"Um momento que ficará marcado", diz Antonelli após título histórico na F1

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Foto: CARL DE SOUZA / AFP

Faltando uma volta para cruzar a linha de chegada, Kimi Antonelli estava em um mar de lágrimas. "Não conseguia enxergar direito... mal distinguia duas Ferrari", afirmou neste domingo o campeão mais jovem da história da Fórmula 1 após sua consagração no México.

Com 20 anos e 68 dias, conquistou seu primeiro título e o primeiro de seu país, a Itália, em mais de 70 anos.

Antonelli terminou em terceiro lugar no Autódromo Hermanos Rodríguez, atrás do holandês Max Verstappen e do britânico Lewis Hamilton.

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Os dois ex-campeões o levantaram nos braços para comemorar. "Definitivamente vou emoldurar a foto e colocá-la na minha casa, porque é um momento incrível", declarou na coletiva de imprensa após a conquista. "É um momento que ficará marcado e que sempre será lembrado".

"Realizar um dos meus maiores sonhos foi algo muito especial", acrescentou. "Muitas lembranças passaram pela minha cabeça naquele momento", ao cruzar a linha de chegada. "Desde o kart até chegar aqui".

O jovem prodígio adiantou que comemorará com familiares e amigos no México, mas fará a grande festa em casa, ao retornar do GP de São Paulo na próxima semana. "Provavelmente não chegarei nas minhas melhores condições a Las Vegas, mas tudo bem", disse, aos risos.

Com o terceiro lugar neste domingo, Antonelli chegou a 380 pontos e tornou-se inalcançável para os concorrentes que aparecem logo atrás na classificação: Verstappen e Hamilton.

"Acredito que o principal fator foi a consistência que tivemos durante toda a temporada", explicou. "Quando as coisas pareciam um pouco complicadas, ainda assim conseguimos obter resultados razoáveis".

Antonelli também é o primeiro piloto a conquistar um título usando o número 12 desde que seu ídolo Ayrton Senna conseguiu o feito em 1988. Inclusive, anunciou que utilizará um capacete especial em homenagem ao brasileiro na corrida em São Paulo.

"É um número muito especial para mim", afirmou. "É uma forma de manter os pés no chão e continuar sendo humilde".

"Sou muito supersticioso e o número 1 nunca me trouxe boa sorte", acrescentou. "Sempre que o usei, as coisas deram extremamente errado. Então, esse é mais um motivo para continuar com o número 12".

O título também chegou, segundo ele, para "silenciar o barulho" das críticas que recebeu. "Algumas pessoas disseram que eu não pertencia à Fórmula 1 ou que não estava preparado para ela".

*Por AFP

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