Foi no sufoco, com vitória apertada no tempo normal por 2 a 1 sobre o Fortaleza, revertendo a derrota do jogo de ida, e um elástico 11 a 10 nas cobranças de pênalti, mas o Coritiba fez a lição de casa e segue para a próxima fase da Copa do Brasil, quando enfrentará a Ponte Preta. O técnico Marquinhos Santos acredita que a forma como o resultado foi construído reflete o atual momento do clube, que tenta se reencontrar na temporada.
“Tinha que ser assim, pela situação que o clube se encontrava. A pressão estava grande. Mas o o Coritiba é isso, essa alma guerreira. O Galhardo, o Ruy se entregando , nesse primeiro jogo dele. O momento é esse. Unir e trabalhar”, avaliou o treinador coxa-branca, que ainda deu méritos ao adversário, que dificultou e muito a classificação. “Apesar do Fortaleza estar na Série C, tem vários jogadores que recentemente estavam na Série A. Tem que valorizar”, completou.
De vilão na primeira partida a herói, o goleiro Bruno mostrou categoria na 11ª cobrança convertida por ele e destacou o trabalho feito antes do jogo para explicar a eficiência nas batidas. “Não é sorte, nós treinamos. Estávamos focados e sabíamos que é um resultado que acontece. Todos treinamos, inclusive os goleiros. E convertemos todas as 11 cobranças. Primeira vez que bati um pênalti e consegui converter“, revelou.
O volante Hélder falou sobre a entrega do time em campo, mas lembrou que não haverá tempo para comemorar, já que no final de semana tem o Grêmio pela frente para reverter o começo ruim no Campeonato Brasileiro. “Tinha que ser assim, mas o mais importante foi a classificação. Começamos bem, no entregando, depois cansaram geral, sentindo câimbras, e tomamos um gol de bola parada, e isso não pode acontecer. Temos que trabalhar isso, ver o que fizemos de errado, para as coisas clarearem a partir de hoje. Vamos mudar a chave de novo e sábado tem o Grêmio, jogo difícil”, concluiu.