentam se recuperar da derrota de 2 a 1 para os suíços, somam três pontos em uma chave que apenas os costarriquenhos, lanterna sem terem sequer pontuado, aparecem eliminados.

Para se classificar o Brasil precisa de um simples empate, mas aí pode perder a primeira posição caso a Suíça vença a Costa Rica, em jogo que acontece no mesmo horário, em Nizhegorodskaya. Se perder, o time canarinho só avança em caso de derrota dos suíços. Os sérvios se garantem com triunfo.

Cientes de que a pressão está grande por conta de atuações irregulares, das cobranças de campanhas ruins do passado e pela própria necessidade de vitória, os jogadores brasileiros garantem que chegam prontos para este compromisso.

Comandada por Neymar e Philippe Coutinho, a Seleção tenta sua segunda vitória na fase de grupos (Foto: Christophe Simon/AFP)

“Sabemos que tem muita coisa em jogo e que a cobrança é sempre muito natural. Nesta preparação procuramos lidar com isso tudo. Um conjunto de coisas, Tanto o lado emocional quanto o técnico. Todos os aspectos foram trabalhados, chegamos muito bem preparados para fazer um grande jogo”, disse o zagueiro Miranda, que será o capitão canarinho.

O técnico Tite sabe que a partida se desenha complicada, principalmente porque a Sérvia possui o time mais alto da Copa. As jogadas aéreas, historicamente, sempre foram um problema para os times brasileiros.

“Sabemos que existe essa característica no time deles. A bola aérea ofensiva é muito usada, mas também te a qualidade técnica individual. Jogadores de alto nível também. Temos a condição de poder neutralizá-los, evitando situações próximas, de faltas laterais, encurtar ou bloquear, e tirar proveito de alguma situação. Uma altura maior vai perder alguma coisa, a vida é assim. Estrategicamente vamos buscar”, disse Tite.

Para este jogo o Brasil não poderá contar com dois jogadores do elenco: o lateral-direito Danilo, com lesão no quadril, e o atacante Douglas Costa, com lesão muscular na coxa direita. Este poderia ser titular. Sem ele, o treinador confirmou a manutenção da equipe que começou o confronto com a Costa Rica.

Pelo lado da Sérvia, o técnico Mladen Krstajic garante uma postura ofensiva.

“É a nossa característica e não podemos mudá-la nem mesmo enfrentando a Seleção Brasileira. Até porque apenas a vitória nos dá a classificação e temos que ir em busca dela. Vai ser um jogo complicado e decidido nos detalhes, mas podemos ganhar”, analisou o comandante sérvio.

Kolarov, capitão e lateral esquerdo da Sérvia, é um dos pontos fortes da equipe (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

O treinador da Sérvia não antecipou a escalação, mas vai manter a base que atuou diante da Suíça. Os jogadores estão evitando o contato com a imprensa por conta da polêmica religiosa que rondou o duelo contra os suíços.

“Nosso foco está todo em encontrar uma maneira de vencer o Brasil”, disse o goleiro Vladimir Stojkovic.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

Créditos: Laurence Saubadu, Vincent Lefai, Paul Defosseux, Maria-Cecilia Rezende/AFP

FICHA TÉCNICA
SÉRVIA X BRASIL

Local: Estádio Spartak, em Moscou (Rússia)
Data: 27 de junho de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 15h(de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Assistentes: Reza Sokhandan (Irã) e Mohammed Mansouri (Irã)

SÉRVIA: Vladimir Stojkovic; Branislav Ivanovic, Nikola Milenkovic, Dusko Tosic e Aleksandar Kolarov; Luka Milivojevic, Nemanja Matic, Dusan Tadic, Sergej Milinkovic-Savic e Adem Ljaic (Filip Kostic); Aleksandar Mitrovic
Técnico: Mladen Krstajic

BRASIL: Alisson; Fagner, Miranda, Thiago Silva e Marcelo; Casemiro, Paulinho, Philippe Coutinho, Neymar e Willian; Gabriel Jesus
Técnico: Tite



A Suíça encara a Costa Rica nesta quarta-feira, às 15 horas (de Brasília), no Estádio de Níjni Novgorod, em Nizhegorodskaya, na Rússia, em confronto válido pela última rodada do Grupo E da Copa do Mundo. Os suíços dividem a liderança com a Seleção Brasileira, ambas com quatro pontos, sendo que os canarinhos lideram por terem melhor saldo de gols. O Brasil joga no mesmo horário, na capital Moscou, com a Sérvia, também na briga com três pontos. Os costarriquenhos, na lanterna sem terem pontuado, estão eliminados e apenas cumprem tabela.

Para se classificar a Suíça depende de um simples empate. Caso perca, precisa que o Brasil derrote a Sérvia.

Embalados pelo triunfo de 2 a 1 sobre a Sérvia, os suíços descartaram jogar pela vantagem do empate.

O craque Xherdan Shaqiri não foi punido com suspensão pela comemoração na última partida (Foto: Attila Kisbenedek/AFP)

“Não podemos pensar em jogar pelo empate, ainda mais diante de um adversário que é um franco atirador e que joga sem nenhuma responsabilidade. Portanto, vamos precisar pensar em uma decisão onde a busca pela vitória se torna fundamental, por´pem, sem deixar de lado o regulamento, ou seja, pressionar o tempo todo, mas com a responsabilidade de que não está desesperado”, disse Vladimir Petkovic, treinador da Suíça.

A Suíça conta para este jogo com força máxima, já que o lateral-direito Stephan Lichtsteiner e os meias Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri, que foram julgados por terem comemorado com gestos políticos o triunfo diante da Sérvia, acabaram apenas multados e não suspensos.

Pelo lado da Costa Rica, o clima é o pior possível. O técnico Óscar Ramírez vem sendo muito criticado pela imprensa e ameaçado em redes sociais por torcedores, o que fez alguns jogadores saírem publicamente em defesa da família do treinador, que vem sendo ameaçado.

O treinador tem evitado o contato com a imprensa, mas disse querer fazer a Costa Rica se despedir de maneira digna.

A Costa Rica, do goleiro Keylor Navas, já está eliminada da Copa do Mundo (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

“Lutamos muito pela vitória nos dois jogos. Contra o Brasil, na derrota passada (2 a 0), levamos os gols no fim do jogo e poderíamos ter vencido. Portanto, temos que encerrar de forma digna a nossa competição. É preciso mostrar que a nossa eliminação precoce se deu por conta de algumas situações normais que fazem parte do mundo do futebol, um jogo onde nem sempre se ganha”, explicou Ramírez.

O treinador da Costa Rica não antecipou a escalação que pretende mandar a campo, mas pode fazer algumas mudanças para dar oportunidade a atletas que não foram utilizados ao longo da competição.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

Créditos: Maria-Cecilia Rezende/AFP

FICHA TÉCNICA
SUÍÇA X COSTA RICA

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Nizhegorodskaya (Rússia)
Data: 27 de junho de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 15h(de Brasília)
Árbitro: Clement Turpin (França)
Assistentes: Nicolas Danos (França) e Cyril Gringore (França)

SUÍÇA: Yann Sommer; Stephan Lichtsteiner, Fabian Schär, Manuel Akanji e Ricardo Rodríguez; Valon Behrami, Granit Xhaka, Xherdan Shaqiri, Blerim Dzemaili e Steven Zuber; Mario Gavranovic (Haris Seferovic)
Técnico: Vladimir Petkovic

COSTA RICA: Keylor Navas; Cristian Gamboa, Johnny Acosta, Giancarlo González, Óscar Duarte e Bryan Oviedo; Celso Borges, David Guzmán, Johan Venegas e Bryan Ruiz; Marco Ureña
Técnico: Óscar Ramírez



Emoção não deve faltar em Ekaterimburgo, na Rússia, nesta quarta-feira, às 11h (de Brasília), quando México e Suécia se enfrentam no Estádio Central pela última rodada do Grupo F da Copa do Mundo. As duas seleções lutam pela classificação na chave mais equilibrada da disputa até aqui, com todos os quatro integrantes sonhando com a vaga. Com seis pontos e na liderança isolada, o time mexicano depende de um simples empate. Se perder, aí torce por um tropeço da Alemanha, que tem três pontos e encara a Coréia do Sul, lanterna sem ter pontuado, no mesmo horário.

México pode empatar, mas só pensa na vitória (Foto: Emmanuel DUNAND AND Yuri CORTEZ/AFP)

A Suécia se classifica no caso de um triunfo. Se empatar, torce para a Coréia do Sul superar a Alemanha. A possibilidade de um empate triplo existe e, neste caso, valeria apenas saldo de gols e gols marcados dos confrontos entre os envolvidos na disputa, eliminando os resultados contra o quarto colocado.

Tentando não pensar nesta possibilidade, o colombiano Juan Carlos Osorio pensa apenas em fazer seu México não depender dos outros. “Temos que ir a campo e fazer a nossa parte, pois conseguimos chegar à última rodada dependendo apenas do nosso próprio resultado. Vamos precisar jogar com a mesma intensidade de quem sabe que pode ganhar e enfrentar qualquer adversário em igualdade de condições, apesar de respeitarmos os suecos”, disse Osorio, que no fim de semana viu a sua equipe derrotar a Coréia do Sul por 2 a 1.

Janne Andersson, treinador da Suécia, procurou trabalhar o aspecto psicológico de seus jogadores. Isso porque o grupo ficou abalado após levar nos acréscimos do segundo tempo a virada da Alemanha, que ganhou por 2 a 1. “Vai ser um duelo muito equilibrado, o México tem uma grande equipe e não lidera por acaso um grupo tão equilibrado como o nosso. O importante é meus jogadores olharem para frente e entenderem que temos plenas condições de atingirmos os nossos objetivos”, disse Andersson.

As duas equipes não tiveram as suas escalações reveladas e seus respectivos treinadores fecharam parte das atividades. Porém, deverão manter a base utilizada nos dois primeiros confrontos na chave.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
MÉXICO X SUÉCIA

Local: Estádio Central, em Ekaterimburgo (Rússia)
Data: 27 de junho de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Pablo Belatti (Argentina)

MÉXICO: Guillermo Ochoa, Hugo Ayala, Carlos Salcedo, Héctor Moreno e Jesús Gallardo; Héctor Herrera, Miguel Layún, Andrés Guardado e Carlos Vela; Hirving Lozano e Javier Hernández

Técnico: Juan Carlos Osorio

SUÉCIA: Robin Olsen, Mikael Lustig, Victor Lindelöf, Andreas Granqvist e Ludwig Augustinsson; Viktor Claesson, Sebastian Larsson, Albin Ekdal e Emil Forsberg; Ola Toivonen e Marcus Berg

Técnico: Janne Andersson



Apesar de ser criticado por suas atuações abaixo do esperado na Copa do Mundo, Neymar foi homenageado nesta sexta-feira. O craque da Seleção e do PSG faz parte da letra da música “Jogar para Animar (Joga pro Neymar), lançada nesta sexta-feira nas plataformas digitais.

A canção, interpretada pelo cantor Joey Mattos, foi composta por Jair Oliveira e produzida por Wilson Simoninha, que teve a ideia de criá-la após a vitória do Brasil sobre a Croácia em amistoso no início do mês.

Neymar, craque da Seleção Brasileira, foi homenageado em música (Foto: Christophe Simon/AFP)

“O assunto surgiu em um bate-papo informal durante uma reunião de trabalho em que discutíamos como o Neymar tinha virado o símbolo de um jeito de jogar alegre e porta-voz do espírito brasileiro de superação”, disse Simoninha. “Esperamos que a música possa tocar em festas e boates. Que as pessoas tenham prazer e se divirtam escutando, dançando e interagindo com a canção”.

O compositor, Jair Oliveira, acredita que a música pode fazer sucesso e se colocar entre as mais importantes músicas de Copa do Mundo. “No histórico de edições passadas, há músicas que falam do evento em si e das seleções dos países participantes. Além disso, sempre tem a melodia que homenageia os craques que acabam se destacando e virando porta-vozes dos times, como já tivemos para Romário e Ronaldo”.

Neymar e a Seleção Brasileira voltam a campo nesta quarta-feira, às 15 horas (de Brasília), quando enfrentam a Sérvia em busca de uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo.



Não era superstição. O branco tinha sido tão ingrato com o Brasil em 1950, quando perdeu a final para o Uruguai em casa, que os jogadores se recusavam a vesti-lo novamente. Não queriam e não entrariam em campo com o segundo uniforme. A uma vitória de conquistar seu primeiro Mundial, na Copa do Mundo de 1958, os brasileiros souberam que o rival é quem usaria o tradicional amarelo. Eram os suecos. Em um sorteio pela cor da vestimenta no embate, os anfitriões levaram a melhor. E, se os liderados por Vicente Feola vestissem branco outra vez, tinham certeza de que seriam derrotados.

Depois de cinco partidas usando o amarelo canarinho em uma trajetória sem derrotas até a decisão, era preciso uma outra cor: amarelo não podia pela regra. Branco fora de cogitação, para remediar. Veio, então, o azul. “Foi aí que começou a nossa vitória”, lembra Pepe, jogador da Seleção naquele ano. Era véspera da final. Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação, chegou na concentração dos brasileiros e os avisou que eles não poderiam usar o uniforme número um. Mas a nova escolha veio com otimismo e emocionou até os mais durões dos selecionados.“Vamos jogar com a cor azul, que é a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida. Ela vai nos proteger, vocês podem ter certeza disso”, declarou, também comovido, o comandante. Cerca de 28 anos antes, a Igreja Católica havia proclamado a santinha de barro como Padroeira do País. Ela era muito mais do que um símbolo da fé nacional: era a própria fé dos brasileiros.

Foi aí que começou a nossa vitória

“Nossa Senhora Aparecida vai nos proteger e nós vamos levar essa Copa”, relembra Pepe sobre o momento em que o anúncio da mudança de cor foi feito. “Poxa vida. Isso foi importante. O time era bom e, com essa confiança que o Paulo Machado passou para nós, sabíamos que podíamos ganhar da Suécia. Tínhamos quase a certeza que seríamos campeões”, recorda o senhor, hoje, aos 83 anos, sentado no sofá de sua casa em Santos.

Muito usado antes de a Seleção ser intitulada de “canarinho”, esta seria a primeira vez que o azul seria vestido em uma Copa do Mundo. “Na cidade de Boras, centro têxtil da Suécia, que ficava a 20 km da concentração brasileira, foram encontradas camisas azuis, um pouco mais escuras que o azul-anil da bandeira”, conta Max Gehringer, autor do livro “Almanaque dos Mundiais”.

O problema é que as camisas compradas em Boras não tinham numeração. Era preciso descosturar os escudos da CBD e a numeração das camisetas amarelas para pregá-los nas azuis. O trabalho ficou para o roupeiro da Seleção, Francisco de Assis. “Treze camisas da marca Idrot e mais os números soltos, custou 35 dólares da época”, conta Gehringer.

Guarde e governe 

A fé era parte importante da preparação dos jogadores a cada partida. “Antes dos jogos, eu fazia muitas orações para eu não me machucar”, relembra Pelé, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva. Ele não era o único a pedir intercessão divina pouco antes de entrar nas quatro linhas . “A gente ouvia a preleção e cada jogador fazia sua oração. Quando entrava no campo, a maioria se benzia, ou fazia ‘pelo sinal’, pelo menos”, conta Pepe, que emenda. “Todos rezavam pedindo para que tudo corresse bem e que ninguém se machucasse”. Às 15 horas (no horário local, 11h no Rio de Janeiro) do 29 de junho de 1958, começou a decisão, que tinha ingressos esgotados.

Antes dos jogos eu fazia muitas orações para eu não me machucar

Graças às orações, à sorte ou ao destino, o azul levou a melhor por 5 a 2, com gols de Pelé (dois), Vavá (dois) e Zagallo. A vitória naquele campo pesado e molhado da chuva da noite anterior, entretanto, não valia apenas o jogo. Era o auge dos brasileiros. O lugar mais alto do pódio diante das 52 mil pessoas que lotavam o estádio. Na voz de Arthur Drewy, presidente da Fifa, foi anunciado em inglês: “Neste momento, proclamo campeã mundial de futebol a representação do Brasil”. Foi, então, a primeira vez que um capitão, Bellini, tremendo, beijava a Taça Jules Rimet e a erguia – feito que se repetiria anos a fio.

Belini foi o primeiro a erguer e beijar a Taça (Foto: Acervo/Gazeta Press)

“O Brasil tinha aquele molejo que os outros não tinham. Os suecos eram fortes, marcavam bem, mas não tinham o talento, a categoria, a improvisação do futebol brasileiro”, avalia Pepe. Como nas demais partidas, por estar lesionado, ele acompanhou o triunfo das arquibancadas. “Sempre com uma pontinha de insegurança, mas com 99% de certeza que seríamos campeões e o Brasil estaria em festa”.

A grande lição foi provar que o futebol se ganha dentro do campo

“Era o nosso primeiro título de Copa e jogando com a seleção da casa. Foram muito difíceis os primeiros 20 minutos. Depois passou o nervosismo e a equipe jogou confiante”, destaca Pelé, dono de um gol emocionante no minuto final do embate. Ele ainda marcou outro, aos 10 minutos do segundo tempo, e contou com dois tentos de Vavá e um de Zagallo, para somar os 5 a 2 em cima dos liderados por George Raynor.

“Foi tudo muito emocionante. Foram momentos inesquecíveis que até hoje estão na minha memória. A grande lição foi provar que o futebol se ganha dentro do campo. Como a Seleção Brasileira era muito jovem e desconhecida, não acreditavam no Brasil”, conta Pelé, o mito que nascia, e mal sabia o que esperar quando voltasse para casa.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 5 x 2 SUÉCIA

Local: Solna Fotbolistation, Estocolcomo (Suécia)
Data: 29 de junho de 1958
Horário: 15 horas, na Suécia (11 horas pelo fuso horário do Rio de Janeiro)
Árbitro: Maurice Guingue, da França
Assistentes: Albert Dusch (Alemanha) e Juan Gardeazabal (Espanha)
Gols: BRASIL: Vavá, aos 9 e 32 minutos. Pelé aos 55 e aos 90 e Zagallo, aos 68; SUÉCIA: Nils Liedholm aos 4 minutos e Agne Simonsson, aos 80.

BRASIL: Gilmar; Djalma Santos e Belini; Zito, Orlando e Nilton Santos; Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagalo
Técnico: Vicente Feola

SUÉCIA: Svensson; Begmark e Axbom; Borjesson, Gustavsson e Parling; Liedholm, Hamrin, Fren, Siminsson e Skoglung
Técnico: George Rayno