Indiciado, José Margulies prioriza férias na Alemanha: "Não me procuraram"

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O empresário José Lázaro Margulies, indiciado por corrupção pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, afirmou ainda não ter recebido nenhum comunicado oficial sobre a acusação. Margulies é apontado como suspeito de ter intermediado pagamentos ilegais quando trabalhava com a venda de direitos de transmissão para a empresa de marketing esportivo Traffic, do também empresário José Hawilla.

De férias na Alemanha para assistir a final da Liga dos Campeões, que será realizada no próximo sábado, o ex-funcionário da Traffic alegou não ter sido procurado pela Justiça americana. “Estou de férias. Olhei isso na internet, mas não fiquei sabendo de nada”, disse em entrevista à rádio Jovem Pan nesta quarta-feira.

“Não me procuraram... até agora só recebi emails da imprensa brasileira”, reiterou. “Se for convocado terei que ir”, disse em resposta às perguntas sobre uma possível ida para os Estados Unidos, país responsável pelo julgamento dos indiciados.

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Margulies trabalhou por mais de 20 anos ao lado de José Hawilla, que já se declarou culpado de diversas acusações envolvendo extorsão, lavagem de dinheiro, fraude e outros delitos. Embora seu antigo companheiro de trabalho tenha concordado em devolver à Justiça um valor estimado em R$ 450 milhões, o empresário garantiu nunca ter se envolvido com os esquemas de corrupção da empresa.

“Eu vendia (os direitos de transmissão) diretamente para as redes de televisão, nunca mexi com essa parte de propina”, declarou. “O Hawilla, pela Traffic, comprava os direitos da Conmebol, da Fifa, e encarregava a mim de vender. Isso foi assim até 2007, depois disso saí da empresa”.

“Essa parte de compra era negocio dele, eu só vendi para as emissoras. Minha parte era só com as emissoras”. Questionado sobre o critério para definir os valores dos direitos vendidos a cada uma, Margulies disse que os preços eram pré-estabelecidos. “A gente buscava as emissoras de televisão por valores em acordo”, disse.

O empresário ainda comentou que Hawilla nunca havia mencionado as fraudes cometidas pela empresa. “No ano passado almocei com ele em Miami um dia, mas ele nunca me falou nada dessa história”, contou.

Se a empresa realmente esteve envolvida com valores determinados para cada edição da Copa América, Margulies tratou de avisar que não teve participação nos acordos. “Parei (de trabalhar) em 2007, mas essa Copa América de 2011 eu não participei, não tive nada a ver. E nessa do Chile (de 2015) não tive nada a ver”. “Isso acabou em 2007 e não tenho nada a ver com a Traffic. Sei que nessa Copa América ela ainda é parceira de outras empresas, mas não é mais dona”, concluiu o empresário.

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