Autor da assistência para gol da vitória, James é eleito melhor em campo - Gazeta Esportiva
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James deu a assistência para o gol da vitória (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Na noite desta quarta-feira, a Colômbia encarou o Catar pela segunda rodada da Copa América, no Estádio do Morumbi, em São Paulo, e conquistou um triunfo por 1 a 0. Autor da assistência para o gol da vitória, James Rodríguez foi eleito o melhor em campo.

Já no final da partida, aos 40 minutos do segundo tempo, o meia do Real Madrid cavou uma trivela e Duván Zapata subiu mais alto que toda a zaga do Catar para, de cabeça, colocar a bola no ângulo, sem chance para Al-Sheeb.

Titular nas duas partidas da competição continental até agora, James foi garçom uma vez em cada jogo e vem sendo um dos principais destaques da seleção colombiana.

Apesar do sufoco e da dificuldade, com o triunfo por 1 a 0 os sul-americanos garantiram vaga antecipada às quartas de final do torneio e colocaram ainda mais pressão em cima de seus concorrentes. Por outro lado, os catarianos, com apenas um ponto, dependem de uma combinação bastante complicada para irem à próxima fase.

A terceira e última rodada do Grupo B prevê os seguintes duelos: Colômbia x Paraguai e Argentina x Catar, ambos agendados para domingo que vem.



Neymar participou de evento em seu instituto (Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP)

Cortado da Copa América por uma lesão no tornozelo direito, Neymar assistiu à Seleção Brasileira vencer o Peru na final e levantar o troféu da competição continental das tribunas do Maracanã. Para o jogador do Paris Saint-Germain, a conquista canarinha serviu para mostrar que a equipe de Tite não depende somente de seu futebol para alcançar os resultados.

“Nada depende só de um jogador, porque é um grupo. É a Seleção Brasileira e nunca vai depender só de um cara. Isso serviu para que muita gente cale um pouco a boca, fale menos e respeite mais todos os jogadores”, disse em entrevista à agência Reuters após evento realizado em seu instituto na Praia Grande, litoral paulista. 

“Ninguém conhece o que a gente passa ali dentro, ninguém sabe como a gente torce um pelo outro, independentemente da forma, se eu estava jogando ou não. Eu até fiquei muito mais feliz deles vencendo a Copa América, do que se eu estivesse dentro de campo”, completou.

Após não se reapresentar ao Paris Saint-Germain na data estipulada pelo clube, a última segunda-feira, Neymar tem seu nome especulado com força no Barcelona. O presidente do clube blaugrana, inclusive, já disse que o desejo do atleta é deixar o PSG. 

Diante desse cenário, o atacante brasileiro elegeu um momento pelo ex-clube diante do atual time como a melhor lembrança de um vestiário na carreira. “Não sei… Acho que quando ganhamos do PSG, no Barcelona. Nosso vestiário estava completamente… Todos loucos, muito contentes. Acho que foi a melhor sensação”, declarou, se referindo à virada histórica do Barça sobre a equipe parisiense no Camp Nou, pela Liga dos Campeões de 2016/17.



A Conmebol divulgou nesta sexta-feira um balanço dos números da edição de 2019 da Copa América, no Brasil. Ao longo de 24 dias e 26 jogos, quase 1 milhão de pessoas foram as partidas, distribuídas nos seis estádios das cinco cidades-sede.

A final do último domingo, no Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, levou 69.981 torcedores. Transmitida para 180 países, a partida contribuiu para chegar à marca de 900.925 pessoas nos estádios, com média de 34.651 espectadores, um número de público superior a edições do anteriores.

Renda final: a receita de R$ 38.769.850 milhões gerada na decisão do torneio foi a maior da história do futebol brasileiro (Foto: Luis Acosta/AFP)

A equipe ideal da Copa América 2019, selecionada pelo Grupo de Estudo Técnico da Conmebol, contou com cinco jogadores da Seleção Brasileira: Alisson; Daniel Alves, Thiago Silva, Giménez e Trauco; Paredes, Arturo Vidal e Arthur; James Rodríguez, Paolo Guerrero e Everton.

O Brasil recebeu turistas de 124 países. A organização do evento realizou doações de equipamentos esportivos para os 20 campos oficiais de treinamento, como traves, bancos de reservas, bandeiras de escanteios, mini barreiras para saltos, cones e discos.

“Encerramos uma nova edição da Copa América que marca um antes e um depois na história do campeonato”, disse Alejandro Dominguez, presidente da CONMEBOL. “Estamos orgulhosos de termos recebido novamente em nosso país a Copa América após 30 anos. Acima de tudo, realizar esse grande evento atesta que estamos aptos a continuar organizando aqui no Brasil novos torneios internacionais”, seguiu Rogério Caboclo, chefe do Comitê Organizador Local e presidente da CBF.

Público nos estádios:
Público da final: 69.981
Público total nos estádios: 900.925
Média de público: 34.651
Torcedores de 124 países

Competição:
05 cidades-sede: Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo
6 estádios
20 Campos Oficiais de Treinamento
2 cerimônias (Abertura e Encerramento)
12 seleções participantes
24 dias de competição
26 jogos
276 atletas
3 premiações individuais (melhor jogador do torneio, artilheiro e melhor goleiro) + 01 premiação para seleção (Fair Play)
200 medalhas distribuídas
60 gols | média de 2,30 gols
Artilheiro: Everton (BRA) – 3 gols
Jogador com mais assistências: Roberto Firmino (BRA) e Charles Aránguiz (CHI) – 3
Jogador que mais participou de gols: Roberto Firmino (BRA) – 5 gols
Jogador que mais chutou a gol: Philippe Coutinho (BRA) – 21
Jogador com melhor aproveitamento nos desarmes: Federico Valverde (URU) – 87.1%
Jogador com maior número de passes certos: Daniel Alves (BRA) – 370 | 88.5% de acerto
Jogador com maior número de passes no campo rival: Daniel Alves (BRA) – 216 | 83.7% de acerto
Apenas Lionel Messi (22) driblou mais rivais que Everton (19) e Gabriel Jesus (17)
O Brasil é o primeiro time a sofrer seu primeiro gol em uma edição da Copa América apenas na final.
Seleção com maior número de passes (excluindo cruzamentos): Brasil (3.360)
Seleção com maior posse de bola: Brasil (88.2%)
Seleção com maior acerto de passes: Brasil (64,5%)
Seleção com maior número de passes no campo rival (excluindo cruzamentos): Brasil (1.855) | 84.8% de acerto
Seleção com maior número de faltas: Chile (111)



Dani Alves foi o principal nome do Brasil na Copa América (Foto: Luis Acosta / AFP)

Após os maiores torneios de seleções de 2019, a Copa do Mundo feminina e a Copa América masculina, o IBOPE Repucom atualizou seu levantamento sobre o alcance digital das equipes de futebol e destaca o crescimento das bases digitais de Brasil, França, Argentina, Portugal e Inglaterra. Os cinco países somaram, juntos desde abril, mais de 4 milhões de inscritos, o que representa cerca de 50% do crescimento global entre as seleções de futebol nas redes sociais.

O desempenho das seleções brasileiras de futebol tanto na Copa do Mundo Feminina quanto na Copa América impulsionou o crescimento de 1,3 milhão de inscritos nas contas oficiais da CBF. Tal feito levou a CBF a ultrapassar a marca inédita de 23 milhões de inscritos, além de ampliar a vantagem na liderança em relação ao México, segundo colocado, em mais de 2,7 milhões de seguidores.

Assim como em todas as seleções, o Instagram foi o principal motor de crescimento da CBF no período, com participação de 70% nas novas inscrições e liderando em volume de novos seguidores nesta plataforma. Importante ressaltar também o desenvolvimento da ‘CBF TV’, que foi o canal entre as seleções que mais cresceu no período, tanto em volume (cerca de 180 novos inscritos) quanto em variação (+33%), diminuindo a diferença para os canais das seleções da França e Inglaterra, donas dos maiores canais de seleções no YouTube com mais de 1 milhão de assinantes cada.

O título mundial de 2018 da França continua a gerar alto interesse pela federação francesa de futebol. Desde o último levantamento, foram mais de 830 mil novos inscritos, o segundo maior crescimento no período, ultrapassando os 18 milhões de seguidores. A seleção francesa liderou o crescimento no Twitter e obteve o segundo maior crescimento no Instagram, plataformas que concentram 87% dos novos inscritos nas contas oficiais da seleção francesa.

A Argentina, adversária do Brasil nas semifinais da Copa América deste ano, registrou o terceiro maior crescimento global ao agregar mais de 760 mil inscritos às contas oficiais da AFA (Associação de Futebol Argentino). Portugal, atual campeão da UEFA Nations League, registrou o quarto maior crescimento global no período e a maior variação de crescimento (+9%) entre as 10 seleções melhores ranqueadas. A posição no ranking e os desempenhos de Portugal poderiam ser ainda melhores caso a FPF (Federação Portuguesa de Futebol) divulgasse o volume de inscritos de seu canal oficial no YouTube.

A seleção inglesa de futebol ficou com o quinto maior crescimento do período ao somar mais de meio milhão de seguidores. O Peru, finalista da Copa América de 2019 aparece na sequência como o sexto melhor desempenho ao somar mais de 380 mil inscritos. Já a Alemanha não parece ter resgatado o interesse na seleção nacional desde o último mundial. Com 97 mil novos inscritos a confederação alemã obteve apenas o 16º maior crescimento, o pior entre as dez maiores seleções do ranking e atrás de seleções como Turquia e Argélia.

José Colagrossi, diretor executivo do IBOPE Repucom, complementa: “O alto desempenho e a grandeza das conquistas das seleções de futebol são imediatamente convertidos em aumento de interesse dos torcedores e eleva o engajamento e a busca de mais conteúdo pelos atuais e novos seguidores. O desafio para as federações é atender à esta demanda com a oferta de conteúdos exclusivos e de qualidade, focando na criatividade e explorando experiências de hospitalidade com os fãs, mantendo um território atrativo aos patrocinadores e relevante para os fãs ao longo de toda a temporada”, disse.

Confira os dados: 

(Foto: Divulgação)


Com a vitória da Seleção Brasileira por 3 a 1 sobre o Peru na final da Copa América, a Confederação Brasileira de Futebol recebeu o montante de US$ 11,5 milhões (cerca de R$ 43,15 milhões) da Conmebol pela participação vencedora na competição continental.

Além dos US$ 7,5 milhões (cerca de R$ 28,14 milhões) que a entidade brasileira embolsou pelo 1º lugar, a CBF recebeu mais US$ 4 milhões (cerca de R$ 15 milhões) válido pela participação na competição, independente do desempenho, sendo US$ 2 milhões base para toda seleção, mais US$ 1 milhão para preparação e US$ 1 milhão para logística.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

A edição do Brasil da Copa América foi um recorde de arredação e fez a entidade sul-americana distribuir um total de US$ 70 milhões (cerca de R$ 262,63 milhões) entre as 12 seleções, um aumento de aproximadamente 223% em relação à premiação distribuída na edição de 2015 no Chile, US$ 21 milhões (cerca de R$ 78,79 milhões).

A Copa América retorna com a edição de 2020, que será sediada na Argentina e na Colômbia, com a abertura marcada para solo argentino e a decisão para solo colombiano.



(Foto: Divulgação)

Na noite desta terça-feira, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou a seleção com os melhores jogadores da Copa América 2019, selecionada pelo Grupo de Estudo Técnico da entidade.

Campeão da competição continental, o Brasil foi a equipe com mais atletas escolhidos, sendo cinco no total. A principal ausência foi a do argentino Lionel Messi, que levou sua seleção ao terceiro lugar do torneio.

Pela Seleção, o goleiro Alisson, o zagueiro Thiago Silva, o lateral-direito Daniel Alves, o meia Arthur e o atacante Everton Cebolinha figuraram nos 11 titulares. O vice-campeão Peru teve o lateral-esquerdo Trauco, do Flamengo, e o atacante Paolo Guerrero, do Internacional, entre os selecionados.

O segundo zagueiro escolhido foi o uruguaio José Giménez. A Argentina foi representada pelo volante Paredes, enquanto o Chile contou com o jogador da mesma posição, Arturo Vidal. Invicta na fase de grupos, a Colômbia teve James Rodríguez completando o trio de ataque.



Roddy Zambrano apitou Brasil x Argentina (Foto: Pedro UGARTE / AFP)

Duramente criticado por Messi e a imprensa argentina, o árbitro equatoriano Roddy Zambrano decidiu se manifestar. Após se tornar protagonista na Copa América ao conduzir o polêmico jogo entre Brasil e Argentina na semifinal, o juiz concedeu entrevista à rádio Super K 800, afirmou que não aconteceu problema na comunicação do VAR e reforçou a opinião de que não houve pênalti para a Albiceleste em lances discutíveis.

Depois da derrota, a imprensa argentina criticou fortemente Zambrano por conta da não revisão de dois supostos pênaltis para o time de Lionel Scaloni – em Aguero, após trombada com Daniel Alves, e no zagueiro Otamendi, que chocou-se com Arthur. O árbitro, porém, reforçou o julgamento de que não viu infração nos lances.

“Nessa jogada, por que não mostram a imagem atrás do gol? Aguero faz uma falta temerária, dá um pisão. Dessa jogada nasceu um contra-ataque, e o Brasil marcou. Eu avaliei isso e mandei jogar”, afirmou antes de comentar a jogada com Otamendi.

“Em um escanteio é muito complicado ver 18 jogadores na área, que se provocam e se empurram. Eu vi quando o jogador estava caído, não a infração. O VAR revisou e disse que era uma jogada nebulosa, por isso decidiu não me chamar. Otamendi também buscou se chocar, e o defensor fez o seu. Mas quem propõe e busca o contato é Otamendi. Com as notícias que saíram, acho que poderiam ter me chamado”, completou.

Zambrano ainda disse que “nunca perdeu a comunicação com o VAR e os assistentes”, afirmou que toda a conversa entre a equipe de arbitragem está gravada e comentou as declarações de Messi. Na oportunidade, o astro argentino não poupou críticas ao árbitro de vídeo.

“Messi é um jogador que sempre se preocupa somente em jogar, nunca tive problemas com ele. Por isso as declarações dele me surpreenderam, mas é bom que cada um tenha sua opinião. Tudo terminou bem. O Brasil foi superior em toda a Copa e sabíamos que o perdedor ia buscar algum culpado, e neste caso foi o árbitro”, analisou.

 

 

 

 



Junto ao VAR, a arbitragem foi centro de polêmicas durante toda a Copa América (Foto: Juan Mabromata/AFP)

Finalizada no último domingo com o título do Brasil, a Copa América de 2019 ficará marcada pelas diversas polêmicas dentro e fora de campo. Com o árbitro de vídeo utilizado pela primeira vez em competições organizadas pela Conmebol, a arbitragem não ficou de lado, foi centro de diversas discussões e inclusive sofreu com acusações do craque argentino Lionel Messi.

Se havia quem dissesse que a utilização da tecnologia iria acabar com as discussões sobre arbitragem, a competição continental mostrou que ainda há muita polêmica a ser debatida. Potencializadas pelo uso do VAR, não faltaram reclamações das seleções sobre as decisões dos donos do apito.

Na fase de grupos, a arbitragem não passou despercebida, mas foi a partir do mata-mata que as polêmicas aumentaram. Dos três gols uruguaios anulados contra o Peru, passando pela reclamação argentina contra o Brasil, até os pênaltis discutíveis e a expulsão de Gabriel Jesus na final do torneio.

Empate amargo com a Venezuela

Brasil até balançou as redes contra a Venezuela, mas a arbitragem anulou os gols (Foto: Juan Mabromata/AFP)

A primeira polêmica envolvendo a Seleção Brasileira aconteceu logo na segunda rodada da fase de grupos. No empate em 0 a 0 contra a Venezuela, os comandados de Tite até balançaram as redes em duas ocasiões, mas em ambas o VAR entrou em ação e anulou os gols.

Na primeira, Gabriel Jesus finalizou e o zagueiro venezuelano bloqueou o chute. A bola sobrou para Firmino, em posição irregular, que devolveu para o camisa nove empurrar para as redes. Apesar de alguns interpretarem que o desvio na zaga dava origem a uma nova jogada, a arbitragem não entendeu assim e assinalou o impedimento depois de checar a jogada novamente.

No segundo lance, Coutinho empurrou para o gol depois da jogada de Everton pelo lado esquerdo. Antes de entrar na meta, entretanto, a bola desviou em Roberto Firmino, que novamente estava em posição de irregular.

Convidados também reclamam

Também na segunda rodada da fase de grupos, a arbitragem voltou a polemizar. Desta vez, com o Japão, seleção convidada para a edição deste ano. Os nipônicos reclamaram de dois lances. Um pênalti marcado a favor dos uruguaios, e posteriormente também sobre um lance de penalidade, desta vez não marcado em favor do Japão.

Seleção Japonesa reclamou de pênalti marcado a favor do Uruguai (Foto: Carl de Souza/AFP)

Na etapa inicial, Cavani recebeu lançamento dentro da área e foi travado pelo zagueiro Ueda. De início, o colombiano Andres Rojas não assinalou a infração, mas depois de checar o lance na cabine, mudou de decisão e marcou o pênalti. A reclamação japonesa era de que o atacante uruguaio foi quem atingiu o defensor.

No segundo tempo, o camisa 10 Shoya Nakajima fez bela jogada dentro da área e caiu depois de um choque com Giovanni González. O árbitro novamente nada marcou, mas desta vez nem foi chamado à cabine para rever a jogada.

Uruguai eliminado com três gols anulados

O brasileiro Wilton Pereira Sampaio anulou três gols uruguaios contra o Peru (Foto: Juan Mabromata/AFP)

Mais uma vez as reclamações com a arbitragem envolveram o Uruguai, mas desta vez na eliminação para o Peru nas quartas de final. O confronto apitado pelo brasileiro Wilton Pereira Sampaio, que terminou em 0 a 0 e garantiu a vaga para os peruanos após disputa de pênaltis, contou com três tentos anulados pelo lado uruguaio.

No primeiro lance, Arrascaeta finalizou para o gol, mas na origem da jogada Nández estava em posição irregular. No segundo tempo, foi a vez da dupla artilheira Suárez e Cavani irem às redes, mas também estavam impedidos nas jogadas. Apesar da espera para a checagem dos auxiliares no vídeo, é importante lembrar que o assistente levantou a bandeira nos três lances.

Apesar dos acertos da arbitragem nos gols anulados, não faltaram reclamações do ídolo Diego Lugano. O ex-capitão da Celeste recorreu ao Twitter para mostrar o seu descontentamento com o VAR.

A revolta Argentina

Sobraram reclamações da Seleção Argentina para a os árbitros e a Conmebol. Na derrota por 2 a 0 para o Brasil, na semifinal, a Albiceleste reclamou de dois pênaltis não marcados, que sequer foram checados pelo equatoriano Roddy Zambrado na cabine do VAR. No primeiro lance, um encontrão de Arthur com Otamendi dentro da área, em cobrança de escanteio. No segundo, a reclamação foi ainda maior. Na origem do segundo gol brasileiro, os argentinos reclamaram de uma infração de Daniel Alves em Sergio Aguero dentro da área.

Expulso na disputa de terceiro lugar, Lionel Messi não poupou críticas à arbitragem da Copa América (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Já na disputa de terceiro lugar, mesmo com a vitória por 2 a 1 sobre o Chile, os questionamentos ao árbitro não diminuíram. Messi se envolveu em discussão com o zagueiro Medel, recebeu peitadas e uma cabeçada e acabou recebendo o vermelho junto com o chileno.

Tudo isso rendeu uma carta formal da Associação do Futebol Argentino (AFA) à Conmebol, e até a acusação de Lionel Messi de que a competição já estava “armada para o Brasil”.

Os pênaltis duvidosos e a expulsão de Jesus na final

A final entre Brasil x Peru também ficou marcada por lances duvidosos da arbitragem. Neste caso foram três. O primeiro, no pênalti assinalado para o Peru e convertido por Guerrero. No lance, a bola bate no braço de apoio (o que, pela regra, não configura infração) de Thiago Silva, que dava um carrinho na grande área. O árbitro chileno Roberto Tobar assinalou a penalidade, foi até a cabine conferir a jogada novamente e manteve a decisão.

Árbitro chileno expulsou Gabriel Jesus e causou revolta do atacante brasileiro (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Já na segunda etapa, Gabriel Jesus disputou bola no alto e deixou o corpo no zagueiro Zambrano. Como já havia levado um cartão amarelo no primeiro tempo, o atacante recebeu o segundo neste lance e foi expulso. Muito irritado, Jesus saiu reclamando muito e chegou até a fazer um gesto sinalizando “roubo”, antes de ir para os vestiários.

Para fechar as polêmicas da final, o pênalti que gerou o “gol do título” também foi fruto de uma decisão duvidosa da arbitragem. Everton Cebolinha levou uma trombada de Zambrano, e o árbitro marcou a infração. Apesar do choque ter sido de ombro no ombro, a penalidade foi confirmada para o Brasil. Richarlison converteu a cobrança e fechou a vitória brasileira por 3 a 1 no Maracanã.



Neymar foi cortado da Copa América ainda antes do início da competição por conta de uma lesão no tornozelo direito. Mesmo sem o camisa 10, a Seleção não demonstrou sentir a ausência do atacante e sagrou-se campeã do torneio. Uma das principais dúvidas que surgem com o fim do torneio gira em torno de qual jogador pode perder espaço quando o atleta do Paris Saint-Germain estiver novamente disponível.

No amistoso seguinte ao corte de Neymar, Tite optou pela entrada de David Neres na ponta-esquerda. O jogador do Ajax foi titular no amistoso contra Honduras e também na estreia da Copa América, contra a Bolívia. No entanto, Neres não conseguiu apresentar um futebol consistente em campo, em contrapartida a Everton, que entrou no segundo tempo da primeira partida do torneio e marcou um belo gol.

A partir da segunda partida, Everton assumiu a titularidade e, inclusive, terminou como artilheiro da competição, com três gols marcados. Mesmo que a posição natural de Neymar seja na ponta-esquerda, o boa fase do atacante do Grêmio deve trazer dor de cabeça ao Tite na montagem do time.

Outra opção para o treinador da Seleção seria escalar Neymar na posição que Phillipe Coutinho atuou na Copa América, como meia-atacante centralizado. O camisa 10 atuou em uma faixa mais central pelo Paris Saint-Germain na última temporada e poderia ser um organizador de jogadas na Seleção. O falta de inspiração do meia do Barcelona na Copa América pode pesar nessa escolha.

Tite gosta de ter um centroavante que funcione como referência no setor ofensivo, porém Neymar poderia trazer uma alternativa de maior mobilidade para o ataque brasileiro. Dessa forma, Roberto Firmino seria sacrificado, para que o camisa 10 atuasse como uma espécie de falso 9 ao lado de Everton, Gabriel Jesus, ou até mesmo Richarlison.

Neymar deve estar totalmente recuperado da lesão no ligamento do tornozelo direito até o início do calendário de 2019/20 de partidas oficiais do PSG. Apesar disso, o atacante deve perder parte importante da pré-temporada. O jogador, inclusive, não se reapresentou na segunda-feira com o restante do elenco e foi repreendido pelo clube.




Fagner foi o único jogador de linha não utilizado por Tite na Copa América (Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Dos 23 jogadores convocados por Tite para a disputa da Copa América, apenas três não entraram em campo no torneio. O lateral-direito Fagner e os goleiros Cássio e Ederson foram os únicos atletas a não terem participado ativamente da campanha do título da Seleção Brasileira.

Como já é costumeiro em seleções, especialmente em torneios de tiro curto, apenas um goleiro defendeu a meta brasileira na competição. Campeão da Liga dos Campeões com o Liverpool, Alisson foi definido por Tite como o arqueiro titular do Brasil e disputou todos os minutos, não dando chances a Cássio e Ederson, que ficaram na reserva.

Na lateral direita, Daniel Alves assumiu a responsabilidade de carregar a braçadeira de capitão e fez uma grande Copa América. Um dos maiores destaques da equipe durante o torneio, o jogador de 36 anos só chegou a ser substituído aos 37 minutos do segundo tempo da partida contra o Paraguai, pelas quartas de final. Porém, o treinador optou por colocar Lucas Paquetá para avançar o time e buscar a vitória no tempo normal.

Durante a decisão contra o Peru, Tite chegou a deslocar Daniel Alves para o meio-campo, mas preferiu escalar Éder Militão na lateral, em vez de Fagner. A partida foi a primeira do ex-jogador do São Paulo na competição e por pouco ele não entrou no grupo dos que não foram utilizados.

Além de Alisson e Daniel Alves, os zagueiros Marquinhos e Thiago Silva, o meia Coutinho e os atacantes Gabriel Jesus, Roberto Firmino e Everton Cebolinha foram os jogadores a disputar todas as partidas durante a campanha da Copa América. Miranda, Paquetá e Militão foram os que só entraram em campo uma vez.