O assunto ‘zona de rebaixamento’ é cada vez menos falado na Vila Belmiro. Com a vitória sob o Vasco, o time subiu para a 12ª colocação e aumentou sua distância para o grupo da degola. Agora são sete pontos. "Acho que falar menos, sim. Mas a preocupação será mantida. Não tem como relaxar. Em duas rodadas, pode estar beirando qualquer condição. Não queremos isso", disse o cauteloso Dorival Jr.
O treinador conseguiu mudar o panorama do Peixe no Campeonato Brasileiro. Já são quatro jogos invicto, com três vitórias e um empate, além da vaga garantida nas oitavas de final da Copa do Brasil, após vencer e eliminar o Sport. Falta, porém, um triunfo fora de casa. O Santos soma seis derrotas e três empates como visitante. Neste sábado, a equipe enfrenta o Atlético-PR, na Arena da Baixada, em Curitiba, e a missão é acabar com esse incômodo jejum.
"É a marca a ser batida. Temos que correr atrás disso. Está na hora de fazer uma boa apresentação fora e trazer o resultado", admitiu Dorival Jr, que comandou o alvinegro praiano duas vezes longe da Vila. Perdeu para o Palmeiras por 1 a 0 e empatou com o Flamengo por 2 a 2.
Com o Peixe emabalado após quatro jogos invicto, Dorival Jr. quer buscar três pontos em Curitiba (Foto: Ricardo Saibun/Santos)
"É ter a postura que teve aqui. Fizemos um belo jogo com Palmeiras e não conseguimos o resultado. A equipe mereceu outra situação. No Maracanã, alcançou uma recuperação boa. Não podemos ter a oscilação do primeiro tempo, no Maracanã. Precisamos de uma partida equilibrada fora de nossos domínios", analisou.
Mesmo assim, o trabalho do técnico é visto como fundamental para a reabilitação santista na competição. O time cumpriu a missão de marcar nove pontos em casa contra as equipes da zona de rebaixamento (Joinville, Coritiba e Vasco), apenas com o empate diante do Rubro-negro carioca no meio desta série.
Questionado se teve alguma projeção alcançada neste período, Dorival deixou claro que não trabalha desta maneira e quer dar um passo de cada vez para levar o Peixe à parte de cima da tabela."Eu não projeto. Só penso no jogo seguinte. Estou pensando no Atlético. Não tinha como fazer projeção. Era reequilibrar a equipe emocionalmente. Os jogadores chamaram para si a responsabilidade e os resultados começaram a aparecer. Era difícil falar que ia chegar, fazer e acontecer. Não tem como", afirmou.