O presidente da Rússia, Vladimir Putin, esteve presente em um evento de incentivo a investimentos em São Petersburgo, neste domingo, e aproveitou para reiterar a honestidade do processo de escolha do país como sede da Copa do Mundo de 2018. Segundo o chefe de Estado, não há motivos para a decisão da Fifa ser revista em face das acusações envolvendo esquemas de corrupção na escolha das sedes.
Putin contestou, dessa forma, a opinião de Domenico Scala, homem forte da Fifa que participa tanto do processo de substituição de Blatter na presidência da entidade quanto no rumo das investigações sobre o pagamento de propina para escolha das sedes. “Nós lutamos de maneira honesta para sediar o torneio e ganhamos. Não acredito que a concessão do Mundial deva ser revista. Se alguém tem alguma evidência de corrupção neste processo, que a apresente”, disse.
Ainda, Vladimir Putin se colocou à disposição para colaborar com a sequência das investigações do caso Fifa, que prendeu sete dirigentes ligados a entidade no fim de maio, entre eles o ex-presidente da CBF e atual vice, José Maria Marin. “Estamos preparados. Apoiamos as investigações sobre corrupção que afetam a Fifa, mas é a Justiça que deve determinar se tem alguém culpado pelas irregularidades”, comentou.
Putin reitera legalidade da Rússia como sede em 2018 e cita ação orquestrada para desestabilizar Blatter - Credito: Divulgação
Especula-se, na Rússia, que as suposições sobre a escolha irregular do país como sede faça parte de uma estratégia geopolítica dos Estados Unidos que, em conjunto com a Alemanha e o Reino Unido, busca desestabilizar a figura de Joseph Blatter à frente da Fifa atacando a Putin, amigo pessoal do chefe da maior entidade do futebol mundial.
Após a prisão dos dirigente em Zurique, em ação coordenada entre o FBI e a polícia suíça, Putin disparou contra os norte-americanos e criticou os Estados Unidos por “atuarem contra cidadãos não norte-americanos em um país estrangeiro, abusando, assim, dos limites legais”. “Há uma vontade de impedir a presença de Blatter no comando e, em última instância, de criar dúvidas sobre o Mundial da Rússia”, avisou.