Patito Rodriguez cansou de sua situação no Santos e acertou sua saída do clube. Em entrevista ao canal TYC, da Argentina, o atacante admitiu que havia possibilidade de voltar a jogar em seu país natal, mas uma proposta da Malásia irrecusável pesou em sua decisão.
"Eu fiquei sabendo do interesse do Huracán. Recebi muitas mensagens nas redes sociais, de torcedores. Era uma possibilidade linda para mim. A verdade é que eu decidi ir para a Malásia. A diferença econômica é muito grande. Vou ficar lá de abril a novembro. Decidi com a minha família", explicou o jogador, que atuará no Johor até novembro.
Na reapresentação do grupo santista para a temporada, Patito Rodriguez não apareceu. O argentino deveria ter dado as caras no CT Rei Pelé dia 8 de janeiro, mas só se apresentou dois dias depois. Segundo o atleta, a ideia era tentar arrumar algum clube para se transferir. Depois disso, Patito foi afastado do grupo, passou a treinar isoladamente e reclamou publicamente de atrasos salariais. “Todo mundo recebeu, menos eu”, disse, à época. Fora isso, Patito revelou ter problemas com o técnico Enderson Moreira.
"O Santos é um lindo clube, mas tive alguns incômodos com o treinador (Enderson Moreira), e ele tomou a decisão de que devo treinar separado do grupo. Por isso, procuramos uma rápida saída", comentou à emissora argentina.
Patito continuará treinando em separado no CT Rei Pelé até abril, quando viaja à Malásia e fica até novembro - Credito: Ricardo Saibun/Santos FC
Contratado em julho de 2012 por R$ 2,5 milhões junto ao Independiente, da Argentina, Patito chegou como grande promessa. O veloz atacante foi elogiado por Muricy Ramalho, técnico do Peixe à época, em seus primeiros treinos, mas nunca conseguiu corresponder às expectativas em campo e, aos poucos, foi perdendo espaço da equipe.
Com contrato até julho de 2016, Patito Rodriguez chegou a ser emprestado ao Estudiantes, da Argentina, em 2013. Mas retornou no ano seguinte sem ter feito sucesso no seu próprio país e realizou apenas sete jogos pelo time santista na última temporada. Ainda em 2014, o jogador quase acertou sua transferência, em agosto, para o mesmo Johor, da Malásia, que estava disposto a pagar cerca de R$ 2,7 milhões pelo argentino. O negócio era visto com bons olhos pela diretoria santista, mas acabou melando.
No fim do mês passado, surgiu a possibilidade do PAOK Thessaloniki, da Grécia, comprar os 50% dos direitos econômicos do jogador que pertencem ao Santos. O clube grego, no entanto, recuou e não apresentou uma proposta oficial.
Patito recebe cerca de R$ 270 mil por mês no alvinegro praiano e marcou apenas 2 gols em 44 partidas.