Os jogadores do Corinthians se viram em uma situação comum em um cenário incomum na visita de quarta-feira ao San Lorenzo. Se não houve pressão da torcida com os portões do Nuevo Gasómetro fechados, a punição da Conmebol aos argentinos não significou um clima ameno em campo.
“Argentino está sempre querendo catimbar, mas nada demais. É normal eles quererem arrumar tumulto no final”, afirmou Cristian. “Normal. Eles estavam perdendo na casa deles e queriam reverter. Tiveram chances, mas nos controlamos, está todo o mundo de parabéns”, concordou Cássio.
O goleiro e o volante se referiam ao princípio de tumulto após o apito final, envolvendo atletas do San Lorenzo e Petros. Houve outros momentos no jogo de ânimos exaltados, mas o Corinthians, que havia tido três expulsões em suas três partidas anteriores na copa Libertadores, conseguiu se manter tranquilo para vencer por 1 a 0.
“É Brasil e Argentina. Todo o mundo quer ganhar, mas o respeito tem que prevalecer. Há lances mais duros, o pessoal não gosta, mas o futebol é assim. Depois do jogo, tem que esfriar a cabeça porque todo o mundo é profissional”, disse Elias, que se destacou e marcou o gol da vitória em um jogo difícil.
Houve momentos tensos na partida, disputada com os portões do Nuevo Gasómetro fechados - Credito: AFP
O Corinthians começou a partida em marcha lenta e sofreu diante do San Lorenzo mesmo sem público no Nuevo Gasómetro. “É claro que isso favorece a equipe visitante, mas é ruim. A gente demorou para entrar no jogo. Depois que entramos, conseguimos ter posse de bola”, comentou Elias.
Tite concordou. De acordo com o treinador, o Corinthians levou algum tempo para se encontrar em campo. Dando um desconto ao seus atletas pelos desfalques, ele apontou “um nível de concentração muito baixo” no início. “A atmosfera é diferente, o clima é diferente.”
O próprio gaúcho não estava solto como de costume nos momentos iniciais do confronto, que foram de pressão do San Lorenzo. “Nos primeiros dez minutos, eu ia berrar e dizia para mim mesmo: ‘Vai ecoar’. Depois, pensei: ‘Vai tomar banho, vou falar mesmo’”, sorriu o comandante.