Iniciada por denúncias de corrupção e prisões de dirigentes em semana de eleições, a agitação política segue intensa na Fifa. Conforme havia dito na última quinta-feira, dia seguinte à deflagração do escândalo, o britânico David Gill deixou seu cargo de vice-presidente neste sábado, após a reeleição de Joseph Blatter como mandatário da entidade.
“Como expliquei para meus colegas europeus no encontro da Uefa na quinta-feira, não posso assumir um posto no Comitê Executivo da Fifa. Em respeito ao congresso da Fifa e aos outros 208 membros associados, foi correto esperar até as eleições de sexta-feira para confirmar minha decisão”, anunciou Gill.
Na ocasião das prisões de sete cartolas, o ex-presidente do Manchester United disse que sua permanência na entidade “seria fútil” e, portanto, não seria correto. Eleito há dois meses, desistiu de ocupar o cargo de vice-presidente pelos próximos quatro anos por não querer manchar sua reputação profissional com os escândalos da instituição, além de duvidar da capacidade de mudanças do quinto mandato de Sepp Blatter.
“Eu reconheço que Blatter foi eleito de forma democrática e desejo sucesso à Fifa em se defender dos muitos problemas que vem ocorrendo. No entanto, minha reputação profissional é crucial para mim e eu simplesmente não vejo como o mundo do futebol mudaria para o bem enquanto Blatter estiver no posto”, observou.
Logo após ser reeleito, Blatter deu as boas-vindas a Gill no Comitê Executivo da Fifa, mesmo ciente das ameaças do britânico de deixar o cargo caso o cartola iniciasse um novo mandato. Provocação ou não, o presidente deve convocar novas eleições para que a vaga em aberto seja ocupada.
