Organizador da Copa de 2010 admite pagamento de US$10 mi à Concacaf

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Mais um capítulo da polêmica envolvendo o esquema de corrupção na Fifa, investigado pelo FBI, veio à tona neste domingo. O organizador da Copa do Mundo da África do Sul em 2010, Danny Jordaan, admitiu o pagamento de 10 milhões de dólares (cerca de R$ 31,7 mi) para a Concacaf, então presidida por Jack Warner, um dos detidos pela investigação norte-americana na última semana em Zurique, na Suíça.

As informações são do jornal sul-africano “The Sunday Independent”. Segundo a publicação, Jordaan, presidente da confederação de futebol do país (Safa) e prefeito da cidade de Port Elizabeth, relatou que o dinheiro foi repassado à entidade como uma espécie de contribuição para o desenvolvimento do futebol na América do Norte, Central e Caribe.

“Eu jamais paguei ou recebi propina de qualquer pessoa em minha vida... Como podemos ter pago um suborno pelos votos quatro anos após ter ganho o processo?", disse Jordaan ao jornal

Segundo Jordaan, quantia fazia parte de um

Segundo Jordaan, quantia fazia parte de um "fundo para desenvolvimento do futebol" da região - Credito: AFP

A Justiça norte-americana investiga um possível esquema de pagamento de propinas dos sul-africanos a Warner em troca de votos para eleger o país como sede do Mundial de 2010. Ainda segundo o “Sunday Independent”, o dinheiro foi parte do que a Safa teria recebido para preparar o torneio: 80 milhões de dólares.

Enquanto isso, Jack Warner segue detido na Suíça, junto de outros oito envolvidos no esquema investigado pelo FBI, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin.

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