A Copa do Mundo de 2026 se aproxima de seu apito inicial com a atenção dividida entre a recuperação de estrelas como Lionel Messi, Lamine Yamal e Neymar e os protestos dos professores mexicanos, que ameaçam prejudicar a cerimônia de abertura de quinta-feira.
A três dias de a bola rolar na Cidade do México, as águas ainda não se acalmaram para uma Copa do Mundo abalada por problemas geopolíticos, críticas aos altos preços dos ingressos e à política antimigração de Donald Trump, entre outros fatores.
A mais recente frente de turbulência está relacionada aos protestos de professores na capital mexicana, uma das sedes do torneio ao lado dos Estados Unidos e do Canadá.
Desde a semana passada, um grupo dissidente do sindicato da educação realizou bloqueios de ruas e chegou a derrubar estátuas alusivas a jogadores de futebol em meio a reivindicações por melhores condições de trabalho.
"Vamos garantir (...) que a celebração da abertura da Copa do Mundo aconteça de forma tranquila, pacífica e segura", afirmou nesta segunda-feira a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.
O México já havia vivido outros dias turbulentos em fevereiro, quando seu Exército matou o maior traficante do país, o que desencadeou uma violenta retaliação do narcotráfico.
Além dos protestos, o país assumiu desde domingo a hospedagem da seleção do Irã em Tijuana. A cidade fronteiriça tornou-se o plano B do Team Melli após desistir de estabelecer sua base em Tucson, nos Estados Unidos, país que o atacou junto com Israel em 28 de fevereiro.
O ataque desencadeou uma guerra no Oriente Médio que colocou em dúvida a participação da seleção iraniana na Copa do Mundo de 2026 na América do Norte. O Irã disputará suas três partidas da primeira fase em território americano.
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Messi, o mais adiantado
À situação no México somou-se nesta segunda-feira a exclusão do torneio do premiado árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que teve sua entrada nos Estados Unidos negada, segundo a Fifa.
Não foi esclarecido o motivo da recusa, mas a Somália figura entre os países afetados pelas restrições de viagem impostas pelo governo Trump.
No aspecto esportivo, tampouco reina a tranquilidade a três dias de o primeiro Mundial com 48 seleções e três países-sede ser inaugurado no emblemático Estádio Azteca, com o jogo de abertura entre México e África do Sul.
Messi, Yamal e Neymar, três dos maiores nomes do futebol mundial, sofreram problemas físicos na reta final da temporada, o que colocou em dúvida suas participações quando Argentina, Espanha e Brasil iniciarem a disputa por uma nova Copa do Mundo.
O mais recente capitão a erguer o cobiçado troféu parece ser o mais adiantado em seu processo de recuperação para disputar seu sexto e provavelmente último Mundial.
Messi, de 38 anos, treina desde a semana passada com os atuais campeões mundiais e, no sábado, inclusive ficou no banco na vitória por 2 a 0 sobre Honduras, no Texas, no penúltimo amistoso da Albiceleste antes da estreia contra a Argélia, em 16 de junho.
Os comandados de Lionel Scaloni terão seu último amistoso na terça-feira contra a Islândia, em Auburn, no estado do Alabama, onde se espera que o camisa 10 tenha alguns minutos em campo para chegar em boas condições à defesa do título, após sofrer uma sobrecarga no músculo posterior da coxa esquerda desde o fim de maio.
"Não estamos cem por cento com muitos jogadores. Temos mais uma partida para tirar conclusões", afirmou Scaloni após derrotar os centro-americanos.
Neymar, em "boa evolução"
Frequentador assíduo dos departamentos médicos nos últimos anos, Neymar recebeu nesta segunda-feira um prognóstico animador para uma Seleção que terá Carlo Ancelotti como técnico em sua estreia em Copas do Mundo, em um difícil duelo contra Marrocos no sábado, no MetLife Stadium, palco da final de 19 de julho.
A CBF informou que, após realizar uma ressonância magnética, o astro brasileiro apresenta uma "boa evolução" de sua lesão na panturrilha direita, que o impede de jogar desde 17 de maio.
No entanto, a previsão é de que Ney esteja apto apenas para a segunda partida da Seleção Brasileira na fase de grupos, contra o Haiti, em 19 de junho.
Lamine Yamal vive situação semelhante. A estrela do Barcelona se recupera de uma lesão muscular na parte posterior da coxa esquerda sofrida em abril e não participará do último amistoso da Espanha nesta segunda-feira, em Puebla, no México, diante do Peru.
O atacante de 18 anos permaneceu em Chattanooga, campo-base da seleção espanhola durante a Copa do Mundo.
*Por AFP