Raio-X do Paraguai, adversário da Seleção Brasileira na Copa América - Gazeta Esportiva
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Adversário do Brasil nas quartas de final da Copa América, o Paraguai foi o carrasco da Seleção em duas das três últimas edições da competição, na Argentina 2011 e no Chile 2015, ambas em decisões de pênalti após duelos duros no tempo normal.

Apesar do histórico recente, para o confronto desta quinta-feira, às 21h30 (horário de Brasília) na Arena do Grêmio, o time de Tite terá pela frente uma seleção paraguaia em início de projeto, com o treinador argentino Eduardo Berizzo apenas em sua oitava partida na frente da equipe.

(Foto: Raul Arboleda/AFP)

Na Copa América, a seleção ainda não conseguiu dar grandes respostas, somando apenas dois pontos após dois empates, contra Catar e Argentina, e uma derrota, para a Colômbia, na fase de grupos, se classificando com a pior marca entre as oito equipes que avançaram para as quartas.

“A verdade é que o que nós vimos é que existe um problema de adaptação entre os jogadores paraguaios e o que pretende o técnico. Nos sete jogos que dirigiu surgiram muitas dúvidas, imprecisões”, contou Rodolfo Areco, editor-chefe do portal esportivo paraguaio D10, à Gazeta Esportiva, repercutindo as ideias ofensivas e de maior retenção de posse de bola do novo treinador.

“O meio-campo está pendente de mostrar o melhor. O treinador não jogou com Piris da Motta do Flamengo, que poderia ajudar bastante na recuperação da posse de bola junto a Richard Sanchéz, do Olímpia, que tem mostrado boas condições”, seguiu Areco.

“O meio é a zona mais fraca do Paraguai porque Berizzo levou poucos meias (por exemplo Piris da Motta do Flamengo). A habilidade de Derlis González do Santos é o complemento para a velocidade de Almirón, o craque do time”, complementou o analista dos canais Tygo Sports Paraguay Daniel Chung.

Como vai jogar?

Enfrentando a Seleção Brasileira, os paraguaios devem adotar a mesma postura que no jogo contra a Argentina, em empate por 1 a 1 no Mineirão, buscando ter menos posse de bola e aproveitando mais os espaços para contra-ataques e jogadas rápidas.

Em entrevista concedida na última quarta-feira, o comandante não deu pistas sobre a escalação da equipe, mas afirmou: “vamos enfrentar um rival perigoso, que vai nos exigir atitude e temos que fazer da bola uma arma para sair da pressão do Brasil. Ter profundidade, verticalidade. É isso que temos que fazer. Defender bem, atacar com qualidade, e ir de um a outro muito rápido”, disse.

(Foto: Juan Mabromata/AFP)

“O melhor jogo do Paraguai (que foi contra a Argentina) aconteceu nos espaços vazios e utilizando a velocidade. Contra a Colômbia, o time teve posse mas não soube o que fazer com a bola. Então creio que (o Paraguai) vai querer se agrupar antes de brigar por posse de bola com o Brasil”, disse Chung.

“Contra o Brasil não pode sair para jogar como contra a Colômbia ou o Catar. Esperamos que mude sua proposta, para um esquema um pouco mais solidário, mais organizado, principalmente no meio-campo, para que tenha futebol e que o Paraguai possa atacar”, argumentou Areco.

O craque

A principal esperança da equipe paraguaia é o meio-campista Miguel Almirón, do Newcastle da Inglaterra. Com 25 anos, o atleta formado no Cerro Porteño passou pelo Lanús da Argentina até chegar ao Atlanta United dos Estados Unidos na temporada de 2017. Nos EUA, o paraguaio se destacou, anotando 22 gols, dando 21 assistências e faturando o título da MLS em 2018.

(Foto: Juan Mabromata/AFP)

Após bom desempenho na América do Norte, o meia foi vendido ao Newcastle e disputou dez partidas do Campeonato Inglês neste ano. Na seleção de seu país, Almirón tem 17 jogos, e apesar não ainda não ter balançado as redes, é quem melhor articula e auxilia a equipe na criação de jogadas, tendo dado passe para gol na estreia contra o Catar e no empate contra a Argentina.

*especial para a Gazeta Esportiva



Nesta segunda-feira, a treinadora Pia Sundhage definiu as jogadoras convocadas para defender a Seleção Brasileira na Copa América feminina. Entre as convocadas para o torneio, que acontece do dia 8 ao 30 de julho na Colômbia, está a atacante Kerolin, atualmente no futebol dos Estados Unidos.

Assim, a jogadora do North Carolina Courage comemorou a convocação para a competição continental.

“É uma honra imensa ter a chance de defender o meu país neste torneio tão importante. Estou muito empolgada, mal posso esperar para o início do campeonato. Quero aproveitar esta oportunidade incrível e dar tudo de mim dentro de campo, assim como as outras meninas. A gente vem trabalhando bem, sabemos da nossa qualidade e vamos colocar em prática tudo aquilo que temos feito durante a preparação para conquistar esse título”, disse Kerolin.

A atacante, no entanto, não disputará somente a Copa América. Kerolin foi chamada, também, para jogar dois amistosos de preparação na Europa. No dia 24 de junho, a Seleção Brasileira encara a Dinamarca em Copenhague e, no dia 28, enfrenta a Suécia em Solna.

Temporada campeã

Cerca de um mês atrás, no dia 7 de maio, a jogadora conquistou seu primeiro título pelo NC Courage após vencer o Washington Spirit por 2 a 1 na final da NSWL Challenge Cup. A brasileira marcou um gol na final e, dessa forma, foi eleita a melhor jogadora em campo.

Kerolin começou sua carreira em 2016, pelo Valinhos. Na sequência, teve passagens por clubes como Guarani, Ponte Preta, Corinthians, Osasco Audax, Palmeiras e Madrid CFF, da Espanha, até chegar ao North Carolina em 2022. Além disso, pela Seleção Brasileira, a jogadora já disputou os Mundiais Sub-17 e Sub-20.

Na atual temporada, participou de cinco amistosos com o time principal e, assim, conquistou seu espaço na lista.



A Copa América feminina começará daqui dois meses. A nona edição acontece dos dias 8 a 30 de julho e terá como sedes as cidades colombianas de Cali, Bucaramanga e Armenia.

O Brasil, pertencente ao Grupo B, é acompanhado de Peru, Venezuela, Argentina e Uruguai. A Seleção feminina, além de ser campeã vigente, é o máximo vencedor do torneio continental com sete conquistas.

A equipe só não ganhou o campeonato em 2006, quando a Argentina ergueu a taça.

O clássico entre os times acontece duas vezes na Copa América feminina, com oito vitórias da Amarelinha.

A Venezuela acumula quatro triunfos em seus últimos nove jogos. Já Peru e Uruguai se enfrentarão pela terceira vez consecutiva na Fase de Grupos da competição.

O Grupo A é formado por Colômbia, Chile, Equador, Paraguai e Bolívia.



A técnica Pia Sundhage terá o compromisso de convocar a Seleção Brasileira feminina nesta sexta-feira, às 11 horas (de Brasília), na sede da CBF.

As selecionadas farão parte do calendário da Data Fifa de abril. Com a Copa América se aproximando, a comandante da Canarinho irá selecionar as atletas que atuarão pela equipe entre os dias 4 a 12.

A convocação será realizada de modo virtual com a divulgação da lista ao vivo. Na sequência, Pia e Aline Pellegrino, coordenadora de Seleções femininas, estarão disponíveis para uma coletiva de imprensa.



A sede da Copa América de futsal está definida. Nesta terça-feira, a Conmebol anunciou que o torneio será realizado no Paraguai.

Antes, o local escolhido para a disputa era o Rio de Janeiro, no Parque Olímpico, mas a decisão foi repensada dado o aumento de casos de covid-19 no país.

”A Diretoria de Competições e Operações informou que, em decorrência das restrições sanitárias vigentes no Brasil até o momento em decorrência da pandemia covid-19, a Conmebol Copa América de Futsal 2022 mudou de sede e será disputada no Paraguai”, informou a Conmebol em seu site oficial.

A data para a disputa da competição, porem, está mantida. A bola rola entre os dias 29 de janeiro e 6 de fevereiro, e a chegada das equipes ao Paraguai está prevista para o dia 27 de janeiro.

A Conmebol informou ainda que, nos próximos dias, dará mais detalhes sobre a realização do torneio.



Alisson terá na sua lista, nesta quinta-feira, a marca de 50 jogos pela Seleção Brasileira. Desde sua primeira convocação em 2015, o goleiro titular da equipe lembra o título da Copa América como o momento mais importante de sua trajetória.

“É um prazer completar 50 jogos com a camisa da Seleção Brasileira. A gente sempre fala isso e pode parecer meio clichê, mas cada jogo é sempre muito especial. Sempre foi um sonho vestir essa camisa”, disse em entrevista coletiva.

“Talvez o jogo mais importante (com a Seleção) foi a final da Copa América, que deu a possibilidade para mim e para os meus companheiros de conquistar um título. Com certeza o momento marcou muito”, completou.

Em 2019, a Seleção Brasileira despachou a Argentina na semifinal da Copa América, no Mineirão, e mais tarde levou o título do torneio diante do Peru. 

No jogo contra os rivais argentinos, Alisson lembrou de uma das defesas mais importantes com a camisa da Canarinho. 

“É muito difícil escolher uma defesa, mas jogos clássicos eu gosto muito. Jogos contra a Argentina, jogos importantes. Um jogo que vem a minha memória é a semifinal na Copa América. A defesa da falta do Messi acho que é uma das defesas que eu mais gosto pela dificuldade dela e a maneira que eu consegui executar”, declarou o goleiro. 

Alisson foi convocado pela primeira vez para defender o Brasil quando ainda atuava no Internacional. O convite foi feito em agosto de 2015 pelo técnico Dunga para os confrontos contra Costa Rica e Estados Unidos, que estavam marcados para o começo de outubro.

O Brasil encara a Colômbia nesta quinta, às 21h30 (de Brasília), na Neo Química Arena, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Em campo, Alisson retorna e marca presença, já que foi reserva no último compromisso contra o Uruguai.



Após as competições continentais de seleções realizadas entre junho e julho deste ano, o ranking da Fifa teve atualizações referentes ao desempenho dos times nos torneios.

A Seleção Brasileira, vice da Copa América, ultrapassou a França, eliminada nas oitavas de final da Eurocopa, e assumiu a segunda colocação da lista. A liderança continua com a Bélgica, que chegou até as quartas de final do torneio europeu.

Campeã da América do Sul, a Argentina subiu duas posições, ficando em sexto. A Itália, por sua vez, vencedora na Europa, também alavancou duas colocações, figurando em quinto.

Ainda vale destacar os Estados Unidos e Catar. Os americanos, campeões da Copa Ouro, subiram dez posições, ficando em décimo. Já o país do Oriente Médio, anfitrião da próxima Copa do Mundo  e que disputou a competição da América Central e do Norte, chegando até a semifinal, elevou 16 colocações, figurando agora em 42º.

Confira o Top 10 do ranking da Fifa: 

1: Bélgica (1.822)
2: Brasil (1.798)
3: França (1.762)
4: Inglaterra (1.753)
5: Itália (1.745)
6: Argentina (1.714)
7: Espanha (1.680)
8: Portugal (1.662)
9: México (1.658)
10: Estados Unidos (1.648)



A última Copa América marcou o primeiro título de Lionel Messi com a seleção argentina, quebrando um jejum de anos da albiceleste. Parceiros na última década pelo Barcelona, Ronaldinho Gaúcho revelou um misto de sensações pela conquista hermana diante do Brasil.

Em conversa com o streamer espanhol Ibai Llanos, Ronaldinho revelou ter ficado triste e feliz ao mesmo tempo com o desfecho da Copa América.

“Fiquei triste porque o Brasil perdeu. Ainda assim, muito, muito feliz por Messi – faltava isso para ele, ganhar um título com a seleção argentina”, comentou o ex-jogador.

“Foi algo que me deixou muito contente. Ver meus amigos felizes é algo que me deixa feliz também”, completou.

A Argentina ganhou a final diante do Brasil por 1 a 0, com gol anotado por Di María. No entanto, Messi foi peça fundamental para que a albiceleste chegasse até a decisão.

Além do primeiro título de Messi com a Argentina, a seleção quebrou um jejum de 28 anos sem conquistas.




A Conmebol divulgou nesta terça-feira a seleção da Copa América, que reuniu os melhores jogadores da competição, na qual a Argentina foi campeã. Os brasileiros Neymar, Marquinhos e Casemiro estão no “11 de gala”.

Pela campeã Argentina, Messi, De Paul, o zagueiro Romero e o goleiro Martínez foram selecionados entre os melhores. O lateral-direito chileno Isla, do Flamengo, foi eleito como o melhor lateral-direito da competição.

A seleção da Copa América de 2021 ficou com: Martínez (ARG), Isla (CHI), Romero (ARG), Marquinhos (BRA), Estupiñan (EQU), Casemiro (BRA), De Paul (ARG), Yotún (PER), Messi (ARG), Neymar (BRA) e Díaz (COL).

A Argentina venceu a competição após vencer o Brasil por 1 a 0 na grande final, no Maracanã.



No último sábado, a Seleção Brasileira foi derrotada pela Argentina por 1 a 0, em pleno Maracanã, e ficou com o vice-campeonato da Copa América, a pouco mais de um ano para a Copa do Mundo. Em participação no programa Arena SBT, o capitão do penta, Cafu, opinou sobre a equipe de Tite, fazendo uma comparação com o time de 2002 e afirmando que falta disciplina tática.

 

“É dependente do Neymar, é verdade. Dependemos quase que 80% do que o Neymar faz em campo. O Neymar vai ser bom se a seleção jogar para ele, e a seleção vai ser boa se o Neymar jogar para a seleção. Em 2002, jogávamos para o Ronaldo e para o Rivaldo, o (Ronaldinho) Gaúcho jogava para os dois também, cada um sabia o que fazer. Eu sabia que na Copa não ia ser melhor que eles, mas na minha posição eu ia ser o melhor. São pequenos ajustes para que a seleção possa jogar como seleção. Falta disciplina tática, só isso”, ressaltou o ex-lateral-direito.

Cafu também afirmou que perder para a Argentina “pode acontecer” e que vê a Seleção “com bons olhos”.

“Perder para a Argentina pode acontecer. Você perdeu para uma seleção de tradição, que já foi campeã, não perdeu para qualquer seleção dentro do Maracanã. Se perde para Peru, Venezuela ou Bolívia, com todos respeitos a essas seleções, mas aí poderia falar que a seleção brasileira é um total desastre. Mas vejo a seleção com bons olhos”, afirmou Cafu.

A Seleção Brasileira volta a campo no dia 2 de setembro, contra o Chile, fora de casa, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. O time de Tite lidera o torneio, com 100% de aproveitamento em seis jogos.