O Boca Juniors-ARG terminou sua trajetória na fase de grupos da Copa Libertadores da América de modo impecável. Na noite desta quinta-feira, o clube xeneize recebeu o azarão Palestino-CHI, na temida Bombonera, e triunfou por 2 a 0. Os tentos dos argentinos, que atuaram com uma formação alternativa – sem os titulares Lodeiro e Pablo Osvaldo –, foram marcados por Marín e Calleri, aos 44 e 55 minutos, respectivamente.
O resultado, além de garantir o aproveitamento perfeito da equipe guiada por Rodolfo Arruabarrena, que triunfou nos seis compromissos inaugurais, eliminou a representação de Santiago-CHI. O segundo lugar do grupo 5 ficou com o Montevideo Wanderers-URU, que superou o Zamora-VEN, fora de casa, por 3 a 0 – tentos de Matías Santos, Albarracín e Gastón Rodríguez. O clube uruguaio fechou sua jornada com dez unidades.
Com o primeiro lugar geral, beneficiado pelo empate sem gols entre o também invicto Corinthians com o San Lorenzo-ARG, os boquenses terão como adversários no mata-mata o arquirrival River Plate, podendo decidir a vaga para a fase de quartas de final em casa.
O atacante Calleri, aos 55 minutos, definiu o placar positivo aos xeneizes na Argentina (Foto: Alejandro Pagni) - Credito: AFP
O jogo – Após terem alguns de seus pertences roubados em pleno hotel, enquanto faziam o trabalho de reconhecimento de gramado na Bombonera, os atletas do Palestino entraram com motivação extra no temido campo de Buenos Aires. Assim, logo aos seis minutos, a formação de Santiago criou a primeira boa oportunidade. Acionado por belo toque de Vidangossy, Marcos Riquelme invadiu a área e tentou concluir na saída de Orión, mas o arqueiro xeneize, atento, praticou a defesa providencial.
No instante seguinte, em cobrança de escanteio efetuada do setor esquerdo, Marín, em cima da linha, evitou o gol contra argentino, que encaminharia a classificação dos valentes visitantes. O clube da casa, sentindo a falta de nomes importantes – como o ex-corintiano Lodeiro e o atacante Pablo Osvaldo – até tentou equilibrar as ações, contudo, os comandados de Pablo Guede estavam dispostos a surpreender. Com 33 jogados, Valencia arriscou da intermediária e levou perigo a Orión.
Quando voltaram do intervalo, os jogadores se depararam com uma queda parcial de energia no domínio xeneize. Porém, o árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio, do Distrito Federal, tratou de recomeçar a partida, mesmo com a iluminação não ideal. Assim, o Boca Juniors criou sua primeira chance de perigo: no minuto inaugural do período final, Meli arriscou de longe e assustou Melo.
Na marca dos três, outros refletores se apagaram na Bombonera e obrigaram o juiz brasileiro a interromper a partida. Após sete minutos de paralisação, a bola voltou a rolar, e o Palestino retornou melhor. Com 27 jogados, Marcos Riquelme arriscou da intermediária e quase inaugurou o marcador. A bola desviou na zaga mandante e exigiu intervenção elástica de Orión.
O jovem Vadalá entrou nos minutos finais e incendiou a partida na temida Bombonera (Foto: Alejandro Pagni) - Credito: AFP
Talvez desmotivados pela notícia dos dois gols marcados pelo Montevideo Wanderers na Venezuela, os jogadores da formação chilena perderam as rédeas da partida e viram o Boca Juniors crescer. Aos 35 minutos, o jovem atacante Vadalá, em sua primeira participação no compromisso – após substituir Martínez –, carimbou o travessão de Melo, finalizando firme dentro da área.
Procurando corresponder à aposta de Rodolfo Arruabarrena, Vadalá, responsável por incendiar o compromisso, não desistiu e quase abriu a contagem aos 37 minutos. A forte conclusão do jovem, no entanto, parou em grande intervenção de Melo.
Valente, o Palestino teve a chance de sair classificado de Buenos Aires: aos 39 minutos, Guajardo invadiu a área xeneize em plena liberdade, com totais condições de deslocar Orión. Porém, finalizou muito mal, encobrindo o travessão argentino.
O castigo veio com 44 jogados. Após cobrança de escanteio, Marín, que evitou o tento chileno no início de jogo, subiu com liberdade para testar firme, no canto esquerdo de Melo, para decretar o aproveitamento perfeito do Boca Juniors, que termina com o expressivo saldo de 17 gols.