O Benfica recebe um balde de água fria com a eliminação contra a Inter de Milão em uma temporada que era perfeita até duas semanas atrás, em que parecia ter o título do Campeonato Português no bolso, com 10 pontos de vantagem sobre o Porto. Na Liga dos Campeões, tinha encantado na primeira fase, terminando em primeiro em um grupo que tinha Paris Saint-Germain e Juventus, e atropelando o Brugge nas oitavas de final (7–1 no placar agregado).
Mas em apenas quinze dias tudo parece ter ido por água abaixo depois de sofrer duas derrotas consecutivas no Campeonato Português, vendo a vantagem sobre o Porto cair para apenas quatro pontos, e ficando agora fora da Champions.
"O resultado do jogo de ida foi fundamental. Hoje jogamos melhor e podíamos ter saído daqui com uma vitória", declarou o artilheiro Gonçalo Ramos, uma das decepções das quartas de final por não ter marcado ou ter tido grandes oportunidades de gol.
A equipe comandada por Roger Schmidt também fica sem a possibilidade de vingar o time que perdeu a final europeia de 1989-1990 para o Milan do técnico Arrigo Sachi por 1 a 0 com um gol do holandês Frank Rijkaard.
Aquela foi a última vez em que o Benfica ficou entre as quatro melhores equipes do continente. Mais de 30 anos para o bicampeão europeu (1961 e 1962) e mais uma eliminação para aumentar a maldição de Béla Guttmann, treinador húngaro que, depois de montar a equipe que conquistou as duas 'Orelhudas', deixou o clube por não se sentir valorizado pela diretoria lisboeta, mas não sem antes declarar: "Amaldiço vocês! O Benfica não volta a ganhar a Copa dos Campeões Europeus pelos próximos 100 anos!".
Faltam menos de 40 anos para que o feitiço acabe.