Raio-X da Bolívia, primeiro adversário do Brasil na Copa América - Gazeta Esportiva
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Primeiro adversário do Brasil na 46ª edição da Copa América, que tem o pontapé inicial nesta sexta-feira, às 21h30 (horário de Brasília) no Morumbi, a Bolívia chega a sua 27ª participação no torneio sul-americano.

Sem favoritismo, La Verde busca uma vaga para as quartas de final no grupo A, que além dos anfitriões, conta com Peru e Venezuela. A seleção venceu o torneio continental em uma oportunidade, em 1963, na primeira vez que o país sediou a competição. Em 1997, mais uma vez em casa, os bolivianos foram vice-campeões caindo para o Brasil na decisão.

“É um privilégio enfrentar o Brasil. Sabemos que estamos um pouquinho abaixo do resto, mas sabemos que pode-se nivelar, é uma questão de atitude, de garra”, disse o treinador Eduardo Villegas durante a preparação da equipe.

Já o goleiro Lampe preferiu não focar na ausência de Neymar, cortado da competição. “O Brasil segue com um jogo ofensivo e com volume; eles chegam bastante e vimos contra Honduras quanto acabou. Agora é focar, não tem Neymar, uma pena, porque ninguém quer ficar fora desta competição, mas o que estão lá têm um nível top”, relatou.

Com poucos jogadores atuando fora do país, o grupo boliviano joga em grande maioria no futebol. Dos 23 convocados, 20 estão em clubes bolivianos, com destaques para o Blooming, com cinco representantes, e para o Bolívar, com quatro.

O craque
Velho conhecido do torcedor brasileiro, o atacante Marcelo Moreno segue sendo a principal referência da equipe boliviana. Aos 31 anos, o atleta chega a sua terceira participação em Copa América, após aparição no torneio de 2011, passando em branco, e no de 2015, onde anotou dois gols e deu uma assistência.

Moreno, que está desde 2015 no futebol chinês, atualmente no Shijiazhuang Ever Bright, despontou para o futebol no Brasil, participando da Seleção Brasileira sub-17 e sub-20, e jogando no Vitória. O atacante foi contratado em 2007 pelo Cruzeiro, onde chamou a atenção do futebol europeu.

Após passagem pela Ucrânia, Alemanha e Inglaterra, o boliviano voltou para o Brasil e passou por Grêmio e Flamengo até retornar a Raposa, onde faturou o Campeonato Brasileiro de 2014.

Ao todo, o atacante entrou em campo 73 vezes defendendo a camisa da Bolívia, anotando 17 gols e dando seis assistências.

O treinador
Depois da saída de Mauricio Soria em abril de 2018, o venezuelano César Farias assumiu o comando da equipe provisoriamente até janeiro de 2019, quando Eduardo Villegas foi contratado.

Ex-meia, Villegas iniciou sua carreira como treinador em 2005. Nos 14 anos de carreira, venceu seis vezes o Campeonato Boliviano, a maior marca de um técnico no torneio, comandando Universitario Sucre, Jorge Wilstermann, The Strongest (três vezes), e o San José, no ano passado.

Bolívia se preparou no CFA de Cotia, do São Paulo (Foto: Divulgação/Federación Boliviana de Fútbol)

Ainda não venceu no comando da seleção boliviana. Nos quatro amistosos disputados, um empate por 2 a 2 contra a Nicarágua em casa, e três derrotas fora de casa: 2 a 0 contra a França além de 1 a 0 contra Japão e Coreia do Sul.

No períodos pós-Copa da Rússia, a equipe sul-americana entrou em campo nove vezes, somando uma vitória, quatro empates e quatro derrotas.

Como joga?
Sob comando de Villegas, a Bolívia testou três formações diferentes nos amistosos de 2019, uma mais ofensiva, outra mais equilibrada e por fim uma mais defensiva. Na escalação mais ousada, a equipe sul-americana jogou com dois volantes, uma linha de três meio-campistas mais adiantado e uma referência no ataque. Na segunda, com qual enfrentou Japão e Coreia do Sul, linhas de três homens no meio-campo e no ataque.

Bolívia teve proposta mais comedida em teste contra a França (Foto: Sebastien Salom-Gomis/AFP)

Já no esquema mais defensivo, que foi utilizada no último amistoso contra a França e deve ser repetido nesta sexta-feira, uma linha de quatro volantes, com um armador a frente, Raul Castro, e uma referência no comando de ataque, Marcelo Moreno.

Resultados pós-Copa 2018:
02/06/19 França 2×0 Bolívia
26/03/19 Japão 1×0 Bolívia
22/03/19 Coreia do Sul 1×0 Bolívia
03/03/19 Bolívia 2×2 Nicarágua
20/11/18 Iraque 0x0 Bolívia
16/11/18 Emirados Árabes Unidos 0x0 Bolívia
16/10/18 Irã 2×1 Bolívia
13/10/18 Myanmar 0x3 Bolívia
10/09/18 Arábia Saudita 2×2 Bolívia




Criticado pela falta de flexibilidade em relação à forma como a Seleção Brasileira atuava na Copa do Mundo de 2018, Tite deve alterar a formação tática do Brasil para a disputa da Copa América. Se na Rússia a equipe atuava em um 4-1-4-1, na competição sul-americana o time deve jogar no esquema 4-2-3-1.

Nos amistosos preparatórios para a Copa América, já foi possível notar uma mudança de posicionamento no meio de campo da Seleção. Coutinho passou a atuar mais avançado, formando uma linha de três jogadores com David Neres e Richarlison. Na Copa do Mundo, o atleta do Barcelona atuou mais recuado, na mesma altura do campo na qual Paulinho se posicionava.

A ideia de Tite é ter Coutinho mais perto do gol. Na Rússia, o treinador tinha Paulinho como um jogador de infiltração e que avançava constantemente no campo de ataque. Dessa forma, o camisa 11 atuava mais recuado para deixar a intermediária mais preenchida.

Com Arthur, o time passa a ter um volante que tem como principal característica a qualidade no passe. O ex-Grêmio joga mais próximo de Casemiro do que Paulinho atuava em 2018, possibilitando que Coutinho jogue em uma posição mais avançada. Jogando mais próximo do gol, o meia pode usufruir de sua qualidade no chute de média distância e ainda se aproxima dos companheiros de ataque, facilitando tabelas.

Caso Arthur não consiga se recuperar da lesão e não possa jogar, Tite deve optar pela entrada de Allan no time. Apesar do volante do Napoli ter como característica a infiltração, o treinador da Seleção não deve alterar a formação tática para a estreia na Copa América contra a Bolívia, nesta sexta-feira, às 21h30, no estádio do Morumbi.




Palco da abertura da Copa América de 2019 entre Brasil e Bolívia nesta sexta-feira, o Morumbi tem um longo histórico recebendo a Seleção Brasileira. Desde a inauguração do estádio em 1960 até o último jogo disputado na casa são-paulina, foram 29 apresentações da Amarelinha. Apesar do número alto de partidas, a maioria esmagadora se concentrou em amistosos e compromissos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. No contexto continental, o estádio só recebeu um jogo de Copa América, há 40 anos atrás, contra o mesmo time boliviano.

O ano era 1979, entre o título inédito do Guarani e a conquista invicta do Internacional no Brasileirão, o Brasil disputava seu último torneio sob comando de Cláudio Coutinho. Após a frustrante derrota no Mundial de 1978, a Seleção acumulava oito anos sem triunfos e estava no grupo B do torneio sul-americano, com Argentina e Bolívia. Diferente da edição de 2019, a Copa América não tinha sede fixa, e as equipes faziam confrontos de ida e volta em cada país.

Após derrota de 2 a 1 na altitude de La Paz para os bolivianos na estreia, a Amarelinha se recuperou com vitória em clima de revanche contra a Argentina, em novo 2 a 1, no Maracanã. Já com um revés na conta, o time de Coutinho tinha a obrigação de vencer a Bolívia para para eliminar La Verde e se manter vivo para o confronto contra os argentinos em Buenos Aires.

Com o empurrão de quase 110 mil pessoas, a Seleção entrou em campo favorita, confiante, mas inquieta. Os mandantes atacaram, atacaram e nada de bola na rede. 0 a 0 no intervalo para a impaciência dos espectadores e Coutinho. “O culpado desse empate no 1º tempo foi o juiz e a falta de sorte. Só isso”, relatou o então pressionado comandante ao jornal Gazeta Esportiva. O técnico reclamava da benevolência do árbitro com os adversários, que faziam duras faltas nos brasileiros e não eram punidos com o cartão amarelo.

(Foto: Arte/Gazeta Esportiva)

Com o empate persistindo até o intervalo, entrou em cena um ritual até então comum nos estádios de São Paulo ao receber a Seleção: as vaias. A homenagem infame normalmente vinha para jogadores de outros estados, principalmente cariocas. Mas sem balançar a rede contra a Bolívia, sobrou até para Nílton Batata, principal meia do Santos na época.

Já preocupados com o resultados, os jogadores reclamaram na saída do gramado. À Gazeta, Nilton falou que as vaias não aconteciam em outras partes do Brasil, ainda mais quando jogavam no Maracanã. O zagueiro Edinho saiu em defesa do colega: “eu não entendo a razão dessas vaias. Eles mal esperam a nossa entrada em campo e assim que a partida começou, as vaias começaram. Será que essa gente não torce para o Brasil? Em vez de ajudar a nossa Seleção, os torcedores ajudam o time da Bolívia”, bradou.

Toninho (direita) e Nílton Batata (esquerda), jogadores da Seleção Brasileira, durante o treino preparatório para a partida contra a Bolívia, válida pela Copa América de 1979 (Foto: Acervo/Gazeta Press)

Para completar a receita do caos, o campo do Morumbi estava duro e mal tratado. O gramado sofria com as geadas que acometeram São Paulo no inverno de 1979 e atrapalhavam o bom seguimento do jogo, ainda mais para quem queria vencer a partida.

Mas o futebol é dinâmico. Com um minuto de segundo tempo veio o alívio: gol do Brasil. Júnior cobrou falta da esquerda para o meio da área; sem marcação, Tita se esticou e alcançou com a ponta da chuteira a bola, que matou o goleiro e entrou no canto esquerdo da meta. Ironia com a torcida paulista, o desafogo começou e terminou com jogadores do Flamengo.

“Esse jogo seria o meu segundo jogo com a Seleção. Eu tinha estreado uma semana antes contra a Argentina, tinha feito o gol da vitória. O Nílton Batata era o titular e não pôde jogar contra a Argentina e aí nós viemos para jogar esse jogo em São Paulo”, relembra Tita em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.

(Foto: Acervo/Gazeta Esportiva)

“Eu estava no banco de reservas, porque o Nílton Batata tinha se recuperado de uma dor nas costas. Ele jogou o primeiro tempo, o Coutinho me chamou porque quando ele chegou no vestiário viu que não podia continuar e pediu para sair. Eu estava no banco junto com o Nelinho e falei ‘pô Nelinho, eu vou entrar nesse jogo aí, vou fazer um gol e vou dedicar para você cara’. Aí eu entrei e no meu primeiro toque na bola foi o lance do gol”, relembrou com gosto.

“Foi uma falta pela esquerda. O Júnior bateu no centro da área e eu entrei de carrinho, meti o pé na bola e fiz 1 a 0. Se você for ver esse gol, vai ver que eu vou no banco de reservas comemorar com o Nelinho. A partir desse lance o estádio começou a apoiar a Seleção. O Brasil era sempre muito cobrada em São Paulo”, disse o ex-atacante.

Mesmo mais aliviados, os espectadores seguiram esperando mais. Queriam uma goleada e o placar seguia magro. O auge das vaias aconteceu no meio da segunda etapa, com a impopular troca de Zenon, então no Guarani, por Palinha. A torcida pedia a saída de Zico.

Zenon, jogador da Seleção Brasileira, durante partida contra a Bolívia, válida pela Copa América de 1979 (Foto: Acervo/Gazeta Press)

Como a noite era mesmo de ironias, o Brasil chegou ao segundo gol já nos acréscimos, com Zico em assistência de Palinha. O substituto de Zenon cobrou escanteio e os bolivianos vacilaram e deixaram o camisa 10 da Seleção livre da área. O craque do Flamengo emendou um sem-pulo de primeira para garantir a vitória.

Após o gol, os bolivianos se desentenderam com os brasileiros. A confusão se generalizou e demorou alguns minutos para ser resolvida. Com o 2 a 0 no placar, a Seleção garantiu a vantagem do empate na Argentina devido ao saldo de gols, superior ao da Bolívia. Uma semana depois, o Brasil empatou por 2 a 2 em Buenos Aires e garantiu a vaga do grupo. A última campanha de Coutinho à frente da equipe, porém, não durou muito mais. A Amarelinha caiu logo depois, nas semifinais, para o Paraguai, após derrota por 2 a 1 em Assunção e empate por 2 a 2 no Maracanã.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 2X0 BOLÍVIA

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 17 de agosto de 1979, quinta-feira
Árbitro: José Vergera (Venezuela)
Assistentes: Ramires (Chile) e Martinez (Peru)
Público: 109.735

BRASIL: Leão; Toninho, Amaral, Edinho e Junior; Baptista, Zico e Zenon (Palinha); Nilton Batata (Tita), Sócrates e Zé Sérgio. Técnico: Cláudio Coutinho.

BOLÍVIA: Jumenez; Vargas, Espinoza, Vaca (Delfim) e Del Llano; Gonzales, Romero e Aragonez; Borja, Reynaldo e Aguillar. Técnico: Ramon Blacutt.

Gols: Tita, no primeiro minuto do 2º tempo, e Zico, aos 46 minutos do 2º tempo (Brasil).

*Especial para a Gazeta Esportiva



Argentina treinou no Barradão (Foto: GUSTAVO ORTIZ / AFP)

A Argentina deu continuidade à preparação para a Copa América na noite desta quarta-feira. Em atividade realizada no Barradão, casa do Vitória, os comandados de Lionel Scaloni abriram os portões para a imprensa por apenas 15 minutos.

Pelo terceiro dia consecutivo, a seleção argentina treinou no estádio rubro-negro. O time realizou um trabalho em campo reduzido para aprimorar o toque de bola e movimentação de jogo, com duas equipes de sete atletas se enfrentando.

Lionel Messi, grande estrela da seleção, participou do treino, deu assistências aos companheiros, mas parou na trave e não marcou gols. Na reta final da atividade, o astro do Barcelona e Kun Agüero, do Manchester City, foram poupados e apenas assistiram os companheiros.

A Argentina faz sua primeira partida na Copa América neste sábado, quando enfrenta a Colômbia, na Fonte Nova, às 19 horas (de Brasília). Presente no Grupo B da competição, os comandados de Lionel Scaloni encaram, além dos colombianos, Catar e Paraguai por uma vaga no mata-mata.

Uma possível equipe para a estreia tem: Armani; Saravia, Otamendi, Pezzella (Foyth) e Tagliafico (Acuña); Guido Rodríguez, Paredes, Lo Celso e Di María (Matías Suárez); Messi e Agüero.



Com a propriedade de um bicampeão da América, Cafu está convicto de que a Seleção Brasileira estará em campo na final do torneio, a ser realizada em 7 de julho. Nas palavras do ex-lateral, nem a ausência de Neymar impedirá o time de Tite de estar disputando o título no Maracanã.

“Tenho certeza que a Seleção Brasileira vai estar na final. Nós temos outras seleções que também podem chegar, como Colômbia, Argentina, Equador. O Uruguai também tem tradição”, disse Cafu, em entrevista coletiva, em São Paulo.

Cafu confia em uma classificação do Brasil à final da Copa América (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Cafu ainda citou uma situação parecida que ocorreu na Copa do Mundo do Japão e Coreia, em 2002: às vésperas do jogo de estreia, contra a Turquia, Emerson se lesionou e foi cortado por Luiz Felipe Scolari. Na ocasião, o ex-lateral herdou a faixa de capitão e, consequentemente, o direito de levantar a taça do pentacampeonato mundial.

“Emerson era a nossa referência, o nosso capitão. O Brasil foi campeão do mundo, mesmo sem termos nossos melhores jogadores naquela ocasião. Isso pode acontecer com qualquer atleta”, recordou, ciente do que implica a saída de Neymar.

“O que muda é taticamente. O Tite vai ter que montar a Seleção Brasileira sem contar com um dos nossos melhores jogadores, que é o Neymar. Mas isso não impede que a Seleção Brasileira venha a fazer grandes jogos e a conquistar o título”, ponderou.

Antes de levantar o troféu de campeão do mundo, Cafu conquistou a América duas vezes: em 1997, na Bolívia, e em 1999, no Paraguai. Questionado sobre quem poderia se destacar na edição 2019 do torneio, o ex-jogador preferiu não fazer projeções.

“É difícil saber qual vai ser o lateral que vai render melhor, na minha posição, porque nós temos grandes laterais. É muito prematuro fazer um prognóstico de quem vai ser o melhor jogador e quem vai ser o melhor lateral. A gente espera ver grandes jogos. É uma Copa América com excelentes seleções, e quem vier ao estádio vai ver grandes jogos entre grandes seleções”, concluiu.



Hernán Dario Gómez é o treinador do Equador (Foto: Marcos Pin / AFP)

Buscando seu primeiro título de Copa América, a seleção equatoriana chegou ao Brasil com um elenco repleto de jogadores que atuam no próprio continente. No futebol brasileiro, porém, apenas o zagueiro Robert Arboleda, do São Paulo, foi lembrado pelo treinador Hernán Dario Gómez.

Um dos atletas com mais assistências na temporada do Brasil, o corintiano Sornoza não foi convocado para a disputa do torneio continental, assim como Cazares, do Atlético-MG. Quando questionado sobre a opção de não chamá-los para a competição, o técnico equatoriano ficou sem jeito, elogiou a dupla e não descartou a presença de ambos em uma nova convocação.

“São jogadores muito bons. É uma pena que só podemos trazer 23 atletas. Eles jogam muito bem, assisto eles jogando muito bem. Algum dia serão convocados”, disse o comandante.

A melhor campanha do Equador na Copa América aconteceu na edição de 1993, quando, jogando em casa, chegou nas semifinais, fase em que foi derrotado pelo México. Em 2019, os equatorianos querem superar o desempenho de 26 anos atrás e chegar à inédita final.

“Nós sonhamos. Estamos trabalhando muito. Temos alguns jogadores que nunca jogaram a Copa América, mas estamos construindo um grupo para chegar o mais longe possível. Nós projetamo chegar o mais longe possível”, concluiu o treinador.

 



(Foto: SERGIO BARZAGHI / Gazeta Press)

Em busca de entender melhor como os torcedores na América do Sul vivenciam sua paixão pelo futebol, a Mastercad, patrocinador da Copa América, em parceria com a Kantar, realizou uma pesquisa abrangendo os hábitos das torcidas na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru.

Confira os principais resultados por país:

No Brasil, os chefes das empresas podem receber muitos pedidos de dispensa por conta de uma partida importante de futebol. 42% dos entrevistados no país afirmam que é provável que ignorem o trabalho ou a escola para assistir a uma partida transmitida de seu time favorito. E se não faltarem ao trabalho, 74% deles provavelmente assistirão no escritório.

Os colombianos são os mais famintos. 74% deles afirmam usar o intervalo das partidas para pegar alimentos e bebidas para o segundo tempo, enquanto os entrevistados de outros países geralmente optam por usar o banheiro. Já 66% dos entrevistados preferem assistir as partidas com amigos em vez de com familiares, ou ainda sozinhos.

Pergunte a qualquer argentino e eles dirão que se importam mais com futebol do que com qualquer outra coisa. Na verdade, 6 em cada 10 dos entrevistados do país afirmam ser “fãs” de futebol. Mesmo quando não conseguem chegar pessoalmente ao jogo, 58% dos entrevistados estarão torcendo por seu time pela tela da televisão, e 49% até gritam com o árbitro.

Não é de se surpreender que, dos países pesquisados, os chilenos foram os que formaram a audiência mais significativa da Copa América anterior (77%). Afinal, eles são os atuais bicampeões! No entanto, você terá dificuldade para tirar do sofá os fãs chilenos do futebol, já que 95% dos entrevistados afirmam que assistem o futebol em suas próprias casas.

Quando o Peru vencer uma partida importante, você definitivamente ficará sabendo. Depois do jogo, os torcedores do país tendem a conversar com seus amigos sobre as melhores jogadas (46%), se gabar da vitória nas redes sociais (39%) e alguns até mesmo compartilham um selfie comemorativo (31%).



A Copa América começa nesta sexta (Foto: Alex Ferro / COL Copa América Brasil 2019)

A Conmebol e o Comitê Organizador Local realizaram nesta quarta-feira, dia 12, no Estádio do Morumbi, um encontro com a imprensa para passar os últimos detalhes da operação e da cerimônia de abertura da Copa América, marcada para esta sexta-feira, 21h30 (de Brasília), com o jogo entre Brasil e Bolívia.

Na oportunidade, o diretor artístico Edson Edermann apresentou o conceito do evento de abertura, com a presença do e dos artistas Léo Santana e Karol G, compositores e intérpretes da música oficial “Vibra Continente”.

Hugo Figueredo enalteceu o trabalho desenvolvido pelo Comitê Organizador Local até o momento e reforçou a expectativa da maior entidade do futebol sul-americano: “A festa está pronta, temos um nível impressionante em termos de estádios e serviços. A bola está prestes a rolar e esperamos que experimentem a melhor Copa América da história, graças a uma grande implantação técnica e humana que marcará um antes e um depois na história da competição”.

Diretor de Operações do Comitê Organizador Local, Agberto Guimarães deu o tom da operação visando o início do torneio. “Estamos prontos para o início da Copa América. Pedimos que os torcedores cheguem cedo ao Estádio do Morumbi, com calma, para evitarem filas e poderem aproveitar a festa de forma completa. Abriremos os portões às 17h30, portanto, a 4 horas do início da abertura”, explicou.

Até o momento foram vendidos mais de 650 mil ingressos, para torcedores de 117 países. Os ingressos para o primeiro jogo entre Brasil e Bolívia estão esgotados. “As vendas não param e seguem aquecidas com a proximidade do início do torneio. Veremos uma linda festa nas arquibancadas”, complementou Guimarães.

Cerimônia de Abertura

Léo Santana e Karol G cantam a música tema da Copa América (Foto: Wander Roberto / COL Copa América Brasil 2019)

Sob o conceito de “Vibra o Continente”, a cerimônia de abertura terá 10 minutos de duração, a partir das 21h10 (horário de Brasília) desta sexta-feira, dia 14. Serão 400 pessoas em cena, mais de 100 músicos e tecnologia com LED e virtual. O público verá um convite do Brasil para uma grande celebração dos povos sul-americanos. Peças cenográficas em LED e tecnologia virtual foram alguns dos elementos revelados nesta quarta-feira.

“Posso dizer que será uma energia que explodirá e sairá do estádio. Vai ser incrível para quem vai assistir de casa e, mais ainda, para quem estará aqui dentro, assistindo ao vivo”, explicou Edson Edermann, diretor artístico da Cerimônia de Abertura.

Torcedor do Vitória, Léo Santana está na expectativa de cantar a música oficial “Vibra Continente” na Cerimônia de Abertura ao lado da colombiana Karol G. “Rapaz, é um frio enorme na barriga. E que bom. O dia que não sentir mais esse friozinho, essa adrenalina, é porque tem alguma coisa errada. Fiquei muito feliz quando recebi o convite para esse projeto. Foi uma alegria enorme ter gravado (o clipe oficial) no estádio mais famoso do mundo (Maracanã) e vai ser inesquecível levar essa vibração do futebol para todo o mundo”, disse o cantor baiano.

“Também estou com essa expectativa. É um orgulho representar o meu país. Estou muito emocionada de estar aqui no Brasil, além de estar vivendo toda essa experiência com o Léo Santana, que conheço já algum tempo, um grande artista. Mas o  mais importante é  que todos vivam esse momento com paixão e amor e que mostrem isso ao mundo inteiro”, disse Karol G.