COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Joseph Blatter volta a dizer que Platini e Sarkozy receberam vantagem para votar no Catar. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

Joseph Blatter, ex-presidente da FIFA, voltou a dizer, nesta segunda-feira, que Michael Platini, ex-presidente da UEFA, e Nicolas Sarkozy, ex-presidente francês, interviram para que o Catar fosse eleito o país-sede da Copa do Mundo de 2022.

A votação para a escolha do país-sede da Copa de 2022 foi realizada junto com a escolha da sede de 2018. A Rússia acabou ganhando a concorrência contra a Inglaterra e foi eleita para o torneio de 2018. Para a eleição da Copa seguinte, o Catar levou a melhor e, de forma surpreendente, superou os Estados Unidos.

“Não entendo porque foi reaberto um dossiê de suposta corrupção que já havia sido encerrado com a publicação do relatório Garcia. De qualquer maneira, a escolha do Catar para a Copa do Mundo de 2022 se deu após a intervenção política do presidente da República (da França), Nicolas Sarkozy, solicitando a Michel Platini que votasse junto a pessoas próximas pelo Catar. Estes quatro votos fizeram a balança pesar a favor do Catar e contra os Estados Unidos. E esta situação provocou os ataques dos perdedores contra a FIFA e minha pessoa” confessou Blatter.

No último domingo, o Sunday Times divulgou que o Catar teria pago 880 milhões de euros (cerca de R$ 3,8 bilhões) à FIFA para ser escolhido. A rede de televisão Al Jazeera, financiada pelo governo do Catar, pagou o valor em duas parcelas, uma de 400 milhões de euros (R$ 1,7 bilhões), em 2010, antes da votação e outra em 2013, no valor de 480 milhões (R$ 2,07 bilhões). Ainda segundo o jornal inglês, a Al Jazeera deveria pagar mais 100 milhões de euros (R$ 433 milhões) caso o país fosse eleito.

Respondendo ao jornal inglês, a FIFA declarou que “as acusações relacionadas à atribuição da Copa do Mundo da FIFA de 2022 já foram comentadas amplamente pela FIFA, que em junho de 2017 publicou integralmente o relatório Garcia. Por outro lado, a FIFA apresentou uma denuncia na Procuradoria Geral da Suíça e o processo segue em andamento. A FIFA coopera e continuará cooperando com as autoridades.”



Thomas Müller acredita que ainda podia jogar em alto nível na seleção alemã (Foto: Odd Andersen/AFP)

Na última terça-feira, o treinador da Seleção da Alemanha, Joachim Löw, afirmou por meio de um comunicado oficial no site da Federação Alemã de Futebol que Thomas Müller, Mats Hummels e Jerome Boateng não estão mais nos planos para as próximas convocações. Chateado com a situação, Thomas Müller publicou um vídeo em seu Twitter nesta quinta-feira questionando a maneira pela qual Löw manifestou a intenção de renovar o grupo dos selecionáveis.

“É claro que fiquei surpreso com a decisão do técnico. O técnico da seleção precisa tomar decisões esportivas, não questiono isso. Mas, quanto mais penso nisso, mais fico irritado pelo modo como isso aconteceu. Não entendo a razão de ser uma decisão definitiva. Mats, Jerome e eu ainda somos capazes de jogar futebol no mais alto nível pela seleção”, lamentou o meia-atacante.

Müller tem ao todo 100 partidas pela seleção alemã, tendo marcado 38 gols desde que foi convocado pela primeira vez, em 2010. Naquele ano, inclusive, foi artilheiro da Copa do Mundo da África do Sul e na edição seguinte, no Brasil, foi o vice da estatística. Mesmo incomodado com o comunicado do treinador da seleção, o meia-atacante fez questão de relembrar e exaltar sua passagem pela Alemanha.

“Tivemos uma longa e, na maior parte do tempo, carreira de sucesso com a seleção e acho que não foi uma maneira elegante publicar o comunicado pré-fabricado da DFB pouco depois de sabermos sobre a decisão do treinador. Acho que isso não tem nada a ver com valorização. Eu sempre tive orgulho de vestir essa camisa, dei tudo de mim e quero agradecer pelo seu apoio. Foi uma jornada incrível.”, celebrou Müller.



Autoridades do governo e dirigentes esportivos de Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai receberão nesta quarta-feira em Punta del Este representantes da Bolívia para avaliar o pedido do país andino de fazer parte da candidatura à Copa do Mundo de 2030.

A Comissão de Postulação para a Copa do Mundo de Futebol de 2030, integrada pelos quatro países sul-americanos, se reunirão no balneário uruguaio e aproveitarão a ocasião para avaliar o pedido boliviano, confirmou o secretário de Esporte do Uruguai, Fernando Cáceres.

Cáceres disse que a delegação boliviana que entregará o pedido será recebida e ouvida, destacando que esta será a primeira reunião da qual o Chile participará ao lado dos três outros integrantes do comitê de candidatura 2030.

O ministro de Esportes da Bolívia, Tito Montaño, está no Uruguai encabeçando a delegação com a missão de apresentar a proposta ao comitê a pedido do governo boliviano.

Bolívia, do atacante Marcelo Moreno, não disputa uma Copa do Mundo desde 1994 (Foto: Aizar Raldes/AFP)

A iniciativa já havia sido anunciada pelo presidente Evo Morales há poucos dias. O mandatário crê que a proposta da Fifa de aumentar de 32 para 48 o número de seleções na Copa do Mundo a partir de 2022 poderia facilitar a inclusão de outro país-sede.

No fim do ano passado, porém, Cáceres afirmou que um eventual pedido da Bolívia para se juntar à organização da Copa do Mundo dificilmente seria aceito.

Os governos de Argentina, Uruguai e Paraguai haviam oficializado em outubro de 2017 uma candidatura conjunta para tentar organizar a Copa do Mundo em 2030, ano do centenário do primeiro Mundial, sediado e vencido pelos uruguaios.

Na semana passada, o Chile foi oficialmente aceito por Argentina, Uruguai e Paraguai e se uniu aos três vizinhos sul-americanos na tentativa de conseguir sediar a Copa de 2030.

Cáceres também informou nesta quarta-feira que o comitê trabalhará com uma consultoria internacional na área dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na elaboração da candidatura conjunta a apresentar à Fifa.



Catar foi campeão da Copa da Ásia (Foto: Roslan Rahman/AFP)

Campeão da Copa da Ásia no início do mês, o Catar é a seleção convidada para disputar a Copa América em 2019. Em preparação para o torneio, o técnico Félix Sánchez e os dirigentes do time do Golfo querem marcar amistosos contra equipes da Confederação Sul-Americana de Futebol, a Conmebol, em junho.

A Seleção Brasileira e o Uruguai estão na lista de possíveis adversários. Além deles, algumas seleções da Concacaf, Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe, como Estados Unidos e Panamá, estão sendo especuladas.

“Precisamos finalizar a preparação e nos cairia bem alguns amistosos”, afirmou o treinador espanhol. “Estamos preparando uma lista de potenciais equipes com as quais gostaríamos de jogar, mas precisamos saber suas disponibilidades”, completou.

O presidente da Federação do Catar de Futebol, o xeque Hamad Bin Khalifa Bin Ahmed al-Thani, disse que o primeiro confronto amistoso será disputado no início de junho. “Será uma seleção da América do Sul e anunciaremos o mais cedo possível”, declarou.

No Grupo B da Copa América, ao lado de Argentina, Colômbia e Paraguai, o Catar estreará no dia 16 de junho, domingo. Antes do início da competição, a seleção catariana ficará treinando nos Estados Unidos.



Seleção norte-americana é a atual campeã do torneio (Foto: Franck Fife/AFP)

Nesta terça-feira, a Fifa anunciou, por meio de seu site oficial, a abertura das inscrições de candidaturas para a próxima Copa do Mundo de futebol feminino, em 2023.

As associações têm até o dia 15 de março de 2019 para enviar um documento à Fifa demonstrando interesse em receber o evento, e em março de 2020, a federação anunciará o local escolhido.

“O interesse pelo futebol feminino continua a crescer e, após a Copa do Mundo Feminina da FIFA na França, é certo que alcançará um recorde histórico. A FIFA acredita que o futebol feminino ainda tem potencial de crescimento e esperamos receber inscrições de hospedagem para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2023, para ver como os países anfitriões terão como objetivo promover a competição no futebol feminino e criar um legado sustentável que inspirará futuras gerações de jovens mulheres e mulheres a se envolverem no jogo”, disse Sarai Bareman, chefe do escritório de futebol feminino da Fifa.

A Copa do Mundo de futebol feminino de 2019 terá início no dia 7 de junho, na França. A Seleção Brasileira, que tem um vice-campeonato, em 2007, como melhor resultado, tenta agora buscar o título inédito.



Presidente utilizou o Twitter para anunciar a candidatura (Foto: Martin Bernetti/AFP )

A Copa do Mundo de 2030, edição que marcará os 100 anos do torneio, pode ser realizada em quatro sedes diferentes. Além de Argentina, Uruguai e Paraguai, que já haviam anunciado a candidatura conjunta, agora o Chile também faz parte do grupo.

Na manhã desta sexta-feira, Sebastian Piñera, presidente chileno, utilizou a sua conta oficial no Twitter para anunciar a nova candidatura.

“Os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, do Chile, Sebastián Piñera, do Paraguai, Mario Abdo, e do Uruguai, Tabaré Vázquez, acordaram submeter uma candidatura conjunta para a Copa do Mundo em 2030”, escreveu.

Além da candidatura quádrupla sul-americana, Inglaterra e Marrocos, de forma separada, tentam receber o evento. Na Europa, rumores dão conta de que Bulgária, Grécia, Romênia e Sérvia também podem tentar uma candidatura conjunta.



Condições dos trabalhadores imigrantes no Catar preocupam Anistia Internacional (Foto: AFP)

As condições trabalhistas no Catar continuam a preocupar os órgãos que fiscalizam os direitos humanos pelo mundo. Após a Anistia Internacional (AI) revelar, nesta terça-feira, que o Catar poderia não cumprir suas promessas de melhorar a situação de milhares de trabalhadores imigrantes do país, o Catar afirmou que irá completar a reforma de sua legislação trabalhista antes da disputa da Copa do Mundo de 2022

A entidade divulgou um relatório dizendo que, apesar das “incipientes reformas”, as condições de vida e de trabalho dos funcionários imigrantes no Catar “seguem sendo difíceis”. O governo catariano respondeu os apontamentos da AI por meio de um comunicado oficial.

“O Catar entende que as mudanças são necessárias e segue decidido a aplicá-las o mais rapidamente possível, velando ao mesmo tempo para que sejam eficientes e adaptadas às condições de nosso mercado de trabalho”, pronunciou-se o governo.

“Uma mudança eficiente e duradoura leva tempo e é a isso que nos comprometemos”, completaram as autoridades do país.

Dentre algumas exigências feitas pela Anistia Internacional ao Catar, estão o aumento do salário mínimo dos trabalhadores imigrantes, o fim das práticas de algumas empresas de confiscar os passaportes de seus funcionários e o encerramento do sistema de apadrinhamento, que deixa os estrangeiros à mercê de seus empregadores.



infantino espera possibilidade para 2022int(Foto: Marco ALPOZZI/AFP)

A ideia de aumentar o número de participantes da Copa do Mundo parece estar mais próxima do que se imagina. O presidente da Fifa, Gianni Infantino revelou durante a 13ª edição da Conferencia Internacional sobre Esporte, que acontece em Dubai, que o objetivo da entidade é aplicar a mudança já em 2022.

Em meio às polêmicas dessa mudança, inicialmente a adição de mais vagas seriam para o Mundial de 2026. mas o próprio presidente disse que se for possível, Catar já receberá o novo formato. “Se você acha que é uma coisa boa ter 48 times na Copa do Mundo, por que não tentar quatro anos antes? É por isso que estamos analisando se é possível ter 48 times já em 2022”, disse Infantino nesta quarta-feira.

No entanto, a mudança depende da possibilidade de países vizinhos de Catar receberem alguns jogos do Mundial. Isso porque o país-sede não conseguiria comportar o grande número de partidas.

Caso seja aprovada, a mudança já colocará a disposição 48 vagas para 2022. A divisão das vagas ficaria a seguinte: 16 vagas para a Europa (13 atualmente); 9,5 para a África (5); 8.5 para a Ásia (4,5), 6,5 para a América do Sul (4,5);6,5 para a América do Norte, e 6;5 para a Central e Caribe (3.5). Apenas a Oceania não teria o aumento de vagas, e continuaria a depender da repescagem.



Alejandro Dominguez quer uma solução para a falta de competitividade na América do Sul (Foto: Conmebol)

O presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, propôs à Fifa que a Copa do Mundo de futebol passe a ser disputada a cada dois anos. O cartola defende que a mudança de ciclo dos Mundiais seria positiva tanto no âmbito econômico como no âmbito esportivo, uma vez que as empresas teriam oportunidade de expor suas marcas no evento esportivo de maior audiência do planeta de forma mais frequente, enquanto os atletas teriam mais chances de escreverem seus nomes na história do esporte.

Antes, já havia se iniciado uma discussão sobre a possibilidade de as seleções sul-americanas passarem a disputar a Liga das Nações da Uefa, novo torneio criado pela entidade que regula o futebol europeu para substituir amistosos, em que não há qualquer objetivo em disputa e acaba limitando a competitividade.

“Eu sempre digo que temos que trabalhar juntos e nunca dizer ‘não’, mas sempre dizer ‘por que não?’. Dito isso, sempre iremos apoiar uma ideia como essa ou uma proposta como a que fizemos à Fifa, de organizar uma Copa do Mundo a cada dois anos, não mais a cada quatro anos”, disse o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, ao jornal The Independent, da Inglaterra.

“Ao invés de ter a Liga das Nações entre os ciclos de Mundiais, podemos apenas seguir em frente e fazer uma Copa do Mundo que seja para todos, para os jogadores, porque eles poderiam jogar quatro Copas do Mundo se mudássemos para um ciclo de dois anos. Se mantivermos esse formato, muitos jogadores não poderão disputar mais que duas Copas”, completou o cartola.

A criação da Liga das Nações se tornou uma grande dor de cabeça para a entidade que regula o futebol sul-americano, já que com o calendário ainda mais apertado por conta do novo torneio, países da América do Sul dificilmente conseguem enfrentar as principais potências europeias. O problema, a longo prazo, pode se tornar algo ainda maior, uma vez que com a competitividade mais alta no Velho Continente por conta da ausência de amistosos internacionais, seleções como França, Alemanha, Espanha, Holanda, Itália e Inglaterra podem chegar mais preparadas para as Copas do Mundo.

“Nós vemos uma oportunidade aí e há uma proposta para que a Fifa decida se haverá uma Liga das Nações global ou Copa do Mundo a cada dois anos. Diria que há muitas soluções, podemos nos mover para a Europa, África, Ásia, América do Norte, América do Sul sem uma longa demora. Em termos econômicos, diria que a Fifa pode fazer dinheiro para distribuir ainda mais dinheiro”, concluiu Dominguez.



A Fifa fez questão de utilizar suas redes sociais para exaltar que a Copa do Mundo do Catar começa em exatamente quatro anos. O início da competição foi marcado para 21 de novembro de 2022 em função das condições climáticas – a ideia é evitar as altas temperaturas no país em junho e julho, meses em que o torneio tradicionalmente é realizado.

“A Copa do Mundo da Fifa 2022 terá o seu pontapé inicial em exatos 4 anos. Já estamos contando os dias”, descreveu a entidade máxima do futebol.

No meio do ano, as temperaturas no Catar podem chegar próximas a 50 graus. Com o início em novembro, a final da competição está marcada para 18 de dezembro, curiosamente uma semana antes do Natal.

 

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The 2022 FIFA #WorldCup Qatar kicks off in exactly four years time! We’re counting down the days already 😬

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