Nesta sexta-feira, Gianni Infantino, presidente da Fifa, recebeu críticas contundentes do diretor de operações da organização, Kevin Lamour, após os planos de vender competições oficiais como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes para a iniciativa privada. O executivo da instituição acusou o presidente de enganar seus funcionários e ainda não descartou sua demissão do cargo.
A forte declaração, divulgada pela agência Associated Press, vem a público logo após Carlos Codeiro, um dos principais assessores de Infantino, anunciar sua renúncia em protesto contra os planos do suíço. Além disso, as intenções da Fifa também foram recebidas com desprezos por outras entidades, como a Uefa, que ameaça um boicote aos torneios futuros caso a venda aconteça.
“É um projeto de uma só pessoa”, disse Lamour. “Este projeto não só não deve prosseguir, como chegou a hora de os líderes políticos do futebol se questionarem corretamente e tomarem as decisões certas.”
O executivo da Fifa não seguiu os mesmos passos de Carlos Cordeiro, mas reconheceu no comunicado que pode perder o cargo diante da exposição do cenário controverso dentro da federação.
"Se isso significar que perco meu emprego, que assim seja. Compreenderei e respeitarei essa decisão. Pelo menos dormirei bem esta noite. Não posso ficar de braços cruzados enquanto a FIFA considera vender uma participação na Copa do Mundo”, disse.
“Para que fique bem claro, não tive qualquer envolvimento nesta proposta e oponho-me a ela de forma inequívoca”, completou.
Veja também:
Todas as notícias da Gazeta Esportiva
Canal da Gazeta Esportiva no YouTube
Siga a Gazeta Esportiva no Instagram
Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp