Após reunião entre representantes dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro na sede da CBF, na tarde desta quarta-feira, ficou decidido que os integrantes da elite do futebol irão exigir, junto à Confederação Brasileira de Futebol, mudanças no texto da Medida Provisória que trata da renegociação das dívidas das equipes.
A MP 671 foi assinada pela presidente Dilma Rousseff no dia 19 de março e garante aos clubes o prazo de até 240 meses, com reduções de juros e multas, para o pagamento dos débitos. Porém, para que o benefício seja concedido, as entidades terão que seguir algumas exigências, como o fair play financeiro, que prevê o pagamento dos salários e direitos de imagem dos jogadores em dia. Caso isso não ocorra, os times sofrerão punições que podem causar o rebaixamento.
“A MP é uma evolução, mas há algumas falhas que devem ser corrigidas. Numa democracia, tem que haver um consenso. Um dos enganos é querer que o clube tenha toda a receita em um banco só. Alguns artigos precisam ser revistos”, afirmou Modesto Roma Jr., presidente do Santos.
O presidente do Santos, Modesto Roma Jr., quer mudanças na Medida Provisória 671 - Credito: Ricardo Saibun/Santos FC
Romildo Bolzan, mandatário do Grêmio, apoia as mudanças. “O que prevaleceu na medida foi uma intenção fiscal, de gestão e política. Não atende nenhum interesse. A CBF irá se mover no Congresso, pois, se permanecer assim, não será possível avançar”.
Gilvan Tavares, presidente do Cruzeiro, endossou a opinião dos representantes. “Irá inviabilizar o futebol brasileiro caso não haja mudanças. O clube, por exemplo, não poderá jogar a Libertadores, já que a Conmebol não é obrigada a seguir tais regras”.
Um documento deve ser escrito pela CBF com as mudanças consideradas pertinentes pela entidade e pelos dirigentes. O texto será apresentado à comissão mista formada no Congresso para debater a MP.