Paysandu e CRB param nos goleiros e não saem do zero no placar

São Paulo, SP

13/10/17 | 21:23 - 14/10/17 | 11:47

Foto: ANTONIO CICERO / Photopress/Gazeta Press

Nesta noite de sexta-feira, Paysandu e CRB entraram em campo buscando melhorar a situação na tabela de classificação da Série B. Depois de um jogo com momentos bem distintos, nenhuma equipe conseguiu se sobressair para vencer o jogo. Apesar das oportunidades, o resultado final acabou não sendo dos melhores para nenhum time e o empate por 0 a 0 teve gosto amargo para os treinadores Marquinhos Santos e Mazola Júnior.

Um jogo que se encaminhava muito tranquilo, sem grandes oportunidades e com os goleiros pouco exigidos. Foi assim até a metade da segunda etapa. Depois, o jogo foi eletrizante e apreensivo para os torcedores de ambos os times. Edson Kolln e Emerson começaram a trabalhar e foram determinantes na igualdade do placar.

O JOGO

Os primeiros 45 minutos foram de muita disputa, mas pouca qualidade técnica na construção das jogadas. As propostas de jogo ficaram bem definidas e o jogo acabou se desenvolvendo de uma forma muito cautelosa, com poucas oportunidades claras de gol. O Paysandu tinha a bola e controlava o meio-campo, mas não conseguiu infiltrar na forte defesa do visitante. O CRB prezou pela marcação e deixou as linhas bem baixas, postando nos contra-ataques, que não surtiram efeito.

O gramado escorregadio prejudicou o futebol das equipes. As fortes chuvas dificultaram o controle de bola por parte dos jogadores e o que se viu foram times abusando das ligações diretas e dos erros de passes, quando tentavam. As poucas chegadas foram provenientes de jogadas de linha de fundo e bolas alçadas na área.

Uma tônica do primeiro tempo ficou por conta dos atendimentos médicos. O jogo foi paralisado por diversas vezes e ficou mais tenso por conta das fortes divididas e dos lances de confusão. A chances mais perigosas vieram do time da casa, mas nada que assustasse o goleiro Edson Kolln, muito bem quando acionado.

A segunda etapa começou com o Papão mais ofensivo e arriscando jogadas no campo de ataque. Depois de uma grande pressão nos primeiros dez minutos, o time da casa diminuiu a intensidade e o cenário da partida ficou muito parecido com o do primeiro tempo. Ao mesmo tempo que o CRB viu o adversário voltar ao ritmo normal, não se colocou ao ataque e manteve a proposta do contra-ataque.

Nos primeiros 20 minutos, o Paysandu teve duas oportunidades de chegar ao primeiro gol. Logo aos cinco minutos Perema subiu mais que a defesa e cabeceou, mas teve a testada defendida. Aos 13, Perí acertou um belíssimo chute, aproveitando o rebote da defesa. A bola tinha endereço certo, mas contou com o desvio do defensor rival, que tirou para escanteio. Com 26 jogados, o CRB teve a primeira chance clara. Danilo Pires tirou o marcador e bateu forte, obrigando o goleiro Emerson a fazer grande defesa. O lance empolgou o time visitante, que chegou novamente um minuto depois. Na saída de jogo errada, Neto Baiano ficou com a bola e tentou fazer de cobertura. A bola passou muito perto.

O jogo ficou eletrizante na reta final e os goleiros foram muito exigidos. Os dois times tiveram pelo menos três chances cada um de abrir o placar, mas não foram efetivos na finalização. Nos últimos minutos do jogo quase saiu o tão esperado gol do torcedor do Paysandu. Depois do escanteio, Perema subiu e testou a bola que passou muito perto da meta.

FICHA TÉCNICA
PAYSANDU X CRB

Local: Estádio da Curuzu, em Belém (PA)
Data: Sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Horário: 19h15 (Brasília)
Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
Assistentes: Luiz Claudio Regazone (RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)

CARTÕES AMARELOS:
Paysandu: Fábio Matos, Peri, Renato Augusto
CRB: Chico, Tony, Tinga, Edson Kolln, Adalberto

PAYSANDU: Emerson; Lucas Taylor, Perema, Diego Ivo e Guilherme Santos (Peri); Renato Augusto, Nando Carandina, Rodrigo Andrade e Fábio Matos; Bergson e Marcão (Caion)
Técnico:
Marquinhos Santos

CRB: Edson Kölln; Edson Ratinho (Tinga), Flávio Boaventura, Adalberto e Diego; Olívio, Danilo Pires, Adriano, Chico (Pedro Botelho) e Tony; Zé Carlos.
Técnico: Mazola Júnior

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