A candidatura do príncipe jordaniano Ali Bin Al-Hussein concentrou as atenções dos bastidores da Fifa nos últimos dias. Ocupando cargo de vice-presidente asiático da entidade internacional atualmente, ele opta por enfrentar Joseph Blatter na eleição a ser realizada no próximo dia 29 de maio. Mas Ali não deve nem mesmo ter o apoio da região que representa. O secretário-geral da Confederação Asiática de Futebol (CAF), Dato Alex Soosay, revela que os membros do continente estão propensos a reiterar preferência pelo atual presidente.
“Acho que o sentimento segue o mesmo”, opina Soosay em entrevista à BBC, defendendo a continuidade de Blatter à frente da Fifa. “Mas não estou aqui para impedir ninguém de seus direitos. A eleição é independente e democracia”, salienta.
O secretário-geral relembra que todos os 47 membros associados à CAF asseguraram votos a Blatter no congresso realizado no Brasil, no ano passado. O mandatário ruma a passos largos para seu quinto mandato consecutivo como chefe da Fifa. Já são 17 anos na presidência da entidade máxima do futebol.
A declaração de Soosay reafirma a força do atual presidente da Fifa junto aos países associados. Se a posição da Ásia realmente for a que ele garante, a candidatura de Ali Bin Al-Hussein diminui pouco o favoritismo de Blatter na próxima eleição. Além do príncipe Ali, o francês Jérôme Champagne confirmou candidatura. Ainda existe a possibilidade do chileno Harold Mayne-Nicholis entrar no páreo.
