A memória de um brasileiro bicampeão do mundo foi preservada na noite desta quinta-feira. Em evento realizado na Livraria Saraiva do Shopping Higienópolis, em São Paulo, foi lançado o livro “Bellini: o primeiro capitão campeão”, assinado pela viúva do zagueiro da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1958 e 1962, Giselda Bellini.
Com o apoio da editora Prata, a publicação faz o registro biográfico do ex-atleta, falecido no dia 20 de março de 2014. Zagueiro do São Paulo entre 1962 e 1967, Bellini teve seu corpo velado no salão nobre do Estádio do Morumbi.
Na mesma semana, a diretoria tricolor – ainda presidida por Juvenal Juvêncio, uma vez que o sucessor Carlos Miguel Aidar só assumiria o cargo no dia 16 de abril – revelou a intenção de homenagear o capitão com um busto.
Mais de um ano depois, contudo, o filho do beque, Hideraldo Luiz Bellini Júnior (conhecido como Júnior, já que leva o nome do pai), revelou à Gazeta Esportiva.Net sequer ter sido contatado sobre a ideia do tributo, que não foi levada adiante.
“Que eu saiba, não. Não tive mais nenhuma informação relacionada a isso. Sei que saiu algo nesse sentido na época, mas nós nunca fomos contatados oficialmente sobre a possibilidade”, começou Bellini Júnior.
Mesmo assim, a gratidão está presente em sua voz. “O fato do corpo dele ter sido velado no Morumbi foi um convite por parte da diretoria do Juvenal, que a gente agradece. Fico muito contente pelo reconhecimento do tempo que o meu pai jogou no São Paulo. Na época, estava o atual presidente também, o Aidar, e eles fizeram o convite juntos”, concluiu.
Vale lembrar que Bellini foi o responsável por criar o ato de levantar a taça conquistada acima da cabeça. Hoje habitual e eternizado no futebol mundial, o gesto foi a maneira que o capitão do Brasil encontrou de atender aos fotógrafos, que não conseguiam dar o devido destaque à histórica Jules Rimet.
