COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Seleção usufruiu da estrutura do Portimonense (Foto: Lucas Figueiredo/ MoWa Press)

A Seleção Brasileira de futebol feminino saiu de Portimão, em Portugal, e está a caminho da França para a disputa da Copa do Mundo. O período de preparação em terras lusitanas serviu para o treinador Vadão ajustar os últimos detalhes táticos para a estreia na competição contra a Jamaica, no dia 9 de junho, na cidade de Grenoble.

Ao todo, foram 15 dias de preparação na cidade de Portimão, na região de Algarve. Nesse período, o Brasil ficou hospedado em um hotel cinco estrelas e ainda usufruiu da estrutura do Portimonense Sporting Club, local que recebeu os treinamentos de Vadão. Além do centro de treinamento, o estádio e salas de academia também foram utilizados pelo elenco.

“Tivemos a melhor alimentação possível, hospedagem impecável com deslocamentos curtos, o clima foi excelente, gramado perfeito, tudo colaborou para uma boa preparação. Nós tivemos três campos para treinar, só podemos agradecer muito a Portimonense pelo suporte”, avaliou Marco Aurélio Cunha, Coordenador de Seleções Femininas da CBF.



Seleção estava concentrada em Portugal (Foto: Divulgação/CBF)

A Seleção Brasileira de futebol feminino embarca rumo à França nesta quarta-feira para a disputa da Copa do Mundo. O grupo de jogadoras e comissão técnica estavam concentrados na cidade de Portimão, em Portugal, e pegaram um voo no Aeroporto Internacional de Lisboa. Depois de chegar em Lyon, a Seleção irá fazer um trajeto terrestre de 1h30 até a cidade de Grenoble, cidade da estreia no Mundial.

Durante a Copa do Mundo, o Brasil fará as viagens de mudanças de cidades-sede sempre um dia após as partidas. Todos os hotéis foram denominados pela Fifa. A Seleção não poderá realizar treinos oficiais nos estádios dos jogos, já que a entidade máxima de futebol quer preservar os gramados. Já as coletivas serão concedidas nos palcos das partidas um dia antes dos confrontos.

O Brasil estreia contra a Jamaica, no dia 9, em Grenoble. Os treinamentos serão realizados no Stade Paul Bourgeat. No dia seguinte à partida, a Seleção partirá de ônibus para Montpellier.  No terceiro jogo, que será realizado em Valenciennes, o local no qual a Seleção ficará concentrada será Lille.



Falta pouco mais de uma semana para o principal evento mundial de futebol feminino. Em solo francês, a Copa do Mundo irá reunir grandes estrelas da modalidade. Ao longo da semana, de forma diária, a Gazeta Esportiva apresentará detalhadamente todos os grupos e seleções.

A edição de 2019 acontecerá entre os dias 7 de junho e 7 de julho e contará com 24 times divididos em seis grupos, cada um com quatro seleções.

Dando continuidade às chaves, o grupo B conta com três seleções dentro do top-20 e uma estreante no pedaço. Destaque para a bicampeã Alemanha, que chega novamente como uma das favoritas ao título, além da China, que já foi vice-campeã da Copa do Mundo, e Espanha e África do Sul, que chegam com o objetivo de ir longe no torneio pela primeira vez.

África do Sul

(Foto: Divulgação/Fifa)

A África do Sul é a estreante do grupo, já que nunca conseguiu se classificar para a Copa do Mundo antes. Com um futebol que vem se desenvolvendo principalmente na última década, o time feminino ainda vem conquistando pequenos passos, como participações nos Jogos Olímpicos e a Copa da França.

Com um time com característica bem ofensiva, A África do Sul tem nomes que podem surpreender, com a jovem Linda Motlhalo e a estrela Thembi Kgatlana. E apesar de estarem em um grupo muito competitivo, a seleção africana deve buscar fugir de um jogo apenas reativo, para fazer bonito na sua primeira Copa do Mundo.

Alemanha

(Foto: Divulgação/Fifa)

A Alemanha chega à Copa do Mundo contornada de incertezas: apesar de ser a atual campeã olímpica, a seleção foi eliminada nas quartas de final da Eurocopa de 2017. A equipe está uma fase de transição, já que algumas das principais atletas envelheceram e outras promessas despontaram.

O principal destaque técnico do time é a meio-campista Dzsenifer Marozsán, que atualmente é uma das mais técnicas e criativas jogadoras do mundo da posição. A meia joga no Lyon e chega no mundial logo após conquistar a Liga dos Campeões com a sua equipe. Marozsán tem também uma história de superação, já que teve uma embolia pulmonar que lhe trouxe risco de vida em 2018.

Inspirada em Jurgen Klopp, a treinadora da Alemanha é Martina Voss-Tecklenburg, que defendeu a seleção enquanto jogadora por muitos anos. Na última edição da Copa do Mundo, as alemãs chegaram à semifinal e foram derrotadas pelas estadunidenses. Os títulos que o país tem em sua galeria foram conquistados nos mundiais de 2003 e 2007.

China

(Foto: Divulgação/China)

Depois de uma geração de destaque na década de 90, com um vice-campeonato e um quarto lugar da Copa do Mundo, a China busca se reencontrar no cenário mundial do futebol feminino. A seleção tenta retornar a uma semifinal depois de ficar de não conseguir passar das quartas nas últimas quatro edições.

A atacante Wang Shuang destaca-se não só por sua habilidade e capacidade de marcar gols, mas também pela fama que tem no país. Dentre o público que acompanha futebol feminino, a jogadora é conhecida como “Lionel Messi mulher”. A atleta disputou sua primeira temporada pelo Paris Saint-Germain e fez sete gols e oito assistências em 18 jogos pelo Campeonato Francês.

O treinador da seleção é Jia Xiuquan, que antes de assumir o comando técnico do time profissional era técnico da equipe sub-18. Em 2015, a China foi eliminada nas quartas de final da Copa do Mundo pelos Estados Unidos. As americanas também foram as responsáveis por evitar o título chinês na final do mundial em 1999, derrotando a seleção asiática nas penalidades após um empate em 0 a 0.

Espanha

(Foto: Divulgação/Fifa)

Com uma forte ascensão no futebol feminino no país, a Espanha tem uma liga nacional que coloca grandes públicos para prestigiar os jogos e o interesse dos espanhóis vem crescendo com a mídia, o investimento e as conquistas. A seleção não é diferente e a competitividade do time aumentou nos últimos anos.

Em 2015, no Canadá, as espanholas conseguiram chegar à Copa pela primeira vez na história e mantiveram o ritmo com a classificação para o Mundial de 2019, onde pretendem beliscar uma campanha com melhor desempenho que no torneio passado, quando não passou da fase de grupos, no entanto, a tarefa não é das mais fáceis, já que Alemanha e China têm mais tradição e, teoricamente, são favoritas para avançar.

Com um time recheado de jogadoras do Barcelona e do Atlético de Madrid – os dois times que disputaram o título espanhol até o final do Nacional – a seleção deve ser liderada por Jenni Hermoso, artilheira de seu time, com 24 gols na temporada.

 



Projeto de Infantino com 48 seleções não deve valer para a próxima edição da Copa do Mundo (Foto: AFP)

O principal objetivo da Fifa é fazer a próxima Copa do Mundo, no Catar com 48 seleções. No entanto, a ideia não sairá do papel. Sendo assim, a entidade organizará o torneio com 32 seleções, seguindo o atual formato.

Questões políticas e de logística são os principais fatores para a desistência, ainda de acordo com a publicação. O Catar enfrenta uma grave crise política com países vizinhos, como os Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. As fronteiras com estas nações estão inclusive fechadas.

Gianni Infantino, presidente da Fifa era o maior entusiasta do projeto da Copa do Mundo com 48 seleções já em 2022. Havia a possibilidade até de negociações com o Catar para que algumas partidas fossem realizadas em outros países do Oriente Médio. A entidade conformou a informação no site oficial.

Inicialmente, a Copa do Mundo só teria 48 seleções em 2026. Contudo, Infantino lutou para que o projeto já valesse para o torneio no Catar. Na última edição, realizada no ano passado, na Rússia, a França se sagrou campeã ao bater a Croácia por 4 a 2.



Formiga vai para seu sétimo Mundial (Foto: Divulgação/CBF)

A Seleção Brasileira começou o caminho rumo à Copa do Mundo da França, que começa dia 7 de junho. Grande parte das convocadas pelo técnico Vadão embarcaram no Rio de Janeiro nesta terça-feira (21) para Portugal, onde vão fazer a última preparação antes do Mundial. O objetivo é já se adaptar ao clima europeu, nas instalações que ficam em Portimão.

Tirando Andressa Alves, que recebeu uma folga de dois dias após disputar a final da Liga dos Campeões no último sábado (18), o resto das atletas que estão fora do Brasil também se apresentam em Portugal nesta quarta e se juntará à comissão e às jogadoras que saíram do Rio.

Faltando 19 dias para a estreia, no dia 9, contra a Jamaica, o Brasil tem pouco tempo para fazer os últimos ajustes em um time que vem de uma sequência de nove derrotas seguidas. O confronto contra a seleção caribenha é o primeiro da fase de grupos, que ainda conta com Austrália e Itália.

 

 

 



Al-Wakhrah foi aberto ao público nesta quinta-feira (Foto: Karim JAAFAR / AFP)

Nesta quinta-feira, o primeiro estádio construído especialmente para a Copa do Mundo de 2022, no Catar, foi oficialmente inaugurado. O Al-Wakrah, que custou 575 milhões de dólares e tem capacidade para até 40.000 espectadores, foi palco da final do campeonato nacional.

Engarrafamentos se formaram no entorno e foram instalados vários postos de controle de segurança antes do evento. Durante a cerimônia que antecedeu o jogo, o estádio foi mergulhado no escuro e começou uma performance de artistas em torno de uma pérola inflável gigante iluminada no centro do campo.

A arquiteta Zaha Hadid foi homenageada durante a cerimônia. Morta por conta de um infarto em março de 2016, aos 65 anos, a iraniana idealizou o projeto de design do estádio.

Um vídeo contando a história do país foi projetado em dois telões. A cobertura retrátil do estádio – inspirada nas velas dos barcos de pesca – é composta de 1.400 peças, vindas da Itália.

Na partida que foi disputada nesta quinta-feira, o Al Duhail goleou o Al Sadd por 4 a 1 e garantiu a taça. O primeiro tento no novo estádio saiu aos seis minutos da etapa inicial, com Akram Afif.

Entre os oito estádios que o Catar está construindo ou remodelando para a Copa do Mundo de 2022, apenas um, o Khalifa International, já está funcionando. Ele vai receber, este ano, o Campeonato Mundial de Atletismo.




Félix conquistou a Copa da Ásia no início do ano (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)

Sede do próximo Mundial e prestes a disputar a Copa América no Brasil, o Catar, por meio de sua associação de futebol, anunciou, na tarde desta segunda-feira, a renovação de contrato com Félix Sánchez. O treinador assinou um vínculo até 2022, ano da próxima Copa.

No comando do Catar desde julho de 2017, quando substituiu o uruguaio Jorge Fossati, o espanhol venceu a Copa da Ásia deste ano, título inédito da seleção. Sem ter atuado como jogador profissional, Sánchez tem longa passagem como treinador nas categorias de base do Barcelona e comandou o sub-19, sub-20 e o sub-23 antes de assumir o profissional da seleção asiática.

O próximo torneio dos comandados de Félix é a Copa América, que será disputada em junho no Brasil. A equipe, convidada pela Conmebol, está no Grupo B ao lado de Argentina, Colômbia e Paraguai. Antes, porém, o Catar terá um amistoso contra o Brasil no dia 5 de junho, no Mané Garrincha, em Brasília.



Rogério Caboclo em seu discurso de posse (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O novo presidente da CBF, Rogério Caboclo, tomou posse nesta terça-feira diante dos presidentes da Fifa e da Conmebol. Em seu discurso, o dirigente demonstrou que a confederação tem a preocupação de recolocar o futebol brasileiro no topo do cenário mundial e afirmou que a nova gestão combaterá internamente os desvios de conduta. Além disso, uma novidade anunciada foi a criação de um conselho de craques para refletir sobre o desenvolvimento do futebol brasileiro.

Depois de ocupar uma série de cargos dentro da entidade, sendo diretor financeiro e diretor executivo de gestão, o dirigente ocupará o lugar de Coronel Nunes, que presidia a confederação desde o afastamento de Marco Polo Del Nero, em dezembro de 2017.

No discurso de posse, Caboclo enumerou algumas de suas qualidades e falou em “acelerar a nossa evolução”, com o intuito de recuperar a hegemonia do futebol brasileiro no cenário internacional.

“Vivemos um momento decisivo, se queremos ter o melhor futebol do mundo. Precisamos acelerar a nossa evolução, dentro e fora do campo. Meu orgulho é do tamanho da responsabilidade que assumo hoje”, afirmou o dirigente. “Quem me conhece, sabe que sou inconformado. Acredito que podemos fazer mais e melhor. Sou bom ouvinte, capaz de acolher críticas e de envolver mais gente no processo de decisão. Essa será duas marcas da minha gestão”.

O novo presidente fez questão de apontar a integridade como um dos principais pilares da nova gestão, já que a imagem da CBF ficou desgastada por conta dos uma série de polêmicas sobre corrupção na entidade nos últimos anos.

“Nossa gestão será construída sob dois pilares: o da integridade e da eficiência. Não posso esconder o grau de consciência do desgaste de imagem que a CBF teve nos últimos anos”, admitiu o presidente. “Vamos aumentar os controles de governança, risco e conformidade. Aplicaremos com toda energia o nosso código de ética. Não vou tolerar prática duvidosa ou desvio de conduta”.

Conselho de craques

Uma das novidades da gestão de Caboclo é a criação de um conselho de craques, composto de ex-jogadores , que terá como função refletir sobre questões pertinentes ao desenvolvimento do futebol brasileiro. A mesa não discutirá apenas aspectos ligados ao esporte masculino, como também tratará sobre o futebol feminino, as categorias de base, o futebol de salão e o Beach Soccer.

Para o conselho, foram escolhidos os seguintes ex-jogadores: Cafu, Ricardo Rocha, Jairzinho, Careca, Muricy Ramalho, Carlos Alberto Parrera, Zinho, Gilberto Silva e Juninho Paulista. Além destes dez nomes, a CBF ainda escolheu Pretinha e Michael Jackson para representarem o futebol feminino.

“O conselho de craques será órgão consultivo, técnico e independente. Vai analisar e repensar todas as áreas do futebol, com o objetivo de melhorar a prática e as normas”, explicou Caboclo. Dentre os temas sobre os quais o conselho discutirá, estão a melhoria na infraestrutura esportiva no país, o aperfeiçoamento do calendário e a criação de projetos sociais ligados ao futebol.



Maradona dispara: “Futebol não é Super Bowl” (Foto: Michael Buhouzer/AFP)

Depois da Fifa sinalizar sobre a possibilidade de aumentar o número de seleções na Copa do Mundo de 32 para 48, Maradona não poupou críticas ao presidente da entidade, Gianni Infantino. O ídolo argentino não apenas mostrou desaprovação à possibilidade do novo formato da competição como também afirmou que o dirigente suíço passou a tratá-lo diferente depois de que foi reeleito.

“Se Infantino quer fazer disto um show de intervalo, é uma vergonha, tentar copiar os americanos. O futebol é outra coisa, não é o Super Bowl”, disparou o argentino.

“Infantino me ligava antes das eleições, depois, não. Quero deixar claro que não sou o seu operário, e sim técnico do Dorados, e defendo o futebol”, reclamou.

Maradona, que é treinador da equipe mexicana desde o ano passado, ainda disse que Infantino não cumpriu promessas feitas durante a sua campanha para a eleição.

“Se Infantino quiser falar comigo, tem o número do meu telefone. O que posso afirmar é que estou esquentado porque antes das eleições foram prometidas algumas coisas que não se cumpriram, isso se chama trair as pessoas”, finalizou.