Nesta segunda-feira, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, teve seu nome ligado ao escândalo de corrupção deflagrado na entidade durante a última semana. O jornal The New York Times publicou que o francês é o “alto executivo” citado nas denúncias do FBI sobre o caso por repassar cerca de US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 32 mi, em valores atuais).
Braço direito do presidente reeleito Joseph Blatter, Valcke teria transferido em 2008 a quantia a Jack Warner, então presidente da Confederação das Américas do Norte, Central e Caribe de Futebol (CONCACAF) e um dos 14 dirigentes já indiciados pelo escândalo. Warner, que se entregou à polícia na última semana e acabou deixando a prisão em ambulância na sexta-feira, teria recebido o dinheiro em três parcelas, entre janeiro e março daquele ano.
Também nesta segunda-feira, o secretário-geral da Fifa cancelou sua viagem para o Canadá, onde participaria da abertura do Mundial feminino neste sábado. Falando em nome do executivo, a porta-voz da entidade, Delia Fischer, afirmou que a mudança de planos se deu por causa da agitação política dos últimos dias, e que um funcionário do nível dele precisa ficar na sede, em Zurique, na Suíça, para resolver certas questões.
Valcke também respondeu à publicação estadunidense. Por e-mail, o francês afirmou não ter permissão dentro da Fifa para autorizar tal transferência e que não possui quantia próxima a US$ 10 milhões em sua conta. Segundo a entidade máxima do futebol mundial, o envio do dinheiro foi consolidado pelo ex-diretor do comitê financeiro, o argentino Julio Grondona, que faleceu em 2014.
