Nesta quinta-feira, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos solicitou formalmente a autoridades de Trinidad e Tobago a extradição de Jack Warner, ex-presidente da Concacaf que foi indiciado por corrupção. Agora o país natal do ex-cartola começa a avaliar as evidências que recebeu dos EUA para decidir se autoriza ou não a extradição.
Jack Warner foi detido nos últimos dias de maio e pagou fiança de 2,5 milhões de dólares trinitenses (valor correspondente a R$ 1,3 mi) devido a acusações de delitos supostamente cometidos tanto nos Estados Unidos quanto em Trinidad e Tobago. Entre as acusações está o envolvimento em corrupção, crime organizado e lavagem de dinheiro enquanto ocupava cargo máximo na Concacaf e, por consequência, era vice-presidente da Fifa.
O indiciado atualmente é líder do Partido Liberal Independente, que faz parte da oposição em Trinidad e Tobago, e recentemente acusou o governo de “conspirar” parar extraditá-lo do país. A próxima audiência referente à situação de Warner está marcada para esta segunda-feira.
Ex-membro do Comitê Executivo da Fifa está próximo de ser extraditado aos Estados Unidos, onde seria julgado por corrupção - Credito: AFP
Jack Warner ocupou a presidência da Concacaf por nada menos do que 21 até deixar o cargo alegando problemas de saúde em 2011 – à época era acusado de corrupção e suborno. Devido às regras da Fifa, a aposentadoria naquela ocasião deu fim a todos os processos de ética movidos contra ele, o que impediu exposição pública sobre as possíveis fraudes.
“A presunção de inocência é mantida”, alegou a entidade máxima do futebol na ocasião, ignorando acusações sobre revenda ilegal de ingressos e subornos na venda de direitos de televisão. Warner ainda teria usado dinheiro da Fifa para construir um centro de treinamento de R$ 82,5 milhões dentro dos limites de uma de suas propriedades.