COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Treinador campeão do mundo quer algum de seus comandados com o prêmio (Foto: Alexander Nemenov/AFP)

Didier Deschamps, técnico campeão da Copa do Mundo com a França, deu entrevista ao jornal francês L’Equipe neste sábado, e disse que espera que algum de seus comandados seja coroado pelo título mundial. Para o treinador, o mais justo seria que a Fifa desse a bola de ouro (hoje oficialmente nomeada como prêmio “The Best”) a algum atleta francês.

Deschamps crê que Cristiano Ronaldo e Messi, que desde 2008 monopolizam o título, seguem no páreo, mas quer que, assim como em 2006, quando Cannavaro levou o prêmio, o melhor do mundo seja alguém que tenha sido campeão da Copa.

“Espero que um jogador francês ganhe a bola de ouro. Há dois candidatos que ainda estão no páreo, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, por tudo aquilo que representam no mundo…Prefiro que seja um jogador francês por ser ano de Copa e por terem sido campeões do mundo”, disse.

Além disso, mesmo após Neymar ter apresentado atuações muito abaixo do esperado durante a Copa do Mundo, o treinador acredita que o brasileiro segue na disputa.

“Também tem o Neymar, apesar de partir um pouco atrás. Mas Griezmann é um potencial candidato. Seria algo de muito bom, ele merece. Kylian (Mbappé) tem apenas 19 anos, mas alguns dirão que já é tempo de ganhar. Ser tão importante e eficaz nesta idade é algo de anormal. Depois há também o Paul (Pogba). Com a Copa do Mundo que ele fez…”, completou.



Jogador de 19 anos marcou quatro gols e foi eleito a revelação do torneio (Foto: Jewel Samad/AFP)

Kylian Mbappé foi, sem dúvidas, uma das principais peças da campanha francesa que terminou com o título da Copa do Mundo de 2018. Com apenas 19 anos, o jogador anotou quatro gols durante o torneio, um deles na vitória por 4 a 2 sobre a Croácia na final, e levou o prêmio de revelação do Mundial. O ótimo desempenho fez com que o treinador da equipe, Didier Deschamps, não economizasse nos elogios ao camisa 10.

Deschamps integrava a equipe francesa que, em 1998, venceu a primeira Copa do Mundo do país, e dividia o vestiário com duas das principais promessas da época: Trezeguet e Thierry Henry, que com 20 anos de idade, ainda não eram protagonistas da equipe.

“Eu joguei com jogadores muito bons, e também treinei jogadores muito bons…Em 1998, Trezeguet e Henry tinham a idade de Mbappé, mas não tiveram o mesmo papel. Kylian já está maduro. Ele sabe que faz coisas que os outros não fazem…Em termos de idade, com o que ele faz agora e com o que deve fazer no futuro, eu sempre digo: Estou muito feliz que ele seja francês”, declarou.

Além disso, o treinador fez questão de exaltar que Mbappé o impressiona também por questões que vão além do talento que o atacante demonstra dentro de campo.

“Não é apenas a qualidade. Ele é inteligente, ele escuta. Eu também estou lá para dizer em quais quesitos ele não está bem, mesmo que isso represente apenas cinco por cento do seu jogo, e ele escuta e corrige”, completou.

 



Mbappé foi eleito o melhor jogador da jovem da Copa (Foto: Franck Fife/AFP)

Eleito melhor jogador jovem da Copa do Mundo e um dos grandes destaques da competição, Kylian Mbappé parece ter entrado em campo na reta final do Mundial longe de suas melhores condições físicas. Segundo o jornal francês L’Equipe, o atacante teria jogado a semifinal e a final do torneio com uma lesão nas vértebras.

De acordo com a publicação, o jovem de 19 anos teria se machucado no dia anterior ao confronto contra a Bélgica, quando levantou da cama e fez um movimento em falso, sentindo uma forte dor nas costas e caindo de volta na cama.

Após o ocorrido, Mbappé foi submetido a exames, que detectaram uma lesão nas vértebras. Ele chegou a ficar de fora de treinamentos e iniciou logo o tratamento. Seu corte do torneio não foi considerado e a notícia foi mantida em segredo.

A lesão, porém, não pareceu atrapalhar o atacante do Paris Saint-Germain. Ele não balançou as redes, mas fez bom jogo contra a Bélgica e na grande final, marcou um dos gols da vitória francesa sobre a Croácia por 4 a 2.



Depois da campanha decepcionante na Copa do Mundo, o técnico Fernando Hierro não continua mais no comando da Espanha. Para o lugar do ex-zagueiro, a direção da Fúria contratou Luis Enrique, ex-Barcelona. Um dos treinadores mais badalados do mundo, Pep Guardiola, deu sua opinião sobre a escolha da equipe espanhol.

“É uma decisão excepcional para o futebol espanhol. Além de ser meu amigo, já demonstrou sua qualidade no Barcelona, onde ganhou uma quantidade de títulos com um futebol fabuloso. É uma grande decisão para todas as partes e para ele e seleção, eu desejo tudo de melhor”, afirmou o espanhol.

A declaração foi dada nos Estados Unidos, onde o Manchester City faz pré-temporada e se prepara para a temporada 2018-2019. Guardiola e Luis Enrique atuaram juntos no Barça nos anos 90. O contrato do atual treinador com a Espanha é válido por dois anos, até o final da Eurocopa de 2020.

Luis Enrique começou a carreira como treinador em 2008, no Barcelona B. Depois passou pela Roma e Celta antes de assumir o time principal do Barça. No clube catalão, conquistou o Triplete (Campeonato Espanhol, Copa do Rei e Liga dos Campeões) em 2015.

Guardiola aprovou o novo técnico da Espanha (Foto: Oli Scarff/AFP)


Um dos nomes de maiores destaques na campanha croata na Copa do Mundo nem entrou em campo na Rússia. O atacante Nikola Kalinic foi cortado da seleção, que chegou na decisão do torneio, ainda na fase de grupos, após se recusar a entrar em campo nos minutos finais da partida de estreia de seu país, diante da Nigéria.

Após todo esse imbróglio, existia a expectativa para saber se o jogador receberia ou não a medalha de prata pela sua participação na campanha croata. Nesta sexta-feira esta questão foi revelada pelo jornal croata Sportske Novosti, que garantiu que o centroavante recusou o objeto.

Kalinic recusou a medalha após se negar a entrar em campo na estreia da competição (Foto: AFP)

Ainda segundo a publicação, a resposta do atleta para a Federação de seu país foi: “Obrigado pela medalha mas eu não joguei na Rússia”, garante a publicação. Vale lembrar que o jogador alegou um problema nas costas para não entrar em campo nos acréscimos daquela partida.

Passada toda a polêmica, o atacante pensa agora no seu futuro. Pertencente ao Milan, o jogador de 30 anos deve ser oficializado como reforço do Atlético de Madrid em breve. A negociação prevê um acordo por empréstimo de uma temporada, com o valor de 2 milhões de euros (cerca de R$ 9 milhões), com uma cláusula de compra obrigatória na próxima janela, fixada em 18 milhões de euros (aproximadamente R$ 80 milhões).



Guardiola viu o lado positivo da ausência de Sané na Copa do Mundo (Foto: AFP)

A maior polêmica da convocação de Joachim Löw, treinador da Alemanha, para a Copa do Mundo foi a ausência do jovem Leroy Sané, peça fundamental do Manchester City de Pep Guardiola na conquista do Campeonato Inglês e da Copa da Liga Inglesa da última temporada.

Para o técnico espanhol, o atacante precisa superar o baque e pensar na longa trajetória que ainda pode ter na seleção alemã. No entanto, a ausência no Mundial pode ajudar o garoto de 22 anos a crescer ainda mais como jogador, segundo Guardiola.

“O Leroy (Sané) tem de superar isso e aceitar a decisão, que poderá torná-lo um jogador melhor e mais forte. É muito jovem, daqui a dois anos tem a Eurocopa e daqui a quatro há outra Copa do Mundo. Este assunto faz parte do passado e o treinador alemão escolhe aquilo que acha melhor. Tem de manter o nível que mostrou o ano passado e estamos muito contentes por contarmos com ele”, disse o treinador do City.

Sem Sané, a Alemanha teve sua pior campanha em Copas. Na Rússia, a campeã mundial de 2014 perdeu a estreia contra o México, venceu a Suécia com um gol no último minuto e, quando dependia só de si para garantir a classificação, voltou a ser derrotada pela Coreia do Sul e amargou a eliminação na fase de grupos.



França venceu a Croácia por 4 a 2 na grande decisão da Copa do Mundo (Foto: Franck Fife/AFP)

De acordo com um levantamento realizado pela Sports Value, empresa de marketing esportivo, a conquista da Copa do Mundo de 2018 por parte da França trará diversos benefícios ao futebol disputado localmente. O título foi o segundo dos europeus, que já haviam vencido o Mundial em 1998.

As redes sociais sofrerão o primeiro impacto, mais imediato. A FFF, federação francesa de futebol, já conta com mais de 13 milhões de seguidores pela internet e é uma das organizações esportivas mais acompanhadas pelos usuários. A tendência é de aumento em tal número.

Veja também: Pelé parabeniza Mbappé por gol na decisão: “Bem-vindo ao clube”

A conquista também irá impactar os negócios da seleção francesa, que já giram ao redor do valor de 156 milhões de euros anuais. A principal fonte de receita, o faturamento com patrocinadores, aumentará. O valor prévio era de 87,5 milhões de euros.

Além disso, a liga francesa. quinta força no futebol europeu, passará por um processo de valorização natural. Os fatores incluem uma maior empolgação do torcedores, interesse de patrocinadoras e aumento na projeção global da competição, que ampliarão os ganhos da disputa.

Por fim, a Sports Value apontou outros fatores que evidenciarão tal impacto positivo do bicampeonato ao futebol francês. São eles: crescimento de todo o mercado interno de negociações e a valorização dos jogadores da seleção campeã.



Uma das grandes decepções da Copa do Mundo da Rússia foi a Polônia. Como cabeça de chave, a seleção liderada por Robert Lewandowski despontou como a principal força do Grupo H, com Colômbia, Senegal e Japão. No entanto, a campanha foi ruim, e a equipe acabou eliminada na primeira fase.

Lewandowski, por sinal, em entrevista ao diário polonês Przeglad Sporttowy confessou o abatimento com a campanha ruim da seleção, e que ficou algumas noites sem conseguir dormir.

“Eu sou apenas um ser humano, não uma máquina. Eu cometi erros. A realidade foi completamente diferente dos meus sonhos. Meu coração doeu. Fiquei muitas noites sem dormir, pensando no que deu errado”, relatou o atacante.

Lewandowski mostrou-se abalado depois de eliminação precoce da Polônia (Foto: Roman Kruchinin/AFP)

O centroavante do Bayern de Munique não balançou as redes sequer uma vez no Mundial, e acabou sendo inofensivo em praticamente toda a competição. Nas Eliminatórias, em compensação, foi peça fundamental para conduzir o país à Rússia, anotando 16 gols. Além disso, vem sendo constantemente especulado em outras equipes do Velho Continente. Manchester United e Real Madrid são os principais times a tirá-lo dos Bávaros.

Na Copa, a Polônia perdeu duas vezes, para Senegal e Colômbia. Na última e terceira rodada dos grupos venceu o Japão, por 1 a 0. Porém, o resultado de nada adiantou, pois, o time já estava eliminado.



Christian Cueva foi alvo de ofensas por parte de um torcedor peruano enquanto embarcava rumo à Rússia, país onde jogará a partir deste segundo semestre. O meia peruano atendeu foi chamado de cag… por um fã que havia pedido para que ele gravasse um vídeo destinado a um irmão.

O motivo do xingamento foi o pênalti desperdiçado na Copa do Mundo, na primeira rodada da fase de grupos, contra a Dinamarca. Cueva teve a oportunidade de abrir o placar para o Peru, porém, mandou por cima do gol. Posteriormente, os dinamarqueses conseguiram balançar as redes e saíram de campo com o triunfo por 1 a 0.

Por meio de suas redes sociais, Cueva condenou o ato do torcedor e assegurou seu comprometimento com a seleção de seu país durante o torneio. Ele também aproveitou para agradecer pelas mensagens de apoio que recebeu após a veiculação do vídeo.

O pênalti perdido por Cueva foi considerado elementar para a eliminação da seleção peruana ainda na primeira fase do Mundial. Embora o time sul-americano tenha jogado melhor que a Dinamarca, foram os europeus que avançaram para o mata-mata do torneio.

Agora, Cueva tentará dar a volta por cima justamente no país em que acabou queimado. O meia foi comprado pelo Krasnodar por R$ 36 milhões. O São Paulo, que já planejava se livrar do jogador após a Copa do Mundo, pode receber um valor ainda maior caso seu ex-atleta cumpra algumas metas com o novo clube.

Confira o comunicado de Cueva na íntegra:

O futebol é uma das manifestações esportivas que mais têm unido o povo peruano e o sentimento de amor pela camiseta branca e vermelha que nos acompanhou ao longo das Eliminatórias e do Mundial da Rússia 2018 não será manchado por manifestações de ódio e ressentimento.

Cada um dos convocados se esforçou completamente, deu a alma e a vida no campo para alcançar a tão esperada classificação depois de longos 36 anos e poder representar com entrega todos os peruanos.

Lamento profundamente a agressão verbal que sofri por uma pessoa que, aproveitando-se da minha boa fé e disposição para com todos os torcedores, preferiu palavras impronunciáveis em um vídeo. Esse ato fere não só a dignidade da minha família, mas também do time e de todos os peruanos que foram um só neste Mundial.

Agradeço pelas demonstrações de solidariedade a mim e à minha família. Os convido a não se deixarem envenenar por essas expressões de rancor que causam danos ao país. Devemos estar por cima destas manifestações deploráveis de agressão verbal e dizer juntos “não à violência em todas as suas formas”. Que sigamos preservando esse sentimento de unidade nacional que nos acompanhou durante a campanha no Mundial.



Hernan Gómez dirigiu o Panamá em seu primeiro Mundial (Foto: Filippo Monteforte/AFP)

Hernán Gómez não é mais técnico da seleção panamenha de futebol. Nesta terça-feira, o treinador escreveu uma carta destinada a todos os torcedores do país informando o fim de seu ciclo à frente da equipe e agradecendo profundamente pela oportunidade de levar a equipe à sua primeira Copa do Mundo.

Gómez assumiu o Panamá em fevereiro de 2014. Fora do Mundial realizado no Brasil, o país focou no ciclo seguinte e surpreendentemente acabou se classificado à Copa do Mundo de 2018, na Rússia, deixando gigantes das Eliminatórias que disputa de fora da maior competição de futebol do planeta, como os EUA.

“Rússia 2018 foi o início. Cumpri minha promessa de levar o Panamá ao seu primeiro Mundial de futebol e isso ficará no meu coração e no coração de todos os panamenhos, porque esse time jovem, jovem na vida futebolística, começará agora sua história, uma história em que eu dei o primeiro empurrão”, escreveu o agora ex-treinador da seleção panamenha.

Na Copa do Mundo, o Panamá acabou caindo no Grupo G, que também contava com Inglaterra, Bélgica e Tunísia. Na estreia, a seleção centro-americana foi derrotada pelos pelos belgas por 3 a 0. Depois, foi goleada pelos ingleses por 6 a 1. Já na última rodada teve de lidar com mais um revés, desta vez para os tunisianos, por 2 a 1, mas ao menos conseguiu marcar seu primeiro gol em Mundiais.

“Sinto que esse é o começo de uma nova era futebolística no país, com a formação de gerações desde a semente, através de programas sérios que despertem o amor e a paixão que deve crescer neste solo”, prosseguiu Hernán Gómez.