Tite aprova VAR e pede para ser cobrado por futebol bonito na Seleção - Gazeta Esportiva
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Entre a serenidade e um certo desânimo, Tite concedeu a tradicional e obrigatória entrevista coletiva após o empate por 0 a 0 da Seleção Brasileira contra a Venezuela dentro da Fonte Nova, em Salvador.

De cara, o técnico brasileiro evitou qualquer crítica ao VAR, responsável por anular dois gols da equipe canarinho no segundo tempo, e aproveitou para concordar com o árbitro chileno, que viu falta no gol de Firmino antes do intervalo.

“Justiça. Estava impedido, foi falta… Justiça. Absolutamente nada a reclamar”, resumiu. “O VAR foi correto. Correto”, completou, sem se alongar no tema.

Independente da atuação da arbitragem, o que pesou para os torcedores que estavam no palco do confronto válido pela segunda rodada do Grupo A da Copa América foi o desempenho mostrado em campo pelos jogadores.

“Temos de compreender o torcedor, que quer traduzir a superioridade em gol. É compreensível”, disse Tite, ao avaliar as vaias baianas.

O tom da voz do treinador só se elevou quando ele mesmo chamou para si uma cobrança por fazer a Seleção Brasileira, de fato, obter resultado com um desempenho que honre suas tradições.

“Evoluir processo criativo e de finalização, e não fugir da responsabilidade de que precisa jogar bonito, sim. Não é só o resultado. Não vou fugir. Pode me cobrar. Tem que jogar mais vistoso”, concluiu.

 



A Seleção Brasileira deve deixar de lado as vaias de sua torcida. Essa é a opinião do atacante Everton, que falou após o empate sem gols da Seleção Brasileira com a Venezuela, nesta terça-feira, na Arena Fonte Nova.

“(Temos que) deixar de lado. Temos que refletir muito dentro de campo e hoje não conseguimos essa vitória que era esperado. Tem a pressão de estar jogando no Brasil com o apoio da nossa torcida. Mas espero que consigamos focar e buscar a vitória no próximo jogo”, afirmou.

No segundo tempo, Everton, então no banco de reservas, ouviu a torcida brasileira na Fonte Nova cantar em uníssono “Ah, é Cebolinha”. Tite ouviu os pedidos e colocou em campo o atacante, que entrou bem na partida e fez a jogada do terceiro gol canarinho anulado pela arbitragem.

“Procuro dar o meu melhor, fui e feliz e pude contribuir, mas infelizmente anularam o gol. A equipe deles estava muito fechada, tivemos dificuldade com isso, mas infelizmente faltou o gol. Eles vieram bem postados. O que faltou mesmo foi o gol, faltou a posse de bola e transformar isso em chances. Temos que concentrar porque o campeonato é tiro curto, vamos pegar o Peru, que vem evoluindo a cada jogo, como a Venezuela, que provou isso hoje”, completou.



Dois jogos, dois locais diferentes, duas partidas com vaias. Nesta terça-feira, a Seleção Brasileira não conseguiu vencer a Venezuela na Arena Fonte Nova e ouviu vaias da torcia baiana. Os apupos, porém, na visão do zagueiro Thiago Silva, foram injustos.

“Não (foram justas as vaias), ao meu modo de ver. Principalmente porque a Venezuela pouco criou. Toda a segunda bola era nossa, sempre recuperávamos e atacávamos de novo, mas dificilmente dava para acelerar o jogo. As vezes nos precipitamos e perdemos a confiança com o erro. Mas a equipe se comportou bem, quando não faz o gol parece tudo errado”, afirmou.

Na estreia com vitória sobre a Bolívia, no Morumbi, a Seleção foi vaiada ainda no primeiro tempo, e, no restante da partida, o silêncio tomou conta do estádio paulista. Após o duelo, Daniel Alves chegou a alar que esperava um “axé” diferente na Bahia, nesta terça-feira.

“Acredito que, primeiramente, (faltou) um pouco mais de paciência no último passe, mas como um todo, foi um jogo bom da nossa parte. Encontramos uma equipe muito fechada, na área deles, e apara encontrar os passes fica difícil. O Everton entrou muito bem no jogo. Por um detalhe não conseguimos sair com a vitória”, completou.

A Seleção Brasileira chegou a balançar as redes três vezes, mas todos os gols foram anulados, sendo dois deles por interferência do VAR. Ainda assim, os anfitriões são líderes com 4 pontos, à frente do Peru apenas por um gol a mais de saldo. A Venezuela tem dois pontos e a Bolívia nenhum.



A Seleção Brasileira voltou a sofrer com as vaias, dessa vez não só no intervalo, mas também ao fim do empate por 0 a 0 com a Venezuela. O público na Fonte Nova, em Salvador, chegou a gritar “olé”, de forma irônica, a cada toque dos adversários na bola nos minutos derradeiros.

De bom, ficou a impressão deixada por Arthur, em comparação com Fernandinho, escalado na estreia, contra a Bolívia. Everton e Gabriel Jesus entraram muito bem na etapa final e já pedem passagem entre os titulares.

Vejas as notas individuais da Seleção Brasileira:

Alisson: Sem nota (não foi exigido).
Daniel Alves: 4 (Fechou demais na movimentação e errou as tentativas de cruzamento).
Marquinhos: 5 (Teve muito trabalho com Rondón. Sofreu contra o centroavante venezuelano).
Thiago Silva: 5 (Foi pouco exigido, mas se mostrou o tempo todo seguro).
Filipe Luís: 5 (Buscou mais o jogo, as tabelas, mas nenhuma de sucesso).
Casemiro: 5 (Teve pouco trabalho na marcação. Errou passes, levou cartão amarelo muito cedo e precisou ser substituído com 11 minutos do segundo tempo).
Arthur: 7 (Deu mobilidade, técnica e versatilidade ao meio-campo do Brasil).
Phillippe Coutinho: 5 (Apagado e ineficiente em momentos que poderia definir. Chegou a marcar o que seria o gol salvador, mas a anulação do tento impediu uma avaliação mais positiva de sua atuação).
Richarlison: 5 (Não faltou disposição mais uma vez, mas com pouca efetividade. Foi substituído no intervalo).
David Neres: 6 (Perdeu três boas chances de concluir a gol no primeiro tempo, mas conseguiu bons dribles. Apagado no segundo tempo, deixou o jogo aos 26 minutos.)
Roberto Firmino: 4 (Não conseguiu fazer pivô, tampouco concluir dentro da área. Acabou sendo crucial nos três gols anulados).
Gabriel Jesus: 7 (Entrou bem, com muita disposição, procurou o jogo e chegou a marcar um gol, posteriormente anulado por impedimento de Firmino).
Fernandinho: 6 (Cumpriu a função de proteção à zaga quando Tite teve receio de Casemiro ser expulso. Sem muito destaque ou peso negativo).
Everton: 7 (Fez o que se espera dele. Teve personalidade e chegou a dar passe para o terceiro gol anulado da Seleção. Está cavando vaga entre os titulares).
Tite: 4 (Mais uma vez a equipe abusou dos cruzamentos e viu a infiltração de seus laterais não surtirem efeito. Demorou a colocar Everton e não abriu mão do segundo volante. Faltou criatividade).



O povo de Salvador é festivo, mas não a qualquer custo. A Seleção Brasileira que já havia sofrido com a pressão paulistana, nessa terça acabou vaiada pelos baianos. Pior, viu manifestações de “olé” ao toque dos adversários. Tudo porque a equipe de Tite não passou de um 0 a 0 com a Venezuela pela segunda rodada do Grupo A da Copa América.

Roberto Firmino foi decisivo de forma negativa. O atacante do Liverpool teve um gol anulado no primeiro tempo e por sua condição irregular a Seleção teve mais dois tentos cancelados pela arbitragem, com auxílio do VAR, na etapa final.

Ainda assim, os anfitriões são líderes com 4 pontos, à frente do Peru apenas por um gol a mais de saldo. A Venezuela tem dois pontos e a Bolívia nenhum.

Primeiro tempo
Como já era de se imaginar, o Brasil partiu para a pressão inicial. A aposta foi pelo lado esquerdo, Em 15 minutos, David Neres recebeu a bola em boa condição dentro da área três vezes. Na melhor delas, errou o alvo.

Richarlison testou o goleiro Fariñez na sequência e o gol parecia questão de tempo, mas Rondón, no contra-ataque, venceu Marquinhos pelo alto e mostrou que a Venezuela não era tão frágil ofensivamente quanto alguns poderiam imaginar.

A posse de bola brasileira chegou a alcançar 77%, Tite trocou Neres e Richarlison de lado, Firmino teve gol anulado (por cometer falta), ou seja, o Brasil tentou de todas as maneiras.

A bola, no entanto, não entrou, as vaias, mesmo que tímidas e não tão efusivas quanto as paulistanas, puderam ser ouvidas com o último apito do árbitro no primeiro tempo.

Segundo tempo
A etapa final começou com Gabriel Jesus no lugar de Richarlison. O atacante do Manchester City foi escalado aberto pela esquerda, diferente do que está acostumado a fazer na Inglaterra.

Pouco depois, Tite chamou Fernandinho e não foi poupado de protestos das arquibancadas. Casemiro, amarelado, deixou o jogo para não correr riscos.

Com o novo cenário, a Seleção seguiu na missão de furar a retranca dos visitantes. E até conseguiu com Jesus, mas pela segunda vez na partida, a frustração sucedeu a euforia por causa de um impedimento de Firmino avaliado com o auxílio do replay.

A Venezuela, sem largar mão de sua proposta, ousou com a entrada de Soteldo. Mas, a Fonte Nova vibrou mesmo foi quando Tite resolveu colocar Everton Cebolinha em campo.

Drama
Os minutos finais foram marcados por uma pressão desordenada do Brasil e atacantes entrando no lado adversário. As vaias já surgiam, a irritação também, quando Coutinho conseguiu estufar as redes e soltar o alívio da garganta dos brasileiros.

O problema é que mais uma vez o VAR entrou em ação e, pela terceira vez, foi responsável por uma frustração generalizada na Fonte Nova. Firmino, de novo, acabou sendo vilão e responsável pela anulação.

Assim, não teve jeito. O Brasil não saiu do empate e, mesmo longe de São Paulo, o placar não foi perdoado pelo público presente.

Tabela
Na próxima rodada, o Brasil recebe o Peru na Arena Corinthians, sábado, às 16h. No mesmo dia e horário, a Venezuela encara a Bolívia.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 0 X 0 VENEZUELA

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 18 de junho de 2019, terça-feira
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Julio Bascuñan (CHI)
Assistentes: Christian Scheimann (CHI) e Claudio Ríos (CHI)
Árbitro de Vídeo: Roberto Tobar (CHI)
Cartões amarelos: Casemiro (BRA); Murillo, Figuera (VEN)
Público e Renda: 39.622 pagantes / 2.965 não pagantes / R$ 8.734.480,00

BRASIL: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís; Casemiro (Fernandinho), Arthur e Philippe Coutinho; Richarlison (Gabriel Jesus), Roberto Firmino e David Neres (Everton Cebolinha)
Técnico: Tite

VENEZUELA: Fariñez, Rosales, Osorio, Villanueva e Hernández; Moreno; Herrera (Soteldo), Rincón, Machis (Figuera) e Murillo; Rondón (Martínez).
Técnico: Rafael Dudamel




Villegas lamentou a desatenção do sistema defensivo (Foto: Pedro UGARTE / AFP)

A Bolívia amargou novamente uma derrota na Copa América. Após estrear perdendo por 3 a 0 para o Brasil, a equipe de Eduardo Villegas saiu na frente do Peru, mas tomou a virada para acumular mais um revés na competição, dessa vez por 3 a 1. Para o treinador, o espaço dado a Paolo Guerrero, dono de um gol e uma assistência na partida, foi fundamental para o resultado negativo.

“Mais do que o aspecto psicológico, faltou atenção e concentração. A defesa deu muito espaço para Guerrero. em uma competição de alto nível como a Copa América, não podemos dar espaços para um jogador como ele”, elucidando que a falta de experiência dos atletas no setor é um dos motivos pelo fraco desempenho defensivo.

“Durante dez anos jogamos com outros jogadores na zaga central, e estamos fazendo essa renovação, introduzindo jogadores que não são jovens de idade, mas novos na seleção. É um processo gradual”, completou o treinador.

Apesar das duas derrotas na competição, a Bolívia ainda sonha com o terceiro lugar, que, dependendo de resultados dos outros grupos, pode render classificação ao mata-mata. Para ao menos almejar isso, o time precisa vencer a Venezuela, em duelo marcado para este sábado, às 16 horas (de Brasília), no Mineirão, em Belo Horizonte.

“Vamos buscar a vitória nessa partida, é a nossa última oportunidade e vamos com tudo. Considerando os resultados, ainda temos a chance de, ganhando o último jogo, alcançar a classificação. Vamos tentar, os jogadores compreenderam que, se perderem o medo, podem se desenvolver, se soltar e agredir a qualquer adversário”, finalizou.



Gareca exaltou a atuação do Peru (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)

O Peru tirou um peso enorme das costas na noite desta terça-feira. Após estrear empatando com dois gols anulados pelo VAR, a equipe de Ricardo Gareca saiu atrás, mas virou sobre a Bolívia com gols de Guerrero, Farfán e Flores para vencer por 3 a 1 antes de enfrentar o Brasil na última rodada do Grupo A da Copa América. O treinador, inclusive, destacou a tranquilidade do time na busca pelo triunfo.

“É importante para nós ter tranquilidade. O Peru sempre precisa jogar tranquilo e não ansioso, independente do adversário que enfrentamos. Tivemos falta de direção nas finalizações, mas é sempre bom tentar. Temos jogadores que arrematam bem de média distância”, disse o técnico, elucidando que seus comandados não tiveram medo na partida.

“Nunca notei os jogadores com medo. Eles são muito seguros e de muita personalidade. As pessoas apoiaram e nos fizeram felizes. Fomos capazes de conseguir a vitória para elas e esperamos alcançar a classificação”, completou.

Com quatro pontos conquistados, a seleção peruana fica em ótimas condições para fechar a primeira fase com a vaga ao mata-mata. Pela última rodada da chave, os rojiblancos pegam a Seleção Brasileira, neste sábado, na Arena Corinthians, às 16 horas (de Brasília).

“Vamos planejar o jogo com o Brasil. Temos mais um dia de recuperação. Vamos ver o resultado que eles terão com a Venezuela. Mas, de qualquer jeito, é um adversário muito complicado”, declarou.

 



A Conmebol anunciou na noite desta terça-feira que 37 mil ingressos foram vendidos antecipadamente para a partida entre Colômbia e Catar, nesta quarta, às 18h30 (de Brasília), pela segunda rodada da fase de grupos da Copa América, no estádio do Morumbi. A declaração foi dita por um membro da entidade que coordenava a coletiva de imprensa do técnico do time asiático, o espanhol Félix Sánchez, e configura já o melhor público de um jogo sem a presença da Seleção Brasileira.

O adendo foi feito logo após Sánchez ser questionado sobre o apoio recebido pelo seu Catar no empate por 2 a 2 com o Paraguai, na estreia, no Maracanã. O treinador fez a ressalva de que não sabia quantos estariam presentes no Morumbi, mas que agradecia a preferência dos brasileiros.

Assim que terminou de falar, ele foi avisado pelo representante da Conmebol que já haviam sido vendidos 37 mil ingressos, expressando certa surpresa com o número. À Gazeta Esportiva, foi esclarecido que esse foi o número passado à organização na reunião realizada ainda na manhã da terça. Para efeito de comparação, na noite de segunda-feira, pouco mais de 23 mil pessoas foram ao estádio são-paulino para acompanhar o embate entre Chile e Japão.

Tirando a estreia do Brasil, contra a Bolívia, no mesmo Morumbi, e o segundo jogo, na noite desta terça, contra a Venezuela, o único jogo que havia ultrapassado a marca dos 30 mil ingressos vendidos foi a derrota da Argentina para a Colômbia, na Fonte Nova. Naquela ocasião, 34.950 pessoas pagaram pela entrada.

O embate opõe duas equipes que vêm de bons jogos na estreia. A Colômbia conquistou o melhor resultado possível para suas pretensões na Copa América. A equipe comandada por Carlos Queiroz enfrentou a Argentina, conseguiu neutralizar Messi e venceu por 2 a 0. Com isso, deu passo importante para se classificar como líder da chave.

Por outro lado, o Catar conseguiu buscar um resultado importante contra o Paraguai. No último domingo, no Maracanã, a seleção convidada saiu perdendo por 2 a 0 para os paraguaios, mas chegou ao empate no segundo tempo e somou seu primeiro ponto na competição.



Guerrero é o maior nome da história da seleção peruana (Foto: Carl DE SOUZA / AFP)

Maior artilheiro da história do Peru, Paolo Guerrero colocou mais uma marca relevante em seu currículo na noite desta terça-feira. Autor de um gol na vitória de seu país sobre a Bolívia, no Maracanã, pela 2ª rodada do Grupo A, o atacante do Internacional entrou na seleta lista dos 10 maiores artilheiros da história da Copa América.

Presente continuamente no torneio continental desde 2007, Guerrero foi artilheiro das edições de 2011 e 2015, com cinco e quatro gols, respectivamente. Com três tentos somados aos nove que lhe renderam dois prêmios de goleador do torneio, o centroavante balançou a redes 12 vezes ao todo.

A marca, inclusive, coloca o camisa 9 ao lado do chileno Eduardo Vargas, que estreou nesta Copa América, com dois gols, como os artilheiros em atividade da competição. O líder da estatística geral é o brasileiro Zizinho, campeão em 1949 e dono de 17 tentos ao longo das edições em que jogou.

Além disso, Guerrero aumentou a supremacia no posto de maior goleador da história da seleção peruana, com 38 gols. Farfán, que marcou o segundo tento da vitória por 3 a 1 para cima da Bolívia, foi aos 25 e está a um de igualar o ídolo do país Teófilo Cubillas.

Confira os maiores artilheiros da Copa América:

1º – Zizinho – Brasil – 17 gols
Norberto Méndez – Argentina – 17 gols
3º – Severino Varela – Uruguai – 15 gols
Teodoro Feranndez – Peru – 15 gols
5º – Ademir Menezes – Brasil – 13 gols
Jair Rosa Pinto – Brasil – 13 gols
Batistuta – Argentina – 13 gols
José Manuel Moreno – Argentina – 13 gols
​Scarone – Uruguai – 13 gols
10º – Paolo Gurrero – Peru – 12 gols
Eduardo Vargas – Chile – 12 gols
Ángel Romano – Uruguai – 12 gols
Roberto Porta – Uruguai – 12 gols