Ex-presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), Nicolás Leoz teve sua prisão domiciliar determinada pelo juiz Humberto Otazú nesta segunda-feira. Acusado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos de vários crimes, inclusive suborno, o paraguaio está encarcerado em sua casa na capital Assunção deste então. A propriedade é vigiada constantemente por pelo menos um policial das forças locais.
Residente do bairro de Villa Morra, onde agora também é prisioneiro, Leoz só não foi capturado em Zurique, na Suíça, durante a operação secreta realizada na semana passada, porque estava justamente na capital paraguaia, fazendo bateria de exames em uma clínica médica.
Os Estados Unidos pediram a extradição de Leoz, assim como dos outros seis dirigentes presos em razão do escândalo, incluindo o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF. Para tal, portanto, será necessário que o país apresente toda a documentação e as provas levantadas contra ele em 60 dias. Como tem 86 anos – e a idade máxima para ser preso preventivamente no Paraguai é 70 – o ex-mandatário da Conmebol aguarda a resolução em regime domiciliar.
As acusações contra Leoz são numerosas e graves. Nas denúncias divulgadas após a operação do FBI em Zurique, seu nome aparece ligado a crimes como conspiração internacional, fraude e enriquecimento ilícito através da direção de uma organização.
