Escândalo faz CBF rever contratos para evitar corrupção institucionalizada

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No centro das atenções do país inteiro após a prisão de seu ex-presidente José Maria Marín, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem sido obrigada a improvisar no combate à corrupção em seus corredores. O atual mandatário Marco Polo Del Nero revela que todos os contratos vigentes serão reavaliados pela diretoria da entidade.

“Temos que analisar todos os contratos. Não podemos dizer que são ruins, péssimos para a CBF, porque as coisas andaram bem até agora. À medida que haja suspeita, temos que reavaliar. É isso que está sendo feito”, garante Del Nero, que defende o sigilo quanto aos valores das negociações da entidade que preside.

“Toda empresa privada, quando faz negociação, o acordo é bilateral. Normalmente as partes entendem que não querem noticiar os valores”, explica o presidente. “É isso que acontece com a CBF. É uma entidade privada que presta contas à Assembleia Geral, ao Conselho Fiscal, à fiscalização e até à Polícia Federal se houver dúvida. Mas o contrato pode ser (sigiloso), está previsto em lei.”

Atraindo todos os olhares, CBF de Del Nero toma ações calculadas para não manchar ainda mais a própria imagem (Foto: Bruno Domingos)

Atraindo todos os olhares, CBF de Del Nero toma ações calculadas para não manchar ainda mais a própria imagem (Foto: Bruno Domingos) - Credito: Divulgação/Mowa Sports

Ainda que a preocupação com a má imagem que a prisão de Marín causou, a CBF parece não tratar a transparência como prioridade. Mas a pressão sobre as contas da organização obriga Del Nero a agir de alguma forma. Seguindo ordens da Fifa, na última quinta-feira ele baniu o antecessor da entidade que preside.

Além disso, a CBF ainda entregou os contratos firmados em gestões anteriores para o Ministério Público do Rio de Janeiro, se colocando “à inteira disposição para esclarecimentos adicionais” à Justiça. O mesmo fez Del Nero em entrevista coletiva desta sexta, garantindo que aceita dar depoimentos que se façam necessários.

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