Neymar e Barcelona têm recurso negado pela Justiça espanhola

São Paulo, SP

28-10-2015 17:58:17

 

A Audiência Nacional da Espanha negou os recursos apresentados por Neymar, por Neymar pai, pelo Santos e pelo Barcelona relativos ao processo do DIS, que grupo de investidores que era dono de 40% dos direitos econômicos do jogador no período em que a transação para o time azul-grená foi concretizada. Dessa forma, o craque e dirigentes dos dois clubes serão obrigados a depor na Corte de Madri, a fim de esclarecem os valores declarados.

Na ação imposta pelo DIS, a empresa pede 35 milhões de euros pela transferência de Neymar para o Barcelona. De acordo com o grupo de investidores, o time catalão teria pago ao Santos 86,2 milhões de euros (R$ 373,8 milhões), muito mais do que os 17,1 milhões de euros (R$ 73,7 milhões) divulgados. Assim, o valor que caberia aos empresários seria maior do que os 6 milhões de euros pagos (R$ 26 milhões, atualmente).

“Se o Santos tiver recebido uma quantidade superior aos 17,1 milhões de euros declarados pela transferência de Neymar Júnior sem o conhecimento do querelante, poderia cair na órbita do Direito Penal, ao não constituir um mero descumprimento civil, constituindo-se em uma infração criminal”, afirmou o juiz José de la Mata, responsável pelo caso.

Os juízes espanhóis que estão à frente do processo trabalham com a hipótese de que Barcelona e Santos teriam modificado as regras de livre mercado de transferências, cometendo a chamada “corrupção entre particulares”. Além do atleta e de seu pai, Josep Maria Bartomeu, presidente do Barça, e seu antecessor, Sandro Rosell, serão intimados a depor. Os ex-mandatários do Santos, Odílio Rodrigues e Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro também podem ser convocados a prestar depoimento, já que participaram das negociações.

Caso sejam condenados, Bartomeu e Rosell podem ser presos. O atual presidente do time catalão pode ser condenado a dois anos e três meses de prisão. A situação do ex-presidente é mais grave. Rosell pode pegar sete anos e meio de reclusão. Além disso, os dirigentes e o clube podem ser obrigados a pagar multas e indenizações que superariam os 62,6 milhões de euros (cerca de R$ 269 milhões).

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