COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

França e Argentina abriram as oitavas da Copa do Mundo com um dos melhores jogos da torneio até o momento. Num verdadeiro jogaço, os franceses aproveitaram as falhas na defesa e conseguiram derrotar os sul-americanos por 4 a 3 numa ótima atuação na Arena Kazan.

A partida teve um início arrasador e Griezmann abriu o placar cobrando pênalti logo aos 7 minutos. O empate argentino veio com um lindo gol de Di María de fora da área. A albiceleste conseguiu virar logo no segundo minuto do segundo tempo com Mercado. Aos 11 minutos, Pavard acertou um chute espetacular na entrada da área e deu nova igualdade para a partida. A virada francesa veio com dois gols de Mbappé, um aos 18 e outro aos 22 da etapa final. Nos acréscimos Aguero apareceu livre na pequena área e descontou, mas já não deva mais tempo.

O resultado garante os Les Bleus nas quartas de final da competição. A partida está marcada para a próxima sexta-feira, às 11h (de Brasília) no estádio de Novgorod. O adversário francês será decidido ainda nesta sábado, na partida entre Portugal e Uruguai.

O jogo – A partida começou com um ritmo alucinante. A Argentina tentava ficar mais com a bola, porém a França demonstrava uma velocidade impressionante nos contra-ataques. Foi a partir de um contra golpe que a primeira jogada de perigo francesa aconteceu na partida aos 8 minutos. Num lance rápido Mbappé saiu no mano a mano com Mascherano e foi derrubado na entrada da área. Na cobrança, Griezmann acertou um chute forte no travessão.

A França foi deixando claro que os contra golpes puxados na velocidade de Mbappé seria a sua arma nos primeiros minutos. Não demorou muito para que o atacante conseguisse novamente sair no mano a mano com o defensor, desta vez Rojo. O francês passou pelo defensor e ia sair cara a cara com o goleiro, porém foi derrubado dentro da área pelo marcador e o juiz marcou o pênalti. Na cobrança, Griezmann bateu no lado direito e o goleiro caiu para a esquerda, e o placar foi aberto aos 12 minutos.

Cinco minutos mais tarde, Pogba lançou uma linda bola para Mbappé novamente vencer a defesa sul-americana na corrida. O atacante precisou novamente ser derrubado na entrada da área, conseguindo criar três chances de perigo da mesma maneira em menos de 15 minutos. Na cobrança da falta, Pogba chutou forte porém longe do gol.

Após este terceiro lance, a França diminuiu um pouco o seu ritmo dentro de campo, porém a Argentina não conseguia criar uma chance perigosa. Sem conseguir desempenhar muito bem como falso 9, Messi precisou sair da área e buscar o jogo no meio de campo, mas não conseguia criar as jogadas.

No entanto, num lance raro de liberdade na entrada da área, Dí Maria decidiu arriscar aos 40 minutos e acertou um chute lindíssimo no ângulo esquerdo do goleiro Lloris, que nada pôde fazer.

Da mesma forma que a partida começou intensa, o segundo tempo também começou alucinante. Logo aos dois minutos de partida, a Argentina conseguiu uma falta pela ponta esquerda, a bola foi levantada na área e sobrou para Messi dentro da área. O camisa 10 tentou a finalização mas a bola desviou em Mercado e foi para o gol, confirmando a virada  da Argentina.

Após a virada argentina, a França começou a subir a marcação e pressionar o adversário. Aos 10 minutos, a pressão na marcação por pouco não rendeu o gol de empate. Pressionado por Griezmann, o zagueiro Fazio recou mal para o goleiro e por pouco não complicou a vida de Armani.

Aos 12 minutos, Lucas Hernández apareceu livre pela esquerda e cruzou forte. A bola passou por toda a área e sobrou para Pavard na direita, que finalizou bonito de três dedos para igualar novamente a partida.

Cinco minutos mas tarde, a França chegou numa jogada parecida com o gol anterior. Livre pela esquerda, o lateral Hernández cruzou para a entrada da área. A bola foi dominada por Giroud e sobrou para Mbappé. O craque francês fez um lindo corte dentro da área e finalizou firme com o pé esquerdo, confirmando a virada francesa.

A virada francesa mudou a partida novamente. Agora a bola ficava mais nos pés dos argentinos, porém, os contra-ataques franceses se mostraram perigosos. Aos 22 minutos, a bola francesa partiu dos pés do goleiro Lloris e passou por todos meio campistas até chegar em Giroud, o atacante encontrou Mbappé na direita livre. O atacante tirou bem do goleiro e ampliou a vantagem francesa.

Após o quarto gol francês a Argentina se lançou para o ataque e buscou um gol para incendiar a partida de todas as formas. Na melhor chance de todas as criadas, Messi  fez uma bela jogada individual passando por dois marcadores, porém ficou desequilibrado no momento da finalização e o chute saiu fraco.  Nos minutos finais, Messi colocou a bola na área e Agüero cabeceou firme para descontar aos 47 minutos, mas já era tarde para uma reação.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA X ARGENTINA

Local: Arena Kazán, em Kazán (Rússia)
Data: 29 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Assistentes: Reza Sokhandan (Irã) e Mohammed Mansouri (Irã)
Gols: França: Griezmann, de pênalti, aos 12 minutos do primeiro tempo. Pavard aos 11 minutos e Mbappé aos 18 e 22 do segundo tempo; Argentina: Dí Maria, aos 40 minutos do primeiro tempo, Mercado e Agüero aos 2 e aos 47 do segundo tempo
Cartões: Argentina: Mascherano, Tagliafico, Rojo e Banega. França: Pavard e Matuidi

FRANÇA: Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Raphaël Varane, Samuel Umtiti e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Blaise Matuidi (Tolisso) e Paul Pogba; Kylian Mbappé (Thauvin), Antoine Griezmann e Olivier Giroud
Técnico: Didier Deschamps

ARGENTINA: Franco Armani, Gabriel Mercado, Nicolás Otamendi, Marcus Rojo (Fazio) e Nicolás Tagliafico; Javier Mascherano, Enzo Pérez (Agüero), Éver Banega, Lionel Messi e Ángel Di Maria; Cristian Pavón (Meza)
Técnico: Jorge Sampaoli



Danilo está recuperado de lesão no quadril e pode voltar ao time contra o México (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O lateral-direito Danilo está recuperado da lesão sofrida no quadril que o tirou dos dois últimos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Desta maneira, o jogador do Manchester City pode voltar a assumir o setor preenchido por Fagner na próxima segunda-feira, no confronto decisivo com o México, pelas oitavas de final da competição, em Samara.

Fagner foi muito bem contra a Costa Rica e Sérvia, neutralizando as ações ofensivas dos rivais pelo lado esquerdo e apoiando de forma segura o ataque. Com o corte de Daniel Alves, Danilo ganhou a condição de titular do Brasil por conta da lesão do jogador do Corinthians, que se apresentou na Granja Comary ainda em recuperação de um problema no músculo posterior da coxa direita. Agora com os dois em plena forma, Tite terá a difícil missão de definir seu lateral-direito para a partida contra o México.

Enquanto Danilo já está livre de qualquer incômodo e foi liberado pelo departamento médico, o lateral-esquerdo Marcelo ainda é dúvida. Embora o problema do camisa 12 seja muito menos complicado e não preocupe a comissão técnica, ainda há dúvidas em relação ao seu estado clínico. Caso não jogue contra o México por conta do espasmo muscular na região da coluna, o jogador do Real Madrid provavelmente volta ao time em caso de classificação para as quartas de final.

Filipe Luís, que substituiu Marcelo logo aos dez minutos de jogo na última quarta-feira, teve atuação segura e foi bastante elogiado pela crítica. Ciente de que o nível na lateral esquerda será mantido mesmo com a ausência de seu titular, o técnico Tite pode optar por não correr riscos e poupar o madridista em Samara.

Quem realmente não terá condições de jogo é Douglas Costa. O atacante, que lesionou o músculo posterior da coxa direita no confronto com a Costa Rica, vem trabalhando à parte e mostrando boa evolução, porém, não será relacionado por Tite. Ainda assim, ele viajará com o restante da delegação para Samara e continuará o tratamento com a fisioterapia.



(Foto: Reprodução)

A Seleção Brasileira definiu neste sábado o uniforme que será usado na partida decisiva da próxima segunda-feira, contra o México, em Samara, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Os comandados do técnico Tite entrarão em campo com camisa amarela, calção azul e meiões brancos.

Já os goleiros Alisson, Ederson e Cássio vestirão camisa, calção e meiões pretos, ao contrário do uniforme que vinha sendo usado na primeira fase, predominantemente verde.

O México, por sua vez, também entrará em campo com seu uniforme principal. O rival da Seleção Brasileira contará com camisa verde, calção branco e meiões vermelhos. Os goleiros mexicanos vestirão laranja.




Mesut Özil no desembarque da seleção alemã em Frankfurt após a eliminação na Copa do Mundo (Foto: Daniel ROLAND/AFP)

Um dos jogadores mais criticados durante a campanha da seleção alemã na Copa do Mundo, Mesut Özil se manifestou pela primeira vez após a surpreendente eliminação do seu país na primeira fase do torneio. Através de suas redes sociais, o jogador do Arsenal demonstrou sua decepção pelos resultados muito aquém do esperado.

“Ter que sair da Copa do Mundo depois da fase de grupos dói muito. Nós simplesmente não fomos bons o suficiente. Vou precisar de algum tempo para superar isso”, escreveu Özil.

Vestindo a camisa 10 da Alemanha neste ano, o meio-campista era uma das grandes esperanças da seleção em 2018. Campeão mundial há quatro anos, no Brasil, Özil, no entanto, não conseguiu repetir as boas atuações e teve de lidar com muitas críticas vindas até mesmo de outros nomes importantes da história do futebol germânico.

Lothar Matthäus, campeão mundial com a Alemanha em 1990, na Copa do Mundo da Itália, chegou a escrever que Mesut Özil parecia jogar sem paixão em sua coluna no jornal Bild, um dos principais de seu país.

Antes mesmo de a bola rolar na Copa do Mundo, Özil já vinha sendo criticado por muitos do seu país. O meia, filho de pais turcos, posou para uma foto ao lado do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que estava em campanha eleitoral para se manter no cargo que ocupa há 15 anos. O político não possui uma relação diplomática amigável com a Alemanha pelo fato de governar o país euroasiático de maneira bastante repressiva, chegando a prender seus opositores.

A foto rapidamente gerou um forte debate na Alemanha sobre os imigrantes que vivem no país. Após a derrota para a Coreia do Sul, o preparador de goleiros da seleção alemã, Andres Köpke, revelou que Özil foi insultado por um torcedor na saída do gramado.




Sardar Azmoun defendendo a seleção do Irã na Copa do Mundo (Foto: FILIPPO MONTEFORTE / AFP)

Um dos destaques do time do Irã, o atacante Sardar Azmoun viveu momentos de altos e baixos nesta Copa do Mundo. Após ter participado do lance que originou o pênalti contra Portugal e quase ter levado seu país para uma classificação histórica para as oitavas de final, o atleta de apenas 23 anos anunciou que se aposentou da seleção nacional devido aos insultos que recebeu após a eliminação no Mundial da Rússia.

“Minha mãe havia superado uma doença grave, e eu estava feliz com isso. Infelizmente, por causa da falta de gentileza de algumas pessoas e dos insultos a minha pessoa e aos meus companheiros, de uma maneira como não merecíamos, a doença dela se intensificou. Isso me deixou em uma posição extremamente difícil, em que preciso escolher uma coisa ou outra. Eu escolho a minha mãe”, afirmou o jogador em uma postagem na sua conta oficial do Instagram.

As críticas e insultos aconteceram muito pela expectativa que os torcedores iranianos tiveram no jogador, que não marcou nenhum gol nesta Copa do Mundo. Na sua curta carreira, Azmoun tem passagem mais significante em equipes do futebol russo,como o Rostov (2015 e 2016) e o Rubin Kazan (2013 a 2015 e de 2017 até os dias atuais)

A insatisfação do atleta ganha ainda mais força se levar em conta que, mesmo com a eliminação na primeira fase, essa foi a melhor campanha da história do Irã em Copas do Mundo.A equipe terminou o grupo B em terceiro lugar no atrás de Espanha e Portugal, ficando apenas a um gol de eliminar os atuais campeões da Eurocopa. Além disso, para muitos torcedores e veículos esportivos, o time asiático e o Marrocos mal conseguiriam pontuar em uma das chaves mais fortes do Mundial.

 



Adversária do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo a seleção mexicana pode estar enfrentando um problema em sua preparação para a partida. Segundo a publicação do jornal mexicano El Universal, o elenco mexicano vem enfrentando uma “epidemia de gripe” que vem se espalhando pelo grupo desde a segunda rodada.

O fato que chamou a atenção do jornal foi a situação do treinador Juan Carlos Osório durante a partida diante da Suécia. O treinador foi visto por várias vezes passando um pano no nariz, fato que se repetiu na coletiva de imprensa após a partida.

Jornal afirma que elenco mexicano vive um problema com gripe (Foto: Anne-Christine POUJOULAT / AFP)

Segundo a publicação mexicana, o problema começou antes da partida contra a Coréia do Sul, quando a equipe viajou para Rostov onde a temperatura esteve bastante elevada. O jornal sugere que o forte ar condicionado utilizado pelos jogadores afetou alguns atletas. Posteriormente, a gripe começou a se espalhar pelo elenco atingindo uma boa parcela de jogadores.

Curada ou não a seleção tem trabalhado forte para enfrentar o Brasil na próxima segunda-feira em duelo válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo.  A partida acontece às 11h (de Brasília), em Samara.



O México garantiu vaga para a Copa do Mundo como o primeiro colocado das Eliminatórias da América Central e do Norte. Porém, em meio a competição continental, a seleção teve resultados vexatórios, como a derrota de 7 a 0 diante do Chile na Copa América do Centenário em 2016. Além disso, as atuações fracas contra países sem tradição no futebol fizeram com que os torcedores pedissem a saída do treinador no duelo contra a Escócia, a duas semanas da Copa do Mundo em um Estádio Azteca com mais de 70 mil torcedores.

A Federação de Futebol Mexicana não cedeu à pressão popular e bancou o técnico no Mundial. O triunfo para cima da Alemanha na estreia e a vitória segura contra a Coreia do Sul resgataram as esperanças da torcida, além de amenizar o clima para Osorio. Porém, a derrota por 3 a 0 para os suecos lembrou outros vexames pré-Copa, e quase tirou a seleção do torneio. Por sorte, a Alemanha perdeu para a Coreia do Sul e os tricolores asseguraram ao menos o segundo lugar do Grupo F. Nas oitavas de final, um algoz em Mundiais, o Brasil de Tite, velho conhecido de Osorio.

Além de trazer lembranças nada agradáveis à tona, a derrota para a Suécia mostrou um problema da gestão de Osorio, a instabilidade defensiva. A seleção mexicana alterna entre atuações defensivas seguras, como na estreia da Copa, e desempenhos fracos, como a goleada sofrida contra a mesma Alemanha na Copa das Confederações de 2017. Para piorar a situação, o treinador colombiano perdeu o zagueiro Néstor Araujo, cortado da Copa por lesão, e Héctor Moreno, principal defensor da equipe que recebeu o segundo amarelo na última partida primeira fase e não será opção para o jogo contra a Seleção Brasileira.

(Foto: Thomas Saint-Cricq, Paz Pizarro, Maria-Cecilia Rezende / AFP)

Com isso, Hugo Ayala deve assumir a vaga de titular no miolo de zaga ao lado de Carlos Salcedo. As laterais, por sua vez, ficam por conta de duas improvisações. O zagueiro Edson Álvarez atua na direita, enquanto o ponta Jesús Gallardo joga na esquerda. Como não são jogadores da posição, os flancos do campo podem ser boas alternativas para Neymar e companhia criarem boas tramas. Héctor Herrera e Andrés Guardado, veteranos em Copas, formam uma dupla de volantes de bom passe, mas de pouca pegada. Aliás, a experiência no torneio é um dos trunfos do México, uma vez que 15 dos 23 convocados já defenderam o país na competição.

Se a defesa é um problema para Osorio, o ataque é um alivio. Após fazer grande temporada pelo PSV da Holanda, Hirving Lozano chegou à Copa do Mundo como principal esperança dos mexicanos, e correspondeu. “Chucky” Lozano, como é conhecido pelos torcedores, é muito perigoso na puxada de contra-ataques, tanto é que marcou o gol da vitória diante da Alemanha e deu a assistência para o tento de Chicharito Hernández contra a Coreia do Sul em jogadas desse gênero.

O México se classificou para as oitavas com o segundo lugar do Grupo F (Foto: Hector Retamail/AFP)

Visando potencializar os contragolpes, Osorio adotou uma postura inusitada nas bolas paradas defensivas. O México se defende com apenas sete jogadores em escanteios e faltas laterais, deixando Lozano, Chicharito e Layún na linha de meio-campo para puxar o contra-ataque. Foi dessa maneira que a equipe construiu a jogada que culminou no gol contra os alemães. Porém, os mexicanos também sabem chegar em tramas trabalhadas, inclusive, tiveram 85% de acerto, em média, nos passes durante a primeira fase.

Osorio tem estratégias diferentes para cada partida e, por isso, muda boa parte da escalação entre os jogos. Essa atitude tira o entrosamento do time, porém, deixa uma incógnita na cabeça do treinador adversário, uma vez que nunca terá total certeza da postura que será adotada pelo México. Agora, mais do que nunca, os tricolores terão que confiar na imprevisibilidade do colombiano para espantar o fantasma das oitavas de final, já que foram eliminados das últimas seis Copas do Mundo nessa fase, onde enfrentarão o Brasil nesta segunda feira, em Samara, às 11h (de Brasília), pela atual edição do torneio.



França chega forte com nova geração (Foto: Anne-Christine/AFP)

As oitavas de final da Copa do Mundo serão abertas neste sábado e já com um clássico entre campeãs. A Argentina, vitoriosa em 1978 e em 1986, desafia a França, campeã em 1998, na Arena Kazán, em Kazán, na Rússia, em choque programado para às 11h (de Brasília). As duas equipes, porém, chegam vivendo momentos distintos. Os franceses se classificaram em primeiro lugar no Grupo C, por antecipação, e são apontados por muitos como o melhor futebol do torneio até aqui. Já os sul-americanos sofreram até os últimos minutos, batendo a Nigéria por 2 a 1 e ficando na segunda posição do Grupo D.

Jorge Sampaoli, comandante da Argentina, sabe que sua equipe é inferior aos franceses do aspecto tático e também no conjunto. Por isso, mais uma vez apela para a tradicional garra platina na luta pela vitória. “Vamos precisanos jogar com garra e rebeldia, como fizemos contra a Nigéria. Isso porque teremos pela frente um time que joga junto há muito mais tempo que o nosso e que chegou pronto para a Copa do Mundo no quesito entrosamento. Vai ser um duelo muito complicado. Temos mais cinco finais, a próxima contra um grande candidato. Teremos que ser muito regulares para superarmos a França, num jogo muito difícil”, analisou Sampaoli.

Para avançar a Argentina conta principalmente com o craque Lionel Messi, que melhorou consideravelmente seu desempenho diante da Nigéria, inclusive marcando um gol. Ele é motivo de preocupação entre os franceses, porém, o técnico Didier Deschamps alerta que o astro do Barcelona não é o único perigo no time argentino. Ele tomou muito cuidado ao comentar sobre este tema na entrevista coletiva concedida na véspera do duelo.

“O Messi é um jogador único, incomparável, com grande capacidade de decidir a partida em frações de segundos. A minha expectativa é que a França tenha encontrado a melhor maneira de neutralizá-lo. Mas é importante, para termos sucesso, lembrarmos que a Argentina não gira apenas em torno de Messi. Nós estamos preparados para uma grande partida, para uma grande decisão”, disse Deschamps.

A França conta neste jogo com todos os seus titulares, uma vez que o lateral-esquerdo Lucas Hernández, que chegou a ser dúvida por apresentar um quadro de fortes dores musculares na coxa direita, foi liberado e estará em ação.

Messi é trunfo para Argentina (Foto: JUAN MABROMATA/AFP)

Pelo lado da Argentina, Sampaoli tentou confundir os franceses no último treino antes do jogo, quando simulou a entrada de Cristian Pavón no ataque, no posto do artilheiro Gonzalo Higuaín. Porém, a medida é apenas um teste para o segundo tempo, caso a Argentina precise impor velocidade em campo. A formação que começará a partida será a mesma utilizada desde o início contra os nigerianos.

França e Argentina se enfrentaram apenas duas vezes na história das Copas do Mundo. Logo na primeira edição, em 1930, no Uruguai, os sul-americanos ganharam por 1 a 0. Um novo triunfo platino foi visto em 1978, quando os anfitriões bateram os europeus por 2 a 1.

Caso a partida termine empatada após noventa minutos, acontecerá uma prorrogação de trinta minutos. Persistindo a igualdade no tempo extra, o classificado será conhecido apenas na disputa de pênaltis.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA X ARGENTINA

Local: Arena Kazán, em Kazán (Rússia)
Data: 29 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Assistentes: Reza Sokhandan (Irã) e Mohammed Mansouri (Irã)

FRANÇA: Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Raphaël Varane, Samuel Umtiti e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Blaise Matuidi e Paul Pogba; Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud
Técnico: Didier Deschamps

ARGENTINA: Franco Armani, Gabriel Mercado, Nicolás Otamendi, Marcus Rojo e Nicolás Tagliafico; Javier Mascherano, Enzo Pérez, Éver Banega, Lionel Messi e Ángel Di Maria; Gonzalo Higuaín
Técnico: Jorge Sampaoli