Sul-coreano lamenta "colapso total" da Fifa e crê em mandato único

São Paulo, SP

29-09-2015 09:48:33

Candidato às eleições de fevereiro de 2016, o milionário sul-coreano Chung Mong-joon, principal investidor da montadora Hyundai e antigo membro do Comitê Executivo da Fifa, não nega que a entidade passa por um momento de profunda crise, mas acredita que, em meio ao caos, tem a chance da vida para recuperar a imagem da entidade máxima do futebol. E crê que pode fazer isso em um único mandato de quatro anos.

“A Fifa está enfrentando uma crise sem precedentes. No entanto, esta também é uma grande oportunidade para reforma-la. Se todos aqueles que amam futebol podem trazer sua sabedoria em prol da Fifa, será possível revitaliza-la, mas é algo que tem que ser feito por alguém de dentro. Se eu for eleito vou cumprir um único mandato de quatro anos. Os 40 anos de cultura de corrupção podem ser mudados em quatro”, declarou em entrevista nesta terça.

Elegendo o novo episódio da investigação, que agora pauta Joseph Blatter e Platini como protagonistas em um pagamento extraoficial de 2 milhões de francos (cerca de R$ 10 milhões), como “mais um dia triste para a Fifa”, Mong-joon, que já tinha disparado contra o então presidente e o mandatário da Uefa, admitindo que ambos partilhavam dos mesmos pensamentos, não é novato nesta missão de colocar panos quentes nas polêmicas e ‘aparar arestas’.

Quando era membro do Comitê Executivo, o sul-coreano admitiu que atuou nos bastidores em diversas oportunidades para corrigir os percalços administrativos de Joseph Blatter. “Durante meu mandato no Comitê Executivo, eu trabalhava incessantemente para coibir as formas ilegais em que o senhor Blatter e seu antecessor, o Sr. [João] Havelange trabalhavam. Fico triste porque na época não tinha poder para parar com isso, que já voltou a assombrar e destruir a Fifa”, falou.

Concorrendo ao cargo de Blatter ao lado do jordaniano Ali Bin Al Hussein, derrotado pelo suíço no último pleito, o liberiano Musa Bility e o francês Michel Platini, que ainda corre risco de deixar a disputa se os indícios da investigação forem confirmados, Chung Mong-joon aposta na criação de uma ‘força-tarefa’ para revitalizar a imagem da Fifa.

“A Fifa precisa supervisionar tudo, ela e as confederações regionais devem convocar reuniões extraordinárias, assim como o Congresso deve criar uma força-tarefa de emergência que permitirá ao secretariado funcionar sem interrupção”, apontou.

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