Nos EUA, Napout pede prazo maior para pagar fiança de R$ 79 milhões

São Paulo, SP

24-12-2015 17:36:39

Após renunciar à presidência da Conmebol, Juan Ángel Napout passa por maus bocados nos Estados Unidos, onde está preso por indícios de corrupção como dirigente no futebol sul-americano. Depois de ver o prazo original, que era até esta quarta-feira, expirar, o paraguaio pediu mais tempo para terminar de pagar os US$ 20 milhões (R$ 79 mi) estabelecidos pela Justiça dos EUA como valor de sua fiança.

Em pedido entregue por seu advogado, John Pappalardo, o dirigente pede que o prazo para depositar o valor restante seja estendido até dia 15 de janeiro, alargando o que havia sido estipulado antes em mais de três semanas.

Ainda segundo Pappalardo, Napout já colocou os US$ 10 milhões (R$ 40 mi), referentes à primeira parcela, à disposição para que sejam depositados e fiquem sob juízo do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O valor total da fiança deve ser pago para que o paraguaio siga respondendo ao processo em prisão domiciliar, sob fiscalização eletrônica, em situação semelhante à do ex-presidente da CBF José Maria Marin. O brasileiro está preso em seu apartamento, em Nova York, enquanto também tenta negociar termos do pagamento de sua própria fiança, estabelecida em US$ 15 milhões (R$ 59 mi).

Juan Ángel Napout foi preso em Zurique, na Suíça, no último dia 3 de dezembro, e aceitou ser extraditado para os Estados Unidos. Foi a julgamento em território norte-americano e se declarou inocente das acusações de associação criminosa, fraude e lavagem de dinheiro.

Para concentrar-se em sua defesa, Napout enviou, através de um e-mail, sua carta de renúncia à presidência da Conmebol no dia 12 de dezembro. Após sua saída, o presidente da Associação Uruguaia de Futebol, Wilmar Valdez, assumiu como mandatário interino, e já declarou que será candidato às eleições para definir o ocupante do cargo até 2019, marcadas para o próximo dia 26 de janeiro.

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