Vivendo pressão por estar no centro das denúncias de corrupção, a Fifa promete dar um passo rumo à transparência. Joseph Blatter revela nesta segunda-feira que a lista de propostas para moralizar a entidade máxima do futebol contém limitação de mandatos consecutivos e publicação dos salários de alguns dirigentes.
“A Fifa publicará a remuneração de seu Comitê Executivo”, anuncia Blatter em entrevista coletiva na sede da entidade, em Zurique. Quando perguntado sobre sua condição individual, porém, negou-se a adiantar quanto dinheiro recebe para exercer o cargo de presidente. “Sabem que não posso (dizer o salário). Não cairia bem com meus amigos.”
O suíço negou permanecer na presidência até o final de seu quinto mandato, mas também garante ficar no cargo até o dia 26 de fevereiro. Ele preside a organização desde 1998, mas pretende que nenhum outro dirigente repita reinado tão grande no principal cargo do futebol mundial.
Blatter não deu detalhes de nenhuma das duas propostas. Ainda não se sabe, por exemplo, quantos mandatos serão permitidos ou como serão publicados os rendimentos dos cartolas que compõem o Comitê Executivo.
