O jornal portenho Olé revelou, em nota divulgada na tarde deste sábado, que alguns familiares de Lionel Messi tiveram que enfrentar provocações e um ambiente hostil para acompanhar a decisão da Copa América, entre Argentina e Chile, das arquibancadas do estádio Nacional de Santiago. Segundo a apuração, alguns familiares até foram empurrados no fim do primeiro tempo.
A família de Messi aguentou acompanhar somente os primeiros 45 minutos de jogo. No intervalo, coube ao embaixador argentino na capital chilena, Ginés González Garcia, intervir na situação para acalmar os ânimos e conduzir os pais, irmãos e sobrinhos de Messi a uma das tribunas destinadas às equipes de televisão.
O jornal Clarín afirmou que Rafael Messi, irmão de Lionel, foi agredido por um dos torcedores e caiu no chão. Foi nesse momento, onde a provocação adquiriu ares de confronto, que o embaixador argentino resgatou os familiares de Messi e os conduziu a uma área mais reservada.
No intervalo de jogo, Messi chegou a olhar para as arquibancadas procurando por seus familiares, que já tinham ido às tribunas - Credito: AFP
As provocações têm feito parte da Copa América. Além dos causos dentro de campo, como o entrevero de Neymar com os colombianos e a polêmica entre Jara e Cavani, a rivalidade tem rompido as quatro linhas. Se os chilenos, nesta final, foram os autores das provocações à família de Messi, viram, há alguns dias, a escultura do artista Mário Irrazábal, em Punta del Este, ser pintada de azul após a eliminação do Uruguai.
Os parentes de Messi permaneceram nas cabines do estádio Nacional para acompanhar a disputa dos pênaltis, após um empate sem gols no tempo regulamentar e nos trinta minutos de prorrogação.
De longe, viram Higuaín e Banega desperdiçarem as cobranças e o Chile levantar seu primeiro título de Copa América dentro de casa.