Versão oficial culpa "esmagamento" por morte de torcedores no Egito

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No dia seguinte à tragédia que matou 19 torcedores no Cairo, as autoridades egípcias se isentam de culpa. O chefe de serviços emergenciais, Khaled al-Khalib, assegura nesta segunda-feira que a força policial não teve envolvimento nas mortes.

“As mortes foram causadas por esmagamento, não há sinais de tiros. As vítimas tinham várias lesões, algumas tinham até pescoços quebrados. As pessoas estavam se atropelando”, explica, alegando que houve pisoteamento quando os torcedores tentaram forçar a entrada do estádio Air Defence Stadium.

A selvageria aconteceu antes mesmo de a bola rolar para Zamalek e ENPPI, pelo Campeonato Egípcio. Segundo as autoridades, os envolvidos no confronto estariam tentando invadir o estádio sem ingresso, por isso foram impelidas pela polícia. As informações que se seguiram ao incidente davam conta de que as forças teriam usado balas de chumbo e gás lacrimogênio para combater os torcedores.

Segundo o Ministério do Interior do país, 18 pessoas foram presas e 22 policiais ficaram feridos. O governo suspendeu o campeonato por tempo indeterminado. A princípio a contagem de mortos chegava a 30, mas o número oficial foi confirmado em 19.

Pancadaria às portas do Estádio Air Defense teve torcedores mascarados e carros incendiados

Pancadaria às portas do Estádio Air Defense teve torcedores mascarados e carros incendiados - Credito: AFP

O Egito ainda proibia a presença de torcida nos estádios até este mês, sustentando medida tomada após o Massacre de Port Said – quando 74 pessoas morreram em confronto de torcedores do Al Ahly e do Al Masry, em 2012.

A sequência de jogos de portões fechados só havia sido interrompida em torneios internacionais. A tragédia do último domingo acontece poucos dias após resolução que permitia volta dos torcedores às partidas do Campeonato Egípcio.

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