Em se tratando do discurso, pouco se parece com o de um premiado na cerimônia da Bola de Ouro da Fifa. Humilde nas declarações e discreto com relação à imagem, James Rodríguez parece só gostar de chamar a atenção dentro de campo. Revelação da seleção colombiana que chegou às quartas de final do Mundial pela primeira vez no Brasil, o meio-campista evita se colocar como uma alternativa a Falcao Garcia na seleção e, em termos de clube, admite que a conquista da Liga dos Campeões é seu maior objetivo.
Autor do gol mais bonito de 2014, eleito na cerimônia da Bola de Ouro da Fifa, James Rodríguez reconhece que defender o título da maior competição do continente europeu é tarefa difícil, mas coloca tal objetivo como uma das grandes ambições pessoais. O bicampeonato consecutivo da Liga dos Campeões seria um fato inédito a qualquer clube europeu. “Sonho em ganhar a Champions com o Real e espero que seja este ano. O treinador tem uma relação excelente com todos os jogadores, estamos encantados com ele”, reconheceu o colombiano em entrevista à Rádio Caracol, justificando o bom momento do clube merengue, único time a garantir vaga nas oitavas de final com 100% de aproveitamento.
Com muito mais seriedade e responsabilidade James se refere à seleção colombiana, pela qual disputou sua primeira Copa do Mundo em 2014. Após ser eleito o artilheiro da competição, com seis gols marcados, e lucrar o Prêmio Puskas graças ao gol diante do Uruguai no Maracanã, o camisa 10 faz boas projeções para os colombianos na Copa América 2015, que será disputada no Chile entre os meses de junho e julho. “A motivação é importante para conquistar os melhores resultados. A vontade de ganhar que esta seleção tem pode nos ajudar a conseguir coisas muito importantes” considerou.
Com Falcao fora da Copa do Mundo no Brasil por conta da lesão no joelho que comprometeu sua carreira no último ano, James Rodríguez se mostrou como a maior liderança do time colombiano, que também contava com Cuadrado e Téo Gutiérrez como nomes do setor ofensivo. Apesar da grande responsabilidade que lhe foi atribuída durante o Mundial, o camisa 10 admite que ser capitão não é uma obsessão. “Não luto pela faixa de capitão com ele. O dono da faixa é Falcao e isso está claro, o capitão da seleção tem que ser um cara experiente que, independente do nome, consiga unir o grupo”, garantiu.
