A tenista brasileira Gabriela Cé não resistiu à cabeça de chave número 5 do WTA do Rio de Janeiro, a sueca Johanna Larsson, na tarde desta quarta-feira. A gaúcha de 21 anos perdeu por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7-4) e 6/4, em 1h49 de partida, pelas oitavas de final do torneio sobre o piso de saibro, disputado no Jockey Club Brasileiro.
Assim como foi na estreia, Gabriela (261ª do mundo) foi instável no saque e permitiu sete quebras de serviço a favor da sueca. Por outro lado, ela compensou mais uma vez na garra, na boa capacidade de se defender e de devolver as bolas.
Diante da francesa Pauline Parmentier, na última segunda-feira, foram 15 quebras no total. Nesta quarta, contra Johanna (69ª), ocorreram duas a menos. Jovem ainda, a gaúcha de Porto Alegre ainda tem tempo para ajustar o saque e ser mais agressiva.
"A maioria das mulheres saca mal. É uma coisa louca, basta olhar no masculino. Se um tenista quebra, a chance dele perder o saque na sequência é mínima, totalmente diferente do feminino, em que as quebras são constantes, quase um 'ufa, agora não vou sacar'. Em relação aos meus jogos, acredito que, como se trata de uma competição no nível do mar, com uma quadra mais pesada, a influência do fator externo pode ter um peso maior no saque. Para quem devolve, é possível entrar mais inteira no ponto", explicou a jovem gaúcha.
Número 261 do mundo, Gabriela Cé não resistiu à sueca Johanna Larsson (69) (Foto: Rio Open/Site) - Credito: Divulgação/Site Oficial
Nas quartas de final, Johanna Larsson vai enfrentar a vencedora do duelo entre a norte-americana Madison Brengle, quarta cabeça de chave, e a alemã Dinah Pfizenmaier. As duas se enfrentam na tarde desta quarta-feira.
Pensando no futuro, Gabriela quer melhorar o fator psicológico já para os próximos desafio no ano: "Meu objetivo é achar minha consistência mental ideal durante todas as partidas que eu fizer esse ano. De competições, vou disputar alguns challengers aqui no Brasil e talvez o WTA de Bogotá", finalizou.