Bastaram seis rodadas do Campeonato Brasileiro para todo o clima de paz e tranquilidade no Santos chegar ao fim. Campeão paulista em maio, o time está próximo da zona de rebaixamento no Nacional por pontos corridos e não vence há cinco partidas, acrescentando a derrota para o Sport, pela Copa do Brasil, nesta sequência. Neste sábado, depois do 2 a 2 com a Ponte Preta na Vila Belmiro, muitos torcedores vaiaram a equipe alvinegra e pediram a saída do técnico Marcelo Fernandes, que prontamente rebateu as críticas.
“Anota aí: 32574000, liga lá na presidência que o Modesto Roma vai te atender. Eu estou aqui para trabalhar, sou treinador do Santos, essa pergunta tua você tem que perguntar para o Modesto, não para mim”, disse, de forma direcionada ao primeiro jornalista a abordar o tema durante a entrevista coletiva.
Efetivado no comando da equipe desde a 8ª rodada do Campeonato Paulista, Marcelo Fernandes a todo momento evita falar de projeções para sua carreira e, neste momento de crise, usa o mesmo discurso para garantir que não sente qualquer tipo de pressão sobre seu cargo.
Marcelo Fernandes cumprimenta jogadores no empate diante da Ponte e passa telefone do presidente ao ser questionado - Credito: Ivan Storti/Santos FC
“Eu não sinto pressão nenhuma. Já cansei de falar isso lá na sala (de imprensa do CT). Acabei de falar para o teu amigo falar com o Modesto Roma, vai lá e fala com ele também”, afirmou a outro jornalista.
“Eu estou superbem, não tenho vaidade nenhuma, estou no grupo que eu gosto. Se a diretoria achar que tem que trocar, tudo bem, não fico sem dormir com isso. Mudança de técnico é supernomal no futebol, é assim. Estou chateado, sim, pela minha equipe jogar do jeito que joga e perder por erros dela. Mas eu trabalho em clube grande, que vive de resultado. E não estamos tendo resultado”, explicou.
Independentemente da forma como Marcelo Fernandes encare esse momento conturbado do Peixe na temporada, ele sabe que precisa voltar a vencer. E, por isso, já avisou que vai buscar os três pontos na quarta-feira, contra o Atlético-MG, ignorando o fato de o confronto estar marcado para o estádio Independência, em Minas Gerais, onde o Galo sempre é muito forte.
“Preste atenção: eu disputei 18 pontos, ganhei seis. Então, está na hora. Na situação que a gente está na tabela, a gente precisa ganhar e é para cima que a gente vai jogar”, finalizou, com o semblante fechado e de forma sucinta.