Presidente da Conmebol emite carta aberta ao futebol feminino sul-americano: "Queremos transformar"

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Foto: Divulgação/Conmebol

O presidente da Conmebol emitiu uma carta aberta ao futebol feminino nesta segunda, dia 7 de março, data que foi nomeada pelo Conselho da entidade como o Dia do Futebol Sul-Americano Feminino. Alejandro Dominguez escreveu sobre as melhorias na modalidade e espera ver mais conquistas no esporte.

“A partir de 2016, a Conmebol iniciou um profundo processo de reparação histórica em relação à mulher e seu lugar no futebol sul-americano. De fato, durante décadas, a Confederação deixou o futebol feminino no esquecimento, relegando-o à sua expressão mínima e negando-lhe até mesmo o apoio mais básico. Com a mudança de rumo produzida naquele ano e com a entrada em operação de uma nova Conmebol, essa realidade vem mudando rapidamente”, escreveu o dirigente.

Na nota também é ressaltado um elemento importante dentro do meio feminino. Houve um aumento dos prêmios na Libertadores aprovados para 2022. A equipe campeã receberá 1,5 milhão de dólares (R$ 7,5 milhões), enquanto o clube vice-campeão ganhará 500 mil dólares (R$ 2,5 milhões).

“Com isso, além de o torneio se tornar mais atrativo e competitivo, abre-se a possibilidade de novos investimentos por parte dos clubes, com melhor infraestrutura e treinamento para suas equipes femininas”, afirmou Alejandro.

Confira na íntegra a carta aberta emitida pelo presidente da Conmebol:

O Conselho da Conmebol decidiu no ano passado nomear o dia 7 de março como o Dia do Futebol Sul-Americano Feminino, por ocasião do prelúdio do Dia Internacional da Mulher e do início da Libertadores Feminina daquele ano.

A iniciativa foi proposta por María Sol Muñoz, representante da Conmebol na Fifa, e é totalmente coerente com a missão da Conmebol, que desde 2016 implementa uma política para promover e priorizar o futebol feminino sul-americano.

A partir de 2016, a Conmebol iniciou um profundo processo de reparação histórica em relação à mulher e seu lugar no futebol sul-americano. De fato, durante décadas, a Confederação deixou o futebol feminino no esquecimento, relegando-o à sua expressão mínima e negando-lhe até mesmo o apoio mais básico. Com a mudança de rumo produzida naquele ano e com a entrada em operação de uma nova Conmebol, essa realidade vem mudando rapidamente.

Gostaria de salientar dois elementos recentes a este respeito. A primeira, a final da Conmebol Libertadores Feminina, realizada no dia 21 de novembro no estádio Gran Parque Central, em Montevidéu, no Uruguai, entre as equipes do Corinthians, do Brasil, e Santa Fé, da Colômbia. Refiro-me sobretudo à fixação do público, ao entusiasmo e cor das bancadas, às emoções que percorreram aquele estádio de ponta a ponta, à agitação dos adeptos. E também me refiro ao bom jogo coletivo, ao talento individual dos atletas, à dedicação sem reservas de todos em busca da glória esportiva.

A questão é que a final da Conmebol Libertadores Feminina teve toda a qualidade e paixão esperadas de uma partida decisiva, em linha com a rica história e tradição do melhor futebol do mundo, o sul-americano. Os jogadores, árbitros e treinadores do nosso continente conquistaram o seu espaço com talento, dedicação e responsabilidade. Ninguém lhes deu nada. E a Conmebol está determinada a trabalhar incansavelmente para que as conquistas se consolidem e o crescimento seja acelerado.

O segundo elemento é o aumento substancial dos prêmios da Conmebol Libertadores Feminina aprovados para 2022. A equipe campeã receberá US$ 1.500.000, o que representa um aumento de 1.600% em relação a 2021. Por sua vez, o clube vice-campeão ganhará US$ 500.000, um valor resultante de um aumento de 900% em relação ao torneio anterior. Com isso, além de o torneio se tornar mais atrativo e competitivo, abre-se a possibilidade de novos investimentos por parte dos clubes, com melhor infraestrutura e treinamento para suas equipes femininas.

Esses são apenas dois exemplos que nos falam da força do futebol feminino sul-americano que, do ponto de vista histórico, ainda está dando seus primeiros passos. O futebol feminino não tem teto.

Na Conmebol queremos encher as quadras de meninas, queremos que as jovens jogadoras se sintam valorizadas e estimuladas, que se multipliquem treinadores e árbitros, que as mulheres se empoderem na liderança e em cargos executivos ligados ao esporte. Queremos que o Futuro do Futebol seja escrito com F de Feminino, queremos transformar o futebol feminino sul-americano em referência mundial. Trabalhamos todos os dias para alcançá-lo.

Vamos continuar acreditando grande!
Alejandro Dominguez W.S.
Presidente da Conmebol

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