Capitão da Argentina na Davis espera clássico com público respeitoso

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Capitão do time argentino na Copa Davis, Daniel Orsanic já imagina como vai ser o clássico contra o Brasil, no começo de março, pela primeira fase do Grupo Mundial, em Buenos Aires. Mesmo com a recente confusão entre Leonardo Mayer e a torcida paulista no Ginásio do Ibirapuera, ele espera um público apaixonado, mas respeitoso.

Na última semana, João Souza, o Feijão, eliminou Mayer nas quartas de final do ATP 250 de São Paulo, por 2 sets a 1. Na ocasião, os torcedores no Ibirapuera fizeram barulho e, em algumas oportunidades, ecoaram vaias para desestabilizar o argentino. Ao fim do embate, Leonardo disse que os brasileiros não entendem de tênis e chamou a torcida de “desrespeitosa”.

“Tive a experiência de estar em São Paulo com o Thomaz Bellucci naquele jogo contra o Leonardo Mayer há uns dois anos. É um público apaixonado, talvez não seja 100% de tênis, varia pra torcida argentina onde a maioria que assiste os torneios, jogam tênis e entende um pouco mais do esporte. Aqui tem muita gente que entende e respeita, mas Sempre tem aqueles que exageram”, disse Orsanic ao site Tênis News.

“A rivalidade Brasil e Argentina é mais do futebol do que do tênis. Espero um público argentino apaixonado, mas respeitoso”, completou o capitão argentino.

João Jouza, o Feijão, contou com o apoio da torcida para bater o argentino Leonardo Mayer, em São Paulo (Foto: Aberto do Brasil)

João Jouza, o Feijão, contou com o apoio da torcida para bater o argentino Leonardo Mayer, em São Paulo (Foto: Aberto do Brasil) - Credito: Divulgação

O duelo será realizado na quadra de saibro do Tecnópolis, localização muito próxima de Buenos Aires. Orsanic contou que escolheu o piso lento pela preferência dos tenistas brasileiros às quadras rápidas.

“Para a equipe brasileira em geral, jogar em Buenos Aires trazem condições menos favoráveis numa quadra de saibro mais lenta, normal, nível do mar como aqui, que não seja uma quadra rápida. Para Bellucci, Souza e a dupla seria condições menos favoráveis, mas não significa que eles não joguem bem lá já que jogam bem em todas as superfície, mas colocamos as condições que favorecem mais a gente. Nessa época do ano em Buenos Aires é quente, mas é menos que aqui no Rio,não sou o dono do tempo, só espero que não esteja frio, espero que esteja um calor normal”, explicou Orsanic.

Ex-técnico de Bellucci, Orsanic minimizou o fato de já conhecer o número 1 do Brasil. Para o argentino, os seus comandados terão apenas de jogar melhor do que o paulista.

“Todos os jogadores conhecem o Bellucci, o Melo e Soares, jogaram contra, treinaram juntos. Conheço melhor o Thomaz, é claro, mas sinto que isso não vai fazer uma diferença a mais, quem jogar contra ele terá que atuar melhor que ele, é simples”, finalizou.

Brasil e Argentina se encontraram em sete oportunidades pela principal competição entre países, sempre em quadras de saibro. Os Hermanos levam boa vantagem, com cinco vitórias. O último embate ocorreu em 1980, na cidade de São Paulo, onde a Argentina venceu por 4 a 1 pela final do Zonal Americano.

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