Ministro do Interior da Romênia pune empresa de ambulância após morte do jogador Patrick Ekeng
Após a morte do jogador Patrick Ekeng na última sexta-feira, que sofreu uma parada cardíaca no meio de uma partida do Campeonato Romeno, o Ministro do Interior (responsável pelas pautas de segurança) da Romênia suspendeu o contrato com a empresa privada que forneceu a ambulância que levou o atleta ao hospital, alegando irregularidades e falta de estrutura adequada.
O dirigente declarou que foi encontrado, em unidades de transporte médico da empresa Plus, desfibriladores com baterias vencidas, além de medicamentos utilizados no processo ressuscitação fora da data de validade. Junto da suspensão de um mês no contrato, o ministro ainda multou a empresa em 23,800 lei (R$ 21 mil reais).
Segundo a agência Reuters, Hasan Anil Eken, empresário de Ekeng, rechaçou o tratamento recebido pelo jogador. "A ambulância chegou tarde", afirmou. "Na verdade, tinham três ambulâncias disponíveis, mas nenhuma delas tinham desfibrilador", completou.
Confira na íntegra a declaração publicada pelo Ministro do Interior:
Mesmo sendo muito cedo para tirar qualquer conclusão deste trágico acidente, uma vez que a polícia continua as investigações, é claro que alguns clubes romenos têm um histórico de não prezar pelas instalações médicas.
Depois de Henry Chinonso Ihelewere morrer em um jogo de pré-temporada em 2012, a AFAN (Associação de futebol amador e não-amador) solicitou à Federação Romena para torna-se obrigatório que os clubes providenciassem ambulâncias completamente equipadas em todas as partidas oficiais e amistosas.
Custaria menos de 400 euros por partida para cada clube ter equipamentos de ponta disponíveis, mas o plano não foi adotado, disse Emilian Hulubei, presidente da AFAN.