Leoz tenta arquivar processo de extradição, mas juiz nega pedido

São Paulo, SP

27-08-2015 15:18:40

O ex-presidente da Conmebol e ex-dirigente da Fifa Nicolás Leoz tentou, no início da semana, um requerimento junto à Justiça paraguaia para arquivar o pedido de extradição feito pelo Departamento de Justiça norte-americano. Aos 86 anos,Leoz é investigado no esquema de corrupção que foi deflagrado a partir das prisões acontecidas em maio passado. Nesta quinta, entretanto, um juiz de Assunção, capital paraguaia, rechaçou a petição.

A confirmação da recusa dos autos foi dada pelo próprio advogado de Leoz, Fernando Barriocanal, em entrevista à agência EFE. O pedido em questão, expedido pela defesa, questiona a falta de regulamentação no Paraguai sobre os processos de extradição ao estrangeiro. O assessor de Barriocanal detalhou o fato.

“O juiz Humberto Otazú disse que não há um procedimento específico (para a extradição aos Estados Unidos), mas que o procedimento comum deverá ser seguido e aceito”, falou Ricardo Preda, indicando que, para a Justiça paraguaia, Leoz deverá acatar a decisão suprema dos norte-americanos.

Convivendo com problemas de saúde desde à época da operação do FBI, principal razão para não ter sido extraditado na ocasião, Nicolás Leoz segue em prisão domiciliar em Assunção, recebendo suporte médico, quando necessário, dentro de casa.Junto de José Maria Marín, seu sucessor Eugenio Figueredo e outros cinco dirigentes, o ex-presidente da Conmebol é acusado de participar do esquema de suborno por facilidades nos direitos de transmissão.

O advogado de Leóz reforça que, no território paraguaio, seu cliente não cometeu infração alguma, mas que atenderá ao pedido de extradição se a Corte assim o permitir. “Ele vai se submeter se houver necessidade, nossa posição é que o doutor (Leoz) não cometeu nenhum delito no Paraguai. Se a Corte de Assunção possibilitar a extradição aos Estados Unidos, ele iria”, declarou.

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