Indiciado na Justiça, Del Nero é esperado para depor em CPI na terça

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Acusado de desviar R$ 120 mi da CBF, Del Nero deve depor em CPI na terça (Foto:Fernando Dantas/Gazeta Press)
Acusado de desviar R$ 120 mi da CBF, Del Nero deve depor em CPI na terça (Foto:Fernando Dantas/Gazeta Press)

Acusado de desviar R$ 120 mi da CBF, Del Nero deve depor em CPI na terça (Foto:Fernando Dantas/Gazeta Press)

Mencionado em investigação da Justiça norte-americana na última semana, Marco Polo Del Nero terá mais uma oportunidade de se defender na próxima terça-feira, em Brasília (DF). O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), licenciado do cargo desde a última quinta, é aguardado para depor na CPI do Futebol e conceder explicações sobre as acusações que o colocam como parte do esquema de desvio de verbas.

No cargo desde abril, quando substituiu José Maria Marin, Del Nero terá outro depoimento agendado na CPI caso não atenda essa primeira chamada. Se faltar ao Senado, caberá aos parlamentares votarem um requerimento para agendar um novo encontro no intuito de esclarecerem as movimentações fiscais do presidente e os boatos que rondam seu mandato.

Cerca de seis meses depois da prisão de sete dirigentes ligados a Fifa em um hotel de Zurique, entre eles, José Maria Marin, a investigação coordenada pelo FBI recaiu sobre diversos chefes do futebol sul-americano. Depois da prisão de Manuel Burga, ex-chefe da Federação Peruana, e de Sergio Jadue, que renunciou à Federação Chilena, foi a vez de Del Nero deixar o cargo para se dedicar a sua defesa.

Além das denúncias da Justiça norte-americana com relação ao esquema de propinas, o atual presidente da CBF também é investigado pelo Comitê de Ética da Fifa. Recentemente, deixou o cargo no Comitê Executivo sob representação de Fernando Sarney. Tentando se esquivar, não tem aproveitado as chances de negar seu envolvimento.

Em agosto, Del Nero bem que tentou impedir a quebra de seu sigilo bancário, mas não teve sucesso. O presidente voltou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir seu silêncio diante de um possível depoimento na comissão do STF, além de pedir um habeas corpus na tentativa de evitar uma prisão durante a sessão. Os dois requerimentos foram negados.

Del Nero teria participado de esquema que rendeu R$ 120 milhões, diz jornal

Segundo reportagem do Estado de São Paulo deste domingo, Marco Polo Del Nero é acusado de conspirar em um esquema de arrecadação de dinheiro ilícito que enriqueceu o bolso dos mandatários da CBF nos últimos anos. De acordo com o sistema, os chefes da entidade cobravam uma espécie de taxa para fechar acordos de patrocínio, favorecendo esta ou aquela empresa mediante a compensação.

Ao longo dos últimos anos em que a prática se perpetuou, a CBF teria movimentado cerca de R$ 120 milhões em taxas de contratos de direitos de transmissão. A especulação em torno do nome de Del Nero como integrante do esquema é um dos agravantes à situação do presidente da CBF na Justiça.

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