O Santos enfrenta problemas de fluxo de caixa, acumula quatro transfer bans e segue impedido de registrar novos jogadores por punições da Fifa. Em meio às dificuldades financeiras, o clube tem aproximadamente R$ 170 milhões a receber de outras equipes do futebol brasileiro, dos quais R$ 129,7 milhões estão previstos para os próximos 12 meses, conforme apuração da Gazeta Esportiva.
Apesar dos valores expressivos a receber, o Peixe enfrenta dificuldades para manter seus compromissos financeiros em dia. A diretoria tem priorizado o pagamento dos salários registrados em carteira (CLT), mas ainda deve um mês de direitos de imagem aos jogadores.
Os R$ 170 milhões correspondem a valores de negociações com clubes brasileiros. Parte desses recursos tem previsão de entrada no caixa santista ao longo do próximo ano, mas o cumprimento dos prazos depende dos pagamentos das equipes envolvidas. Atrasos nesses repasses podem afetar a programação financeira do Santos, sobretudo em relação às obrigações de curto prazo.
O clube também aguarda valores referentes à venda do lateral direito JP Chermont ao Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos. A negociação foi fechada por 3,5 milhões de dólares (cerca de R$ 18,1 milhões), sendo 2,5 milhões de dólares fixos e mais 1 milhão de dólares em bônus. Os recursos dessa transferência não estão incluídos nos R$ 170 milhões a receber no mercado nacional.
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Pela primeira vez, a nação santista terá a oportunidade de adquirir uma edição oficial dessa homenagem. Serão 2.182 camisas numeradas comercializadas em embalagem exclusiva de colecionador. Essa é a primeira ação comercial envolvendo o clube e as duas marcas.
A pré-venda começa nesta terça (13), às 12 horas, primeiramente para os sócios do Peixão, na Santos Store Online. Confira como funcionará a venda das camisas ⬇️
12h às 14h: Sócios Black
14h às 16h: Sócios Black + Gold
16h às 18h: Sócios Black + Gold + Silver
A partir das 18h: Público geral, com o estoque restanteSaiba mais sobre essa collab inédita: https://t.co/OwAPiaZe9h
— Santos FC (@SantosFC) October 13, 2026
Além disso, o Santos possui uma dívida de aproximadamente R$ 18 milhões com o Cuiabá. O cenário coloca o clube em uma situação na qual precisa administrar cobranças de credores enquanto aguarda o recebimento de valores de outras equipes.
Santos segue impedido de registrar reforços
As dificuldades financeiras também se refletem nas punições impostas pela Fifa. Nesta terça-feira (13), o Santos recebeu três novos transfer bans por dívidas relacionadas ao mecanismo de solidariedade, que prevê repasses aos clubes responsáveis pela formação dos jogadores envolvidos em transferências internacionais.
As pendências somavam aproximadamente R$ 950 mil e estavam ligadas às negociações de João Basso, Benjamín Rollheiser e Álvaro Barreal. O Santos efetuou os pagamentos ainda nesta terça-feira e conseguiu derrubar os três bloqueios.
O Peixe, entretanto, continua com quatro transfer bans ativos, todos relacionados a dívidas com o ex-técnico Pedro Caixinha e seus auxiliares José Pratas, Pedro Malta e José Belman.
Os profissionais deixaram o Santos em abril de 2025, mas não receberam integralmente os valores previstos nas rescisões contratuais. As cobranças ultrapassam R$ 15 milhões. A maior delas envolve Caixinha, com aproximadamente R$ 10,7 milhões a receber, além de juros.
O clube tentou negociar o parcelamento das pendências, mas não chegou a um acordo com os credores. Enquanto os quatro bloqueios permanecerem em vigor, o Santos não poderá registrar novos jogadores.
Outras pendências preocupam o Santos
Além das punições já aplicadas, o Santos corre o risco de receber outro transfer ban por uma dívida com o Al-Markhiya, do Catar, relacionada ao atacante Yusupha Njie.
O jogador chegou ao clube por empréstimo em 2024, mas deixou a equipe sem disputar partidas oficiais. Após o encerramento antecipado do vínculo, o Santos não cumpriu integralmente o acordo financeiro estabelecido com os cataris.
A disputa chegou à Corte Arbitral do Esporte (CAS), que manteve uma condenação de aproximadamente 399 mil euros (R$ 2,2 milhões). O resultado do julgamento, realizado em setembro, foi publicado nesta segunda-feira (12).
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O Peixe também enfrenta cobranças relacionadas às contratações dos zagueiros Adonis Frías, junto ao León, do México, e Alexis Duarte, junto ao Spartak Moscou, da Rússia.
Diante desse cenário, os R$ 129,7 milhões previstos para os próximos 12 meses representam uma fonte importante de receitas futuras, mas não significam que o clube tenha esse montante disponível atualmente.
O Santos precisará conciliar a entrada desses recursos com o pagamento das obrigações já assumidas, além de solucionar as pendências que mantêm o clube impedido de registrar reforços. A situação financeira também será um dos fatores a serem considerados no planejamento para a temporada de 2027.