México faz gols no fim e bate Uruguai em jogo marcado por expulsões

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(Foto: Jennifer Stewart/Getty Images/AFP)

Estreando na Copa América Centenário, México e Uruguai se encontraram para duelo quente neste domingo, no estádio da Universidade de Phoenix, e contando com boa parte das arquibancadas a seu favor, os mexicanos venceram duelo eletrizante pelo placar de 3 a 1.

Logo no início do jogo, Álvaro Pereira marcou contra e abriu o placar. Os uruguaios chegaram ao empate com Godín no segundo tempo, mas Rafa Márquez e Herrera garantiram o triunfo perto do apito final.

O jogo - O início mexicano não podia ser mais animador, e logo na primeira subida ao ataque, o placar foi aberto. Após cruzamento pelo lado esquerdo, o lateral Álvaro Pereira acabou subindo na bola e cabeceou para a própria meta, abrindo involuntariamente o placar para o México

O Uruguai demorou para se encontrar no jogo e dar a resposta, e só chegou a levar algum perigo quando o relógio já marcava 30 minutos no primeiro tempo. Cavani recebeu em boa condição dentro da área e fuzilou, mas Talavera estava bem posicionado para abafar o atacante e evitar o empate.

Quem mandava na partida seguia sendo a equipe treinada por Juan Carlos Osorio. Em duas oportunidades em bola aérea, quase o segundo gol: aos 35, Muslera se antecipou a Chicharito e evitou que bola perigosa chegasse ao atacante. Aos 43, Aquino tocou de cabeça e a bola saiu rente a trave.

Mexico's coach Juan Carlos Osorio (R) is pictured during the Copa America Centenario football tournament match against Uruguay in Glendale, Arizona, United States, on June 5, 2016. / AFP PHOTO / Nelson ALMEIDA

O ex-são-paulino Juan Carlos Osorio estreou conquistando os três pontos na Copa América (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Antes do apito para o intervalo, o Uruguai perderia um de seus jogadores. Matías Vecino acertou pontapé em Corona para evitar contra-ataque e não foi poupado pelo árbitro, que mostrou o cartão vermelho.

Na etapa final, a equipe celeste voltou com mais ímpeto no campo ofensivo, mesmo com a inferioridade numérica. Após algumas boas subidas, uma chance cristalina foi criada aos 13 minutos, com Cavani servindo Rolán com bastante espaço dentro da área, que finalizou para fora.

A equipe uruguaia também soube usar de catimba para cavar uma expulsão no time adversário, e aos 28 minutos, Guardado cometeu falta em Carlos Sánchez. Após muita pressão dos atletas rivais, o árbitro deu o segundo amarelo para o mexicano, deixando a partida em dez contra dez.

No minuto seguinte ao cartão vermelho, veio a reação do time de Oscar Tabarez. A cobrança de falta de Carlos Sanchez encontrou a cabeça de Diego Godín, e o zagueiro do Atlético de Madrid não desperdiçou, testando para o fundo da rede.

A igualdade no placar reacendeu a equipe mexicana, que voltou a pressionar com intensidade. E tal pressão daria resultado aos 40 minutos, com o veterano Rafa Márquez fuzilando para o gol depois de aproveitar boa sobra em cobrança de escanteio. Sem amolecer, o México ainda encontrou tempo para mais, e matou o jogo nos acréscimos, com Hector Herrera completando para a meta vazia, aproveitando jogada de Jimenez pela esquerda.

FICHA TÉCNICA
MÉXICO 3 X 1 URUGUAI

Local: Estádio da Universidade de Phoenix, em Phoenix (Estados Unidos)
Data: 5 de junho de 2016 (domingo)
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Enrique Caceres (Paraguai)
Assistentes: Eduardo Cardozo e Milciades Saldivar (ambos do Paraguai)
Cartões Amarelos: Guardado e Raúl Jimenez (México); Vecino, Maxi Pereira e Giménez (Uruguai)
Cartões Vermelhos: Matías Vecino (Uruguai); Guardado (México)

GOLS:
MÉXICO: Álvaro Pereira (contra), aos 3 minutos do primeiro tempo, Rafa Márquez, aos 40 e Hector Herrera, aos 46 minutos do segundo tempo.
URUGUAI: Godín, aos 28 minutos do segundo tempo.

MÉXICO: Talavera, Araújo, Diego Reyes, Héctor Moreno e Miguel Layún; Rafa Marquez, Héctor Herrera e Andrés Guardado; Jesús Corona (Dueñas), Javier Aquino (Lozano) e Chicharito Hernández (Raúl Jimenez).
Técnico: Juan Carlos Osorio

URUGUAI: Fernando Muslera, Maxi Pereira, Diego Godín, José María Giménez e Álvaro Pereira; Egídio Arévalo Ríos, Matías Vecino, Carlos Sanchez (Gastón Ramirez) e Lodeiro (Álvaro Gonzalez); Diego Rolán (Abel Hernandez) e Edinson Cavani
Técnico: Óscar Tabárez

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